Alta da inflação no mês foi puxada pelo aumento de alimentos, bebidas e transporte

Nesta sexta-feira (9), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil avançou 0,64% em setembro.

Puxada novamente pelo alta no preço dos alimentos, a inflação ficou bem acima da taxa de 0,24% registrada em agosto. Além disso, a porcentagem é a maior alta da inflação em um mês de setembro desde 2003 e a maior taxa do ano de 2020.

Já no acumulado de 2020, o IPCA chegou a registrar alta de 1,34%. Com esse resultado, a inflação está abaixo da meta do governo para o ano, que era de 4%.

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Meta do governo para inflação

A expectativa de inflação para este ano segue abaixo da meta central do governo, de 4% e também do piso do sistema de meta, que é de 2,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). E para alcançar o Banco Central acaba elevando ou reduzindo a taxa básica de juros da economia, a Selic, que atualmente está em 2%.

Inflação sobe por alimentação e bebidas

O grupo de produtos e serviços com maior impacto no índice da inflação foi o de alimentação e bebidas, subindo para 2,28% em setembro, puxado principalmente por alimentos para consumo no domicílio (2,89%). Isso porque alguns produtos tiveram aumento nos preços de forma relevante:

  • Óleo de soja – com 27,59%;
  • Arroz – com 17,98%;
  • Tomate – com 11,72%;
  • Leite Longa Vida – com 6,01%,
  • Carnes – com 4,53%.

No entanto, alguns grupos tiveram quedas nos preços, como:

  • Cebola, com -11,80%;
  • Batata-inglesa, com -6,30%;
  • Alho, com -4,54%,
  • Fruta, com -1,59%.

Além disso, segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a alta nos preços de alimentos está relaciona ao dólar alto e à uma maior demandar interna:

“Pelo lado da demanda, tem um impacto do auxílio emergencial, que tem garantido a manutenção do consumo, sobretudo das famílias mais pobres. Pelo lado da oferta, tem também o impacto do câmbio, com aumento significativo das exportações como o arroz e a soja”, ressaltou.

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Transportes

Já os preços dos transportes avançaram pelo quarto mês seguido, representando 0,09 ponto percentual na taxa oficial de inflação do mês.

“Nos transportes, os combustíveis continuam em alta, principalmente, a gasolina (1,95%), cujos preços aumentaram em todas as áreas pesquisadas, exceto Salvador. A gasolina é o subitem de maior peso no IPCA. As passagens aéreas (6,39%) também aumentaram após quatro meses em queda.”

Serviços ainda acumulam deflação

Os custos de serviços avançaram 0,17% em setembro, após deflação de 0,47% em agosto. Por isso, a recuperação está acontecendo de forma mais lenta do setor, que foi mais impactado pela pandemia de coronavírus.

Entre as quedas do mês, os principais são:

  • Custos com costureira, com -0,59%;
  • Cabeleireiro com -0,37%;
  • Cursos diversos, com -0,77%,
  • Hospedagem, com -0,47%
Glossário: o que é deflação?
Deflação é o processo da inverso da inflação. Isto é, quando ocorre uma queda de preços constante dos produtos e serviços oferecidos aos consumidores.

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