Após prorrogação do auxílio emergencial, beneficiários relatam terem o benefício bloqueado

Usuários relatam que ao abrirem o aplicativo Caixa TEM receberam a notícia que o auxílio emergencial havia sido bloqueado. No entanto, o aviso aparece sem maiores explicações.

Como mostra os tweets abaixo, a caixa de mensagem do aplicativo aparece com a informação “motivo de bloqueio” e em seguida, o espaço que deveria mostrar o porquê do bloqueio aparece em branco.

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Ainda não se sabe se isso é mais um bug apresentado pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal ou se a onda de bloqueios em massa retornou. Até o momento, os representantes da instituição financeira não se manifestaram sobre os bloqueios.

Contas bloqueadas por fraudes

No final de julho, a Caixa havia informado que milhares de contas foram bloqueadas por suspeita de fraude ou inconsistências cadastrais. Por conta disso, o banco liberou um calendário para que os brasileiros pudessem desbloquear as contas.

No entanto, ainda não se sabe se dessa vez o motivo é o mesmo.

Como saber o motivo do bloqueio do auxílio emergencial?

Como dito anteriormente, até o momento a Caixa não se pronunciou sobre os bloqueios. Por a mensagem no aplicativo aparecer em branco, o que os usuários podem fazer, por enquanto, para saber qual a situação do auxílio emergencial é ligar na Central de Atendimento do banco, número 111 ou ir até uma agência da Caixa.

Caso for somente um bug, ele deve desaparecer durante a semana a partir de atualizações do aplicativo.

Prorrogação do auxílio emergencial

No dia 1º de setembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou a prorrogação do auxílio emergencial até o final do estado de calamidade pública, isto é, até dezembro.

No entanto, Bolsonaro declarou que o benefício será cortado pela metade, ou seja, beneficiários vão receber as quatro parcelas extras no valor de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras chefes de família).

Além disso, o texto da Medida Provisória aponta que não serão todos os beneficiários que vão receber o auxílio emergencial residual. Isso porque, o benefício termina em dezembro, o que significa que quem começou a receber em abril tem direito a 4 parcelas extras, mas quem recebeu pela primeira vez em agosto não terá nenhuma parcela a mais.

Outra mudança está nos critérios para o recebimento do benefício:

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Quem não poderá receber as novas parcelas?

  1. Beneficiários que conseguiram emprego formal após o recebimento das parcelas do auxílio emergencial;
  2. Recebeu benefício previdenciário, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal após o recebimento do auxílio – exceto Bolsa Família;
  3. Tem renda mensal acima de meio salário mínimo (R$ 522,5);
  4. Tem renda mensal total acima de três salários mínimos (R$ 3.135)
  5. Mora no exterior;
  6. Recebeu em 2019 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70
  7. Tinha em 31 de dezembro de 2019 a posse ou propriedade de bens ou direitos no valor total superior a R$ 300 mil reais;
  8. No ano de 2019 recebeu rendimentos isentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma seja superior a R$ 40 mil;
  9. Tenha sido declarado como dependente no Imposto de Renda de alguém que se enquadre nos itens 6, 7 ou 8;
  10. Esteja preso em regime fechado;
  11. Tenha menos de 18 anos – exceto em casos de mães adolescentes,
  12. Possua indicativo de óbito nas bases do governo federal.

Reanálises dos beneficiários

Além dos novos critérios, o texto também estabelece que os beneficiários passem por uma nova reanálise a cada parcela paga. Isso acontecerá para que possam ter certeza de que o brasileiro está dentro dos critérios estabelecidos.

Luta por aumento no valor do benefício

Para que essas mudanças – tanto no valor como nos critérios – possam acontecer é preciso que o Congresso vote e aprove. No entanto, ainda não foi divulgado quando isso vai acontecer.

Por isso, brasileiros têm se manisfestado contra a redução do auxílio emergencial, principalmente com a #600pelobrasil

Além disso, nesta semana deputados e senadores apresentaram 262 sugestões de alteração à Medida Provisória da prorrogação do auxílio, boa parte delas pedem por um aumento do benefício.

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