Taxa ficou em 14,4%; o cenário de desemprego recorde se agrava com a queda do auxílio e do isolamento social

De acordo com a Pnad Contínua, agosto marcou desemprego recorde. A taxa foi de 14,4%.

O índice é o maior desde 2012, quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua foi criada.

Hoje, 13,8 milhões de pessoas estão na fila do emprego no país, segundo o IBGE.

No trimestre anterior, que acabou em maio, o desemprego era de 12,9%.

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Flexibilização do isolamento e queda do auxílio aumentam desemprego

A Pnad Covid é a pesquisa que mede os efeitos da pandemia no mercado de trabalho. Ela indica que 10 milhões de brasileiros saíram do isolamento entre julho e agosto.

Com isso, muitos voltaram à fila do emprego. E, como o IBGE só considera desempregado quem procura trabalho, a taxa subiu.

Desse modo, o país atingiu desemprego recorde mesmo sem demissões em massa.

Além disso, a queda no valor do Auxílio Emergencial colaborou para o desemprego. Afinal, ao receber menos do governo, mais pessoas se viram obrigadas a procurar trabalho.

O Auxílio Emergencial começou com lotes de R$ 600, chegando a R$ 1200 para mães chefes de família.

Contudo, com a pandemia sem sinais de melhora e o desemprego recorde, o governo estendeu o benefício. Logo, o Auxílio Emergencial Extensão foi criado, agora em R$ 300. Mães que chefiam famílias, então, ganham R$ 600.

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Desemprego recorde: até quando?

O desemprego recorde de agosto não deve passar tão breve. De acordo com especialistas, a taxa de ocupação pode subir por causa das festas de Fim de Ano.

A fila de emprego fixo e com Carteira de Trabalho assinada, no entanto, deve se manter alta.

Isso porque o mercado ainda se recupera da crise econômica gerada pela covid-19. E, como ela ajuda a criar instabilidade, a crise é um dos fatores para o desemprego recorde.

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Tenho direito ao seguro-desemprego?

Com o desemprego recorde, muitos seguem em busca de uma fonte de renda. Uma opção é o seguro-desemprego, pago àqueles que:

  • Em primeiro lugar, não tenham sido demitidos por justa causa;
  • Em seguida, que tiveram a Carteira de Trabalho assinada de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT),
  • E, por fim, que não recebam Benefício de Prestação Continuada, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente.

Leia mais nesta reportagem.

E se você, por fim, sentiu algum efeito do desemprego recorde? Bem, então, é só comentar!

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