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Há vários motivos para alguém decidir montar o próprio negócio. Entre os principais estão ter mais liberdade para tomar decisões no dia a dia, e a possibilidade de ganhar dinheiro fazendo o que gosta. Para quem está desempregado há algum tempo, ou anda descontente com o emprego atual, pode ser uma forma de mudar de vida e garantir uma renda todo mês. Parece um sonho, não é?

Mas, para dar certo, é preciso se planejar! Prova disso é que boa parte das empresas abertas no Brasil fecham antes de completarem 5 anos. Fatores como a situação econômica do país, claro, têm sua parcela de responsabilidade. Mas um bom planejamento inicial é o primeiro passo para que seu negócio tenha vida longa. Para te ajudar na empreitada, separamos algumas dicas.

1. Tenha uma boa ideia (e pesquise muito sobre ela)


Quando a vontade de levar a vida sem patrão bate mais forte, alguns já sabem muito bem o que sonham em fazer. Outros, nem tanto. E tudo bem! Para quem faz parte desse segundo time, a dica é pensar primeiro nas suas habilidades. O que você sabe fazer e tem a oferecer, sobre o que tem mais conhecimento? É mais fácil começar um negócio fazendo algo que você conhece bem. Se precisar de inspiração, o Sebrae tem uma página com mais de 450 ideias de negócio. Vale a pena dar uma olhadinha lá!

Com uma ideia em mãos, não pense que o trabalho acabou. Pelo contrário: é hora de descobrir se ela é mesmo tão boa quanto você pensou a princípio. Para isso, uma das primeiras perguntas a se fazer é se tem demanda para o seu serviço ou produto. Acredita que sim? Ótimo! Agora, quem é sua concorrência e o que você vai oferecer de diferente? E mais: como vai colocar em prática e quanto poderá cobrar? São perguntas como essas que te ajudam a chegar em ideias de negócio com potencial.

2. Conheça bem seus futuros clientes

Sempre que a gente se empolga com uma novidade, é normal achar que todo mundo vai demonstrar o mesmo entusiasmo. Mas a realidade não é bem assim. Por isso, se você acredita que pode ter pessoas interessadas no seu produto ou serviço, o passo seguinte é procurar saber direitinho quem são elas. Por exemplo:

  • Em que região os seus clientes moram?
  • Qual é o padrão de vida deles?
  • Eles vão na loja ou costumam comprar produtos online?
  • Com que frequência eles compram esse produto ou serviço?

Repare que essas perguntas te ajudam a pensar em estratégias como o melhor lugar para montar o seu negócio — ou se ele será virtual —, quanto você pode cobrar, etc. Tudo bem que, na maior parte das vezes, pequenos empreendedores não têm condições de contratar pesquisas de mercado. Mas nada impede que você converse com potenciais clientes, observe o comportamento deles ou que faça pesquisas na internet.

3. Fuja de modinhas (e também de algumas franquias)

 

Teve uma grande ideia? Sim! Tem pessoas interessadas em comprar o seu produto? Muitas! Nesse caso, temos mais uma perguntinha, antes de você abrir o seu negócio: por quanto tempo esse interesse vai continuar?

O futuro é imprevisível. Como prova, quem diria que, em pleno 2019, o mercado de discos de vinil estaria a todo vapor? Mas experiências passadas mostram que modas muito específicas tendem a ser passageiras. Que o digam as paleterias e cupcakerias!

Ainda mais quando a ideia é abrir uma franquia, normalmente leva um tempo até que você recupere o investimento — às vezes, mais de 1 ano — e, nesse período, a moda possivelmente já terá passado. Por isso, prefira produtos e serviços com uma demanda já consolidada, mas busque sempre um diferencial.

4. Invista pensando no retorno

5. Mantenha contas separadas e se profissionalize!Segundo uma pesquisa recente do Sebrae, a falta de dinheiro é o fator que mais leva pessoas a desistirem de abrir o próprio negócio. Afinal, mesmo empreendimentos simples podem pedir gastos com matéria-prima, por exemplo. É aí que um empréstimo pode vir a calhar. Com ele, você fica com dinheiro na mão para dar o pontapé inicial no seu sonho, negociar com fornecedores, colocar a loja virtual no ar, etc.

Além de buscar o crédito com as condições mais vantajosas —o que você pode fazer na FinanZero — é essencial ter clareza do que vai fazer com o dinheiro e quanto, em média, ele poderá dar de retorno. Por exemplo: imagine uma pessoa que trabalha com costura. Investir em uma máquina mais rápida e potente pode diminuir o tempo gasto em cada peça, o que permite pegar mais trabalhos e, consequentemente, ganhar mais dinheiro.

Investir em uma embalagem mais caprichada, reformar o espaço em que vai receber os clientes, fazer propaganda no Facebook, tudo isso pode ajudar a aumentar as suas vendas e os seus lucros. Ah! E ajudam a pagar as parcelas do empréstimo.

5. Mantenha contas separadas e se profissionalize!

Um erro muito comum ao montar um pequeno negócio é não separar o que é dinheiro pessoal e o que é dinheiro da empresa. Principalmente quando não se tem nenhum funcionário, pode ser difícil perceber a diferença. Mas ela existe! Basta pensar, por exemplo, que é com o dinheiro da empresa que você deverá pagar uma nova compra de matéria-prima, ou fazer novos investimentos.

Ao se tornar um MEI (microempreendedor individual), você se formaliza e consegue abrir uma conta jurídica exclusiva para a sua empresa. Assim, é mais fácil estipular um “salário” para você, reservar o dinheiro para arcar com os custos mensais do empreendimento e, ainda, ter uma graninha separada para emergências.

Imprevistos acontecem, mas, com um bom planejamento, você diminui as chances de ser pego de surpresa, e aumenta a probabilidade de seu negócio prosperar. Fique ligado em nosso blog para mais dicas para começar a empreender!