Sistema online de votação poderia deixar a eleição mais barata e ágil, segundo o TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou, nesta terça (23), que testará ainda este ano um sistema de votação pela internet.

O recurso não estará disponível para as Eleições 2020 nem tem relação com a pandemia do novo coronavírus, de acordo com o Tribunal.

O pleito deste ano, portanto, continuará sendo obrigatório e presencial.

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Por que usar um sistema online?

Segundo o TSE, um sistema de votação pela internet permitiria baratear e agilizar as eleições, já que demandaria menos mesários e menos logística para distribuição das urnas eletrônicas.

Ainda não há uma empresa licitada para implantar este recurso. O edital, divulgado ontem, indica que companhias de tecnologia precisam indicar interesse em participar do teste entre 28 de setembro e 1 de outubro.

Para participar, as empresas precisam apresentar um sistema online que permita votação via internet banda larga e 3G ou 4G, além de recursos de segurança digital e possibilidade de auditoria.

“Empresas interessadas poderão demonstrar gratuitamente sua proposta no dia 15 de novembro – data do primeiro turno das Eleições Municipais de 2020 -, nas cidades de Curitiba, Valparaíso de Goiás (GO) e São Paulo”, afirmou o TSE, em nota.

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‘Eleições do Futuro’

O sistema online é chamado de “Eleições do Futuro”, e tem como intuito complementar o sistema atual, baseado em urnas eletrônicas.

Portanto, a ideia é que as empresas apresentem um sistema de votação online que possa ser usado em smartphones e computadores, mais uma solução de integração com as urnas usadas atualmente.

Sistema de votação online sem acesso à internet?

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que um a cada quatro brasileiros não tem acesso à internet.

A estatística é ainda mais preocupante nas zonas rurais, onde 53,5% de brasileiros seguem sem conexão de internet.

Esse é um dos desafios do novo sistema: manter democrático o acesso às eleições, ao mesmo tempo em que aumenta as chances de participação daqueles que hoje não votam por causa do deslocamento.

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