Em meio à pandemia do coronavírus, mais trabalhadores buscam o saque FGTS rescisório

No primeiro trimestre de 2020, a taxa de desemprego subiu 1,3 ponto percentual na comparação com o últimos três meses de 2019. Assim, a taxa de desocupação no País passou a 12,2%. Isto representa cerca de 12,9 milhões de brasileiros desempregados, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para piorar o cenário, os cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado projetam uma taxa de 14,9% no fim de 2020, contra 11,9% no fechamento de 2019. Em um cenário ainda mais pessimista, o IFI estima uma taxa de 15,3% no final do ano.

Com tantos brasileiros sem emprego por conta dos impactos da quarentena e o isolamento social ocasionados pela pandemia do coronavírus, a busca pelo saque rescisório do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e pelo seguro-desemprego aumentaram.

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Caso o cidadão encontre dificuldades para sacar o dinheiro remanescente no fundo poderá conferir as dicas abaixo.

Dados desatualizados

O principal motivo da impossibilidade do saque rescisão do FGTS é o cadastro de dados errados ou desatualizados. Se o problema for referente aos dados errados, o fato ocorre principalmente com:

  • o nome completo;
  • a diferença entre o nome de solteiro(a) e o de casado(a);
  • o nome da mãe;
  • e a data de nascimento;

Como atualizar os dados para sacar o FGTS?

Para atualizar os dados é necessário comparecer à uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) e conversar com um atendente. Os documentos abaixo podem ser solicitados:

  • o RG;
  • o CPF;
  • a carteira de trabalho;
  • e a carta de rescisão;

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Dados inconsistentes

Outro erro referente aos dados do cadastro é a inconsistência dos mesmos:

  • a falta de baixa na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
  • a duplicidade da CTPS;
  • a duplicidade do número do Programação de Integração Social (PIS) ou do Número de Identificação Social (NIS);

Como unificar o número do PIS?

Em primeiro lugar é necessário confirmar se de fato houve uma duplicação do PIS/NIS. Para isso, vale perguntar para o último patrão se foi feito um novo cadastro para depósito do FGTS, e ver se o número do emprego anterior é compatível com o do último trabalho ou não.

Caso de fato a empresa tenha feito um segundo cadastro para o trabalhador, este deverá comparecer à uma agência da Caixa com os mesmos documentos da lista acima para resolver a situação.

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Como unificar as carteiras de trabalho?

Novamente, é preciso confirmar se a duplicidade de fato ocorreu. Este erro é mais comum para trabalhadores que fizeram carteira de trabalho antes de 2019, ano em que entrou em vigor a carteira de trabalho digital (exatamente para evitar este tipo de erro).

A consulta pode ser feita verificando os contratos de trabalho anteriores e identificando os números informados. Será necessário apresentar ambos os documentos em uma agência da Caixa, juntamente com o RG, o CPF, e a carta de rescisão do último emprego, para unificar as carteiras e conseguir sacar os valores do FGTS.

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