Economia solidária: ajudar pequenos empreendedores mesmo durante a pandemia faz a diferença

Nesse mês de dezembro, último do ano, é lembrado um pouco mais sobre a economia solidária que é definida como o conjunto de atividades econômicas, como pro exemplo:

  • produção;
  • distribuição;
  • consumo;
  • poupança e crédito;

Os quais são organizadas sob a forma de autogestão.

Complicado? Calma que vamos explicar!

Compreende por economia solidária uma variedade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas ou pessoa autônoma, sendo MEI ou não.

No atual momento em que o País passa, devido aos problemas econômicos que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) desencadearam, muitas pessoas ficaram sem nenhuma renda fixa, ou com o salário menor do que de costume, devido ao benefício emergencial.

Sendo assim, aumentou a possibilidade de conseguir empregos de forma “freelancer”, profissional independente que atua principalmente nas áreas da comunicação e tecnologia sem vínculo empregatício, isto é, sem a carteira assinada por uma empresa.

E, para falar um pouco sobre essa nova forma de trabalhar sem vínculos comuns, chamamos uma colaboradora que é maquiadora, frelancer no setor de marketing e entende bastante sobre esse universo colaborativo. Vem com a gente conversar com a Ariadne Loureiro, do time de Customer Success aqui da FinanZero.

Economia solidária: como você entrou nessa?

“Contextualizando um pouco sobre como, onde, quando e por que, é importante saber primeiramente quem.

Eu sou maquiadora, com 9 anos de experiência em marketing. Só que assim como muitas pessoas minha vida sofreu uma reviravolta de 360º esse ano. Isso porque, a profissão de maquiadora requer o contato corpo a corpo, o que nesse período pra mim não era algo possível. Decidir zelar pela saúde e não maquiar, pelo menos não como antes. Além disso, a demanda nesse mercado diminuí muito, devido a pandemia.

Então me vi em uma posição totalmente nova na vida em que precisei agir! Decidir sair no meu emprego fixo e me especializar em marketing, que é minha formação e uma das minhas paixões.

Desse modo, corri atrás de cursos, fui em busca de novas oportunidades na área que incentivasse o meu crescimento pessoal e profissional mas que não colocasse a minha saúde em risco. E, foi nesse momento que os freelas começaram a surgir.

Em um primeiro momento era apenas de monitoramento de redes sociais e gestão de crise, mas depois as pessoas começaram a gostar cada vez mais do meu trabalho. Com isso, as indicações foram tornando-se frequentes. E a economia solidária é exatamente isso: indicar um amigo, incluir um colega adicionar mais pessoas no mercado.

Esse ano inteiro foi de descobertas e indicações

Eu me redescobri nessa pandemia, porque percebi que posso sim ser dona do meu próprio CNPJ. Posso ser a responsável pelo meu rendimento e isso é ótimo.

Aprendi na marra como fazer uma boa gestão do meu tempo, como arrumar minhas finanças e principalmente sobre tudo o que eu preciso para ser uma profissional.

E tudo isso só foi possível graças ao espírito de colaboração das pessoas, muitas que eu nem conhecia. As quais me passaram vagas, indicaram-me para possíveis freelas e foi o famoso boca a boca que deu certo.

Conheci pessoas maravilhosas nesse caminho, como por exemplo, uma amiga que é mãe solteira e que sobrevive de pequenos trabalhos que grandes empresas oferecem para quem é autônomo. O que é ótimo, pois assim ela consegue sustentar a si e ao seu filho, e a empresa contribui com a economia solidária no fim das contas.

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A Pandemia abriu portas para a economia solidária

Isso porque agora as empresas têm uma nova visão.

Muita gente ficou sem emprego, ou já estava e, sendo assim, viu a oportunidade de começar o próprio negócio em meio a pandemia. Com isso, outras pessoas acabam preferindo comprar do colega ou indicá-lo na empresa que trabalha como prestador de serviço.

Hoje eu vejo que quem não se reinventou, ou pelo menos está tentando se reinventar acaba ficando parado. Um exemplo são minhas amigas maquiadoras que acabaram sem emprego durante esse ano.

Em geral eu sou muito grata em quem confiou e ainda confia em mim

Uma filosofia de vida que levo pra vida é ver o mundo com empatia. Algo que me ajuda e acredito que ajuda as pessoas ao meu redor.

A empatia é o propulsor da economia solidária, pois é a ideia de parar de pensar só em si e começar a pensar nos outros. Algo, inclusive, que tem tudo haver com esse período do ano.

Por fim, quando temos a oportunidade de incluir pessoas temos que fazer isso. Hoje eu vivo pela filosofia UBUNTU – eu sou o que sou porque somos todos nós“.

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