Presidente Jair Bolsonaro anuncia prorrogação do auxílio emergencial

Governo federal anunciou que o auxílio emergencial vai ser prorrogado por mais quatro meses, isto é, até dezembro. No entanto, o valor cai para metade do que era pago anteriormente. O anúncio foi feito nesta terça-feira (1º) pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada após reunião com ministros e parlamentares aliados.

No entanto, para valer a Medida Provisória precisa ser votada pelo Congresso. Isso porque Bolsonaro e a equipe econômica decidiram alterar o valor original do benefício.

De acordo com o presidente o valor de R$ 600 é muito caro para quem paga, no caso o Brasil, “resolvemos prorrogar, por medida provisória, até o final do ano. O valor definido agora é pouco superior a 50% do [que é pago no] Bolsa Família: R$ 300″.

No início do mês, Bolsonaro já havia deixado claro, em discurso no Palácio da Alvorada, que era contra uma prorrogação. “Não da para continuar muito porque, por mês, custa R$50 bilhões. A economia tem que continuar. E alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado”

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Auxílio emergencial: trajetória do benefício

O auxílio emergencial foi criado como uma medida de combate aos impactos econômicos que o país e os brasileiros sofreram com a pandemia do novo coronavírus. Ele é voltado, inicialmente, para trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados.

Segundo informações da Caixa Econômica Federal, o benefício foi pago a 67,2 milhões de beneficiários, totalizando R$ 184,6 bilhões até o final do mês de agosto.

Dentre esses:

  • 19,2 milhões são cadastrados no Bolsa Família;
  • 10,5 milhões são do Cadastro Único do Governo;
  • 37,5 milhões se inscreveram pelo site ou aplicativo da Caixa,
  • 113,3 mil aguardam reanálise da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) para receber.

Originalmente criado para durar três meses (abril, maio e junho), o auxílio emergencial foi prorrogado para mais duas parcelas (julho e agosto), todas no valor de R$ 600.

A proposta inicial, em abril, era que o auxílio emergencial tivesse parcelas de apenas R$ 200. No entanto, o Congresso não aprovou esse valor. Após discussões entre os parlamentares e a equipe econômica de Bolsonaro, o benefício ficou definido em R$ 600.

No entanto, agora, o governo decidiu que o benefício vai ser prorrogado até dezembro, com mais quatro pagamentos de R$ 300. Ao longo da semana, os detalhes de quando e como as parcelas devem ser pagas devem ser liberados.

Ainda não se sabe detalhes de pagamentos, é provável que o novo calendário entre no sistema de ciclos, em que o benefício é pago de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.

O primeiro ciclo foi encerrado em 26 de agosto, já que os beneficiários nascidos em dezembro receberam o crédito em conta poupança digital da Caixa. Vale lembrar que, independente da data de aprovação, todos os beneficiários tem direito a cinco parcelas, além da prorrogação.

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Quando vou receber as novas parcelas?

Para os beneficiários do Bolsa Família o calendário segue sempre nos últimos dez dias do mês, de acordo com número final do NIS. Portanto, esse grupo deve ter o auxílio disponível entre 17 e 30 de setembro.

Já para o restante dos beneficiários essa informação ainda não foi divulgada. Provavelmente, a partir de hoje, a equipe da Caixa Econômica Federal deve elaborar um novo calendário de pagamentos e saques e liberar nas próximas semanas.

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#600PELOBRASIL: manifestações no Twitter

Após anuncio do presidente da redução do valor do auxílio emergencial, parte da população, junto de alguns políticos, está fazendo um manifesto virtual para que a redução de R$ 600 para R$ 300 não seja aprovada.

Por conta disso, a #600PELOBRASIL está nos assuntos mais comentados do Twitter. Confira alguns tweets abaixo da hashtag:

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