Preço do arroz sobe, presidente pede por patriotismo e zera imposto até final do ano

Nos últimos dias brasileiros têm percebido uma alta no preço de alimentos e itens básicos, mas principalmente no valor do arroz. Em questão de dias, o preço de um saco de 5kg passou de R$ 10, R$ 15 para R$ 40.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o preço do arroz variou mais de 107% nos últimos 12 meses.

Segundo o setor, o valor deve continuar subindo. Isso porque, a cadeia de produção e venda está sofrendo com a alta do dólar, que nesta quinta-feira (10) está em R$ 5,27. Além de ser afetado pelo aumento da exportação e a queda na safra.

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Alta inflação

Nesta quarta-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

Segundo o índice, a inflação atingiu a taxa de 0,24% em agosto. O setor que mais pesou no bolso dos consumidores foi o de alimentos e bebidas com 0,78%.

Só em agosto, o arroz subiu 3,08% e no ano, o alimentou acumulou uma alta de 19,25%.

De acordo com o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov: “o arroz acumula alta de 19,25% no ano, e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%”.

Supermercados restringem compras

Por conta da situação da alta nos preços, alguns mercados em algumas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro têm limitado a quantidade de pacotes de arroz por cliente.

Nos mercados, clientes se deparam com cartazes que informam as razões do aumento do preço e a limitação da quantidade que pode ser adquirida. Isso pode variar entre as regiões, mas clientes relatam que encontram restrições de até 4 pacotes.

Presidente pede por patriotismo de supermercados

Nesta sexta-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que estava pedindo apoio a donos de grandes redes de supermercados para evitar a alta nos alimentos básicos.

Por isso, em visita à cidade de Eldorado, interior de São Paulo, Bolsonaro declarou “Estamos conversando, estou pedindo um sacrifício, um patriotismo, para os grandes donos de supermercados, para manter o preço na menor margem de lucro”.

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Substituir arroz por macarrão?

Em meio ao aumento do preço de itens básicos do dia a dia do consumidor, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, afirmou que o setor deve promover uma campanha para estimular que brasileiros substituam o arroz pelo macarrão.

Isso porque, não há um prazo estabelecido para que o preço do arroz caia. Além disso, João ressaltou que o consumidor não deve estocar o produto em casa.

Imposto zero

Por conta da alta nos preços, nesta quarta-feira (9), a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado.

No entanto, a isenção tarifária dura até 31 de dezembro e está restrita à cota de 400 mil toneladas, incidente arroz com casca não parboilizado e arro semibranqueado ou branqueado não parboilizado.

O objetivo dessa redução temporária é conter o aumento expressivo no preço do arroz.

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