Dois formatos de contratação que são bem diferentes entre si. Confira as vantagens e desvantagens de ser CLT ou PJ e faça a melhor escolha para o seu futuro profissional!

Quem está no mercado de trabalho sabe que ele está passando por mudanças. O alto número de desemprego, o aumento dos trabalhos informais, e o surgimento de novos empreendedores estão contribuindo para que o formato de trabalho no Brasil seja bem diferente do que era há alguns anos.

Na busca por continuar dentro dele, as pessoas vêm procurando formas de se atualizar e se adequar às mudanças. Mas, não são só os profissionais que passam por esta transformação.

As formas de contratação também estão mudando, e é cada vez mais comum os trabalhadores precisarem escolher entre ser PJ ou CLT. Mas, afinal, qual vale mais a pena trabalhar: CLT ou PJ?

CLT significa Consolidação das Leis de Trabalho, enquanto PJ é Pessoa Jurídica. Ambos são formatos de contratar um serviço profissional de alguém, porém, têm diferenças muito importantes, principalmente no que diz respeito a benefícios e vínculos empregatícios. E é importante que você escolha qual é a melhor para o seu momento profissional.

CLT

Um dos formatos mais comuns – e desejados! – de contratação no Brasil. Ser um trabalhador CLT significa que você tem carteira assinada com a empresa. Além de ter um vínculo direto com a empresa, você ainda recebe os benefícios estipulados pelo regime, o que garante uma segurança maior e estabilidade financeira.

Os motivos do sucesso da CLT giram em torno dos benefícios que você tem direito a receber, como:

  • Seguro-desemprego;
  • Férias remuneradas;
  • 13º salário;
  • Vale-transporte;
  • Vale-alimentação;
  • FGTS;
  • Licença-maternidade;
  • INSS. 

E, no futuro, o tempo de contribuição influenciará na sua aposentadoria. Além disso, algumas empresas até oferecem convênio e planos de saúde para seus colaboradores.

É um regime mais garantido e estável, tanto para o trabalhador quanto para o empregador. Com as contas cada vez mais caras, ter estes direitos podem dar uma boa aliviada no orçamento familiar.

Não apenas isso, se você trabalhar por muito tempo de carteira assinada e sair da empresa, a experiência registrada no seu documento pode te abrir portas para oportunidades melhores e mais bem remuneradas só pela comprovação de que você foi um funcionário fixo da empresa.

Benefícios e deveres do CLT

Todos esses benefícios, no entanto, vêm com uns alguns deveres a serem cumpridos por parte do trabalhador – no caso, você. A flexibilidade no trabalho é mais restrita, visto que é preciso cumprir as horas diárias (normalmente, 8h).

Ou seja, você tem hora para entrar e hora para sair. Caso queria se demitir, perderá alguns dos seus direitos e, em muitos casos, precisará cumprir aviso prévio, precisando permanecer por mais 30 dias na empresa antes de ir para outra.

As vantagens não vêm de graça. Elas são descontados do seu salário bruto, e é muito importante calcular exatamente quais serão estes abatimentos para evitar surpresas no fim do mês.

Normalmente, o trabalhador recebe apenas ¾ do seu salário bruto, deixando ¼ para essas contribuições. Ou seja, se o seu salário bruto é em torno de R$ 4 mil reais, é possível que você tenha em mãos algo mais próximo de R$ 3 mil.

Essas são as maiores desvantagens: pouca flexibilidade e descontos monetários. Lembrando que, quanto maior o salário, maior será o desconto.

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PJ

Ao contrário do CLT, o PJ é um formato de contratação mais “leve” em diversos sentidos. O trabalhador é, na realidade, um prestador de serviço, contratado pela a empresa para exercer uma determinada função ou fazer um determinado trabalho por um período de tempo pré-estabelecido. Ou seja, você chega já sabendo exatamente porque está lá e quanto tempo irá ficar.

Com esse acordo, você não terá também muitos chefes. Normalmente, a pessoa responsável tem apenas a função de te explicar e tirar suas dúvidas, mas não existe aquele estigma de ter que cumprir ordens ou fazer trabalhos fora do seu escopo. O combinado não sai caro, e o que foi acordado é o que vale.

O trabalhador PJ também tem um maior controle da sua própria rotina de trabalho. Dificilmente ele precisará cumprir as 8h, afinal, ele é apenas um terceiro para a empresa.

Inclusive, em muitas  áreas, o profissional nem precisará estar na empresa todos os dias. O home office é muito frequente entre os PJs, com idas à empresa apenas para acertar algum detalhe mais pontual.

A organização do PJ

Além disso, a menos que isso esteja fechado em contrato, o PJ raramente presta serviço para uma empresa só. Existem trabalhadores que oferecem seus serviços para as mais diversas companhias, podendo tirar um salário muito maior que o CLT só pelos trabalhos que faz em diferentes lugares.

Essa é uma das vantagens do contrato PJ: você pode fazer muito dinheiro se tiver bastante trabalho. O valor do seu salário pode ser muito maior com menos trabalho, tudo depende do acordo que você e o seu contratante fecharam. Enquanto o CLT sempre será aquele valor mensal fechado, o PJ ou freelancer pode ter uma receita enorme em um mês.

Porém, essa mesma renda pode ser quase inexistente no próximo. Uma das desvantagens é que, se você não tiver as empresas fixas, a instabilidade é muito alta. É super comum ouvir histórias de freelancers que receberam uma bolada num mês e no outro nada entrou.

Também é muito comum algumas empresas não honrarem o contrato e atrasarem o pagamento – apesar de errado, cada contratante tem a sua forma de pagar os colaboradores, e esses atrasos podem acontecer. Se você não tiver uma planilha financeira muito bem estruturada, poderá sofrer muito com estas incertezas.

Os benefícios também entram na lista de desvantagens: o trabalhador PJ não tem direito a nenhum. Então, toda a parte de alimentação, transporte, convênio, e INSS devem partir do bolso direto do trabalhador para garantir algum tipo de segurança.

Assim, você tem maior independência, pro bem e pro mal. Apesar disso, o PJ pode contar com o valor cheio do trabalho. Como esse tipo de contrato não oferece benefícios, também não oferece descontos. Logo, você vai receber o seu salário em 100%, ao invés de ter ¼ dele descontado.

No fim, qual vale mais a pena?

Quem decide isso é você! Procure estabelecer as suas prioridades no trabalho: se você procura mais estabilidade ou mais flexibilidade, se quer trabalhar para várias empresas ou apenas uma, se sua rotina é regrada ou não…

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