Incertezas em relação ao período de pandemia acompanham queda na confiança do consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu um ponto em outubro. Por isso, acabou interrompendo uma trajetória de cinco altas seguidas iniciada em maio.

Com isso, o indicador recuou par um patamar mais próximo do que se encontrava em julho, com 78,8 pontos. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Além disso, Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens, afirmou que na confiança do consumidor “há ainda bastante incerteza com relação à pandemia com o ritmo de retomada econômica, já considerando a transição para o período posterior ao de vigência dos programas de manutenção do emprego e da renda”.

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Outros indicadores

Além da confiança do consumidor, a FGV também divulgou as taxas do indicador que mede o otimismo em relação à situação econômica. De acordo com a Fundação, foi essas taxas que mais contribuíram para a queda do índice geral em outubro.

Além disso, o Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 0,2 ponto, estagnando em 72,4 pontos. Enquanto isso, o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,3 pontos, para 90,2 pontos. E, por fim, as perspectivas sobre às finanças das famílias cederam 0,5 ponto, chegando a 94,1 pontos.

Para Bittencourt, isso tem acontecido por conta da pandemia do coronavírus:

“A confiança do consumidor brasileiro também continua sendo impactada pelo medo da covid-19, motivando uma postura muito cautelosa, que deve persistir enquanto não houver uma solução para a crise sanitária.”

Além disso, também destacou que “diante deste cenário, os consumidores de menor renda, mais vulneráveis continuam menos confiantes que os demais”.

Além desa questão, também temos o fato de que o programa social do auxílio emergencial pago pelo governo está previsto para terminar no final do ano de 2020, em dezembro.

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Confiança do consumidor somada aos reflexos no supermercados

Além do recuo na confiança do consumidor, o mês de outubro foi o primeiro que os brasileiros que têm direito ao auxílio emergencial passaram a receber uma quantia menor.

Isso porque o governo reduziu o valor do auxílio emergencial. Até o momento os brasileiros recebiam R$ 600 (R$ 1200 para mães solteiras), no entanto, as novas parcelas – da prorrogação – são no valor de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras).

Assim, por isso, o carrinho de compras dos brasileiros também foi afetado. Isso porque, com a alta dos preços, muitos produtos do consumo cotidiano tiveram que ser substituídos. É o que mostrou uma reportagem especial do portal O Globo.

Além disso, de acordo com levantamentos do portal, as vendas em supermercados caíram 5% em comparação com o mês de setembro. No entanto, na região do Nordeste esse número foi ainda maior, chegando a 10% de redução.

Entretanto, alguns mercados estão tentando investir em promoções e aumentar a variedade dos produtos para tentar atrair mais clientes.

Por que o preço dos alimentos aumentaram?

Dentre os alimentos que mais tiveram aumento no preço nos últimos meses, o arroz está em destaque.

Isso porque toda a cadeia de produção do alimento está sofrendo com a alta do dólar. Além disso, a safra teve uma menor produção neste ano, e, enquanto isso, o consumo do produto aumentou durante a pandemia.

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