Se a inadimplência bater, negociar as dívidas pode ser a melhor opção! Veja dicas de como fazer isso

Todo ano começa da mesma maneira no seu bolso: o IPVA pesa, assim como o IPTU, o material escolar, a matrícula da escola… E, às vezes, ainda restam dívidas do ano passado, não é?

Pois é, nós sabemos disso. Por isso, se endividar é algo que, infelizmente, acontece. Diante dessa realidade, a pergunta que fica é: como negociar as dívidas?

Para nos ajudar com essa questão cheia de nuances, convidamos Mayara Sartori, do time de atendimento da FinanZero. Ela já entende tudo de ser seu melhor canal de dúvidas no nosso telefone e, agora, reúne parte desses conselhos neste texto para lá de esclarecedor:

‘Sem ter de onde tirar, muita
gente acabou atrasando contas’

“Esse mês de janeiro tem tido um aumento considerável no nosso fluxo de procura por atendimento. Em geral, isso sempre acontece no início do ano, mas em 2021 está ainda mais claro. Afinal, por causa da pandemia, muita gente se viu precisando cortar gastos, mas, sem ter de onde tirar, acabou deixando de pagar contas.

E isso, mais uma vez, não porque queriam, mas por força maior: seja por causa de queda salarial, perda de emprego ou, agora, por causa do fim do Auxílio Emergencial.

Enfim, a procura por empréstimo tem sentido esse cenário. E, além de crescerem os números de pedido, aumentou a urgência. Isso porque as contas seguem chegando. Ouvimos muito as pessoas dizendo que não têm como pagar o aluguel e muitas vezes não têm o que fazer, porque não tem mais de onde cortar.

O supermercado, que também aumentou muito, foi outro impacto grande para as dívidas… às vezes uma compra, para dar conta da família, quase dobrou.

Enfim, aí surgem as dívidas. E, por consequência, a necessidade de negociar as dívidas. Para fazer isso bem, vou listar algumas boas dicas para isso:

‘Antes de negociar as dívidas,
saiba quanto deve’

Uma das coisas principais é saber o quanto você deve. Entenda quanto era o valor que você consumiu, a princípio, e o quanto ele se tornou com os juros.

Se possível, compute esses dados em alguma planilha ou num papel. Tê-los reunidos é crucial para avaliar a dimensão do débito e, portanto, de quanto deverá ser o valor final na hora de negociar as dívidas.

Esse valor final é muito importante para o próximo passo.

‘Contate a empresa
para a qual deve’

Esse é o segundo passo, na ordem ideal, para negociar as dívidas. É nesse momento que você entende em quantas vezes, com quanto de juros e com quais custos totais a sua dívida pode ser parcelada.

Ou seja, é hora de passar a saber as condições que a empresa para a qual você deve oferecem para o seu caso.

Saber o valor da parcela mensal é importante, sim. Contudo, ter um prazo viável e, ainda, juros estabelecidos é fundamental para a sua organização.

Afinal, essa parcela da dívida será um custo fixo no seu orçamento por um tempo. Portanto, deve caber na sua realidade levando em conta seus outros custos fixos, como moradia, transporte e alimentação.

‘Nunca comprometa mais do
que 30% do salário para
negociar as dívidas’

Entendendo a oferta que a empresa deve tem para você negocias as dívidas, volte para o seu bolso. Analise quanto aquela parcela proposta vai pesar no seu orçamento mensal.

Lembre-se: você não pode simplesmente fazer uma nova dívida só para acabar com uma antiga.

Portanto, se ao negociar as dívidas a parcela for mais do que 30% do seu salário líquido, em resumo, isso não cabe para você. Afinal, você manterá seus outros gastos enquanto quita essa dívida.

‘Se as condições não te servirem, tente negociar as dívidas’

Ok. Ficou acima dos 30%. Então é hora de negociar.

Assim, renegocie os prazos e os valores mensais que negociar as dívidas vão gerar. Aliás, é por isso que é fundamental começar pelo valor que você deve. Porque desse modo você pode organizar seus gastos como um todo, entendendo:

  • Quanto ganha;
  • Quais os seus gastos fixos;
  • E, por fim, quanto pode deixar para variáveis.

‘Se a empresa não negociar,
pense em opções’

Você não é obrigado a aceitar qualquer oferta ao negociar as dívidas. Então, se a empresa para a qual devo não topar negociar, estude um empréstimo.

Saiba se o valor dos juros de um empréstimo, por exemplo, são mais baixos que os juros da sua dívida.

Falando em cartão de crédito, para mencionar um caso, em geral compensa mais você pegar um empréstimo para quitar do que seguir na bola de neve que são os juros ou os rotativos do cartão.

Por isso, tão importante quanto falar sobre negociar as dívidas é falar sobre como se organizar para não deixar que a parcela dessa dívida se torne uma bola de neve. Então, vamos falar de organização:

Voltando ao cartão de crédito, especificamente, e como se organizar sobre ele. Para alguém que está saindo de uma dívida, eu diria que o cartão de crédito é uma questão emergencial e, portanto, deve ser esporádica.

Evite usá-lo se não for algo fundamental naquele momento e você puder juntar o dinheiro.

Se nem assim conseguir cumprir, seja drástico: por exemplo, não saia com o cartão de casa.

Afinal, é fácil se enrolar com cartão de crédito, já que é um gasto que sempre parece futuro. Mas ele é não é: a fatura sempre chega! Portanto, se você usar o cartão, todo dia, quando a fatura chega, se embolar é fácil.

Em resumo, seja criterioso com seu cartão de crédito e ainda mais cuidadoso com os gastos nele.

‘Apps podem ajudar
a evitar novas dívidas’


Os apps podem ser uma forma de você tentar organizar as suas finanças. Especialmente quando falamos de apps nos quais você vê score, contas em atraso. No entanto, aqueles que funcionam como planilhas também já são ótimos.

Seja sincero com seus gastos. Anote tudo o que saiu da sua conta, seja débito ou crédito. Não fazer isso pode te atrapalhar a entender quanto você ganha, quanto você gasta de variável e quanto você gasta fixo.

‘Pesquise e compre
nas melhores condições’

Por exemplo, ano passado, meu celular estragou. Precisei comprar outro, mas não tinha isso planejado. Então, pensei num orçamento emergencial e entendi a melhor realidade para aquele momento: comprar parcelado, mas adiantar a parcela, ganhando desconto.

Economizei pouco? Pode ser. Mas economizei – e sem muito esforço. E isso é importante.

Então, entenda sempre as melhores condições das compras. Pesquise muito, tanto preço, quanto condições de frete, de parcelamento… Enfim, seja bem realista com o preço final.

‘Limite seus gastos’

Ser sincero com seus ganhos, gastos fixos e gastos variáveis é importante. Então, no mundo ideal, deixe um valor os fixos, outro para guardar e um para coisas inesperadas, se possível. Nisso, claro, pensando primeiro no custo do seu dia a dia.

Em resumo, se puder, conte só com 70% do seu salário. Assim, os 30% são uma bela reserva para você programar para coisas diversas.”

Ficou com mais dúvidas?

Por fim, ficou com mais dúvidas sobre como negociar dívidas? Então, comente. Estamos sempre à disposição para tudo o que você precisar 😉

Siga a FinanZero nas redes sociais para mais dicas e para nos acionar quando quiser: @finanzero no Instagram, /FinanZero no Facebook e @finanzero no Twitter.