O Dia do Professor, celebrado nesta quinta (15), deste ano é bem diferente dos anteriores

A pandemia impactou todos nós, né? Mas os professores foram ainda mais afetados pelas mudanças que o coronavírus trouxe para os nossos dias.

Por certo, dificultou a já dura missão de transmitir conhecimento para os nossos alunos – em especial, para aulas como Educação Física e Artes.

No Dia do Professor, convidamos a professora Natália Bueno de Andrade a falar sobre sua rotina das quadras da escola para as telas dos celulares dos alunos! Leia:

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“O maior desafio do professor
é mostrar sentido”

“Meu nome é Natália, leciono há 10 anos na rede municipal de São Paulo. Sou professora de Educação Física para crianças do Ensino Fundamental.

Meu maior desafio é o ensinar, mostrar que o conhecimento adquirido e transmitido faz sentido na vida dos alunos, tanto na parte social e física quanto na psicológica.

Ah, e sem dúvida, montar aulas que sejam atrativas o suficiente pra atraí-los e incentivá-los, para que assim não haja evasão ou indisciplina nas aulas, certamente é outro desafio.

“Estarmos juntos trazia segurança”

O contato direto com os alunos era, assim, o principal das aulas de Educação Física, quando eram presenciais. Estarmos juntos fisicamente trazia segurança pra eles, sem dúvida.

A liberdade de movimento, as risadas, os abraços, os trabalhos e estratégias em equipe, o barulho e a liberdade para se expressar…

Bem, eram a melhor parte das aulas na educação física, em resumo.

Com o ensino a distância, porém, perdemos o calor humano e a intensidade das aulas. Atrás do computador, nesse sentido, existe um mundo gelado e triste, onde o contato se tornou pura e simples obrigação de estar presente.

“Os desafios do professor só
pioraram com a pandemia”

Vale dizer, no entanto, que os desafios não mudaram com a pandemia. Apenas pioraram.

A dificuldade em ensinar e montar aulas atrativas se juntou à dificuldade do aluno ter acesso e, de fato, entrar na plataforma de atividades. Afinal, muitos são carentes e não têm acesso à internet. Além disso, entre os que têm acesso, pouquíssimos se interessam.

Nós, professores, estamos trabalhando triplicado para conseguir alcançar o máximo de alunos, dando suporte principalmente para a família. Agora, ela é nossa maior amiga e incentivadora dos filhos para que o objetivo do aprender não se perca.

Infelizmente, no entanto, somos uma classe desvalorizada.

“A pandemia teve um ponto
positivo para o professor, entretanto”

Porém, creio que, se a pandemia nos trouxe um ponto positivo, ele foi justamente a valorização dos professores. Isso porque as famílias perceberam o quão importante somos nós nas vidas dos seus filhos.

Não por menos: o ensino vindo presencialmente do professor transforma, forma cidadãos capacitados para a vida e é fundamental para o crescimento cognitivo e sócio-afetivo da criança.

Que falta isso faz! Me faz lembrar da minha relação com meus alunos, que é ótima!

“Me sinto famosa!”

Brinco que me sinto famosa chegando na escola e na sala de aula. A alegria deles em me ver e a gritaria se vêem de longe. Nossa amizade e carinho mútuo tornam os dias e as aulas melhores.

E, cá pra nós, eu ministro a melhor aula da escola, que é Educação Física.

Tenho muito orgulho do que faço. Amo meus alunos e sei que eles também me amam”

A todos os professores do país e sobretudo à Natália, desejamos um feliz Dia do Professor! E vocês, leitores, aproveitem os comentários e se juntem a nós nessa homenagem!

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