Depois de episódio racista, Nubank vai investir para promover diversidade racial

Na manhã desta quinta-feira (12), o Nubank publicou uma carta aberta anunciando programa de inclusão racial. O texto, assinado pelos fundadores David Vélez, Edward Wibl e Cristina Junqueira, admite que ao longo da história da empresa pouco foi feito pela pauta racial.

“Certamente não nos movemos na velocidade e intensidade que gostaríamos e nos é exigido pela sociedade, e em especial, pelos grupos sub-representados.”, diz a carta.

Além disso, a empresa garante que nas últimas semanas tiveram a oportunidade de refletir sobre precisarem ir além de só aprender, mas também “agir para combater as barreiras impostas pelo racismo estrutural”.

A carta foi divulgada porque, há pouco menos de um mês atrás, Junqueira se envolveu em polêmica durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Isso porque a um das fundadoras da fintech declarou que o Nubank não tinha políticas de contratação de negros por conta no nível da empresa e que isso poderia “nivelar por baixo” a organização.

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Quais serão as ações da Nubank?

De acordo com a carta do Nubank, a empresa vai dividir as ações entre internas, externas e transparência de dados.

No entanto, as ações vão contar com a ajuda de parceiros “com bastante experiência e voz no combate ao racismo e promoção da inclusão racial”. Além disso, algumas ações da empresa estão sendo implantadas agora no fim de 2020 e outras somente em 2021.

Por isso, dentre as principais promessas da empresa estão:

  • investimento de R$ 20 milhões nas iniciativas;
  • revisão no método de seleção, recrutamento e avaliação de performance;
  • programa de treinamento em diversidade e inclusão com conteúdos para todos os níveis da empresa;
  • programa de mentoria e aceleração focado no desenvolvimento de funcionários negros;
  • atração de talentos para posições de liderança, para a Diretoria e Conselho;
  • abertura de escritório de tecnologia e experiência do cliente em Salvador;
  • fundo de investimento para startups nacionais fundadas ou lideradas por negros;
  • formação de 1.000 jovens negros com foco em habilidade fundamentais de linguagem, matemática, inglês e programação;
  • formação de programadoras negras para contração.

No entanto, de acordo com o texto publicado, “esses são apenas passos iniciais”.

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Entenda a polêmica

Em entrevista ao programa Roda Viva, no dia 19 de outubro, Cristina Junqueira afirmou que é difícil encontrar candidatos negros adequados e que cumpram todas as exigências da empresa.

Além disso, quando questionada sobre políticas sociais Cristina afirmou que o Nubank está investindo em programa de formação. No entanto, admitiu que o nível de exigência é alto e, por isso, não poderiam “nivelar por baixo”

Após repercussão negativa de sua fala, Junqueira postou um vídeo no Linkedin pedindo desculpas ao público. Isso porque de acordo com ela “falar de diversidade racial não é fácil”.

Por fim, no vídeo Junqueira pede desculpas e afirma não ter se expressado bem. “É superimportante a gente ter uma comunicação clara. Queria agradecer todo o feedback que está vindo, a repercussão que isso está tendo, porque todo mundo tem o que aprender”.

No entanto, sua declaração não foi o suficiente para contornar a declaração. Isso porque nas redes sociais as pessoas continuaram acusando o Nubank de ser racista, e por isso, muitos diziam quererem cancelar suas contas na fintech após fala.

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