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O que é tesouro direto?

O Tesouro Direto é um programa de investimentos criado pelo Governo Federal em que o investidor pode adquirir títulos da dívida federal. Isso significa que o risco desse tipo de investimento é mínimo e conta com um rendimento superior à conta poupança. Esses títulos podem ter um rendimento prefixado ou pós-fixado.

Antes de começar a investir é importante entender que:

  • Os títulos negociados no Tesouro Direto são papéis referentes a dívida do Governo Federal.
  • Colocar dinheiro no Tesouro Direto significa emprestar capital para o Governo.
  • Em troca do empréstimo o investidor é recompensado com um pagamento que ocorre por meio dos juros.

Dessa forma, o investidor pode comprar dois tipos de títulos, são eles:

Prefixados: títulos com juros anuais definidos antes da compra, chamados de Tesouro Prefixado LTN (Letra do Tesouro Nacional). Assim, o investidor saberá exatamente quanto dinheiro terá na data de vencimento do papel. Por exemplo, se o título tiver um rendimento de 10% ao ano, esse será o único percentual de ganho do investidor. Mas, a partir daí, são descontadas:

  • A taxa de custódia da BM&FBovespa, 0,3% ao ano sobre o valor total;
  • O Imposto de Renda (IR), de 22,5% a 15%, dependendo do tempo definido para a aplicação.

Pós-fixados: títulos que utilizam um indexador, pode ser a taxa básica da economia (Selic) ou o Índice de Preços para o Consumidor (IPCA). Nesse caso, o investidor não sabe exatamente o valor de rendimento da aplicação. Por exemplo, pode ser a variação da Selic mais um percentual ou o IPCA mais 4% de juros ao ano.

  • Os títulos atrelados à Selic, também chamado de Tesouro Selic LFT (Letra Financeira do Tesouro Nacional), costumam ter pouca oscilação ao longo do período de investimento.
  • Papéis atrelados ao IPCA, ou Tesouro IPCA+ NTN-B (Notas do Tesouro Nacional série B), oferecem proteção contra a inflação.

Como funciona o Tesouro Direto?

Como visto anteriormente os títulos do Tesouro Direto são dívidas emitidas para o financiamento do Governo Federal. A partir dessa característica o investidor precisa se atentar para descobrir quais os títulos combinam mais com o objetivo que ele deseja atingir.

Existem disponíveis aplicações com vencimentos de um ano a décadas, com juros prefixados e pós-fixados, por isso a primeira coisa a se pensar é o tempo de investimento.

Além disso, outro fator importante é o local de compra dos papéis. Pois, é possível adquirir os títulos pelo sistema do Tesouro Direto ou pela corretora do seu banco de investimentos. Há uma liquidez grande: já que o Tesouro Nacional compra os títulos a qualquer momento antes do vencimento. Após a operação o valor em dinheiro é transferido para o banco ou corretora do investidor no dia útil seguinte, o chamado D+1.

Para quem pretende vender um papel antes de seu vencimento, é importante:

  • verificar quanto o título está valendo;
  • se foi adquirido um título prefixado e, ao contrário das projeções, a Selic disparou, é provável que o papel sofra uma desvalorização.