A FinanZero é um correspondente bancário; saiba mais sobre esse tipo de instituição

O Banco Central (BC) é o órgão brasileiro que rege o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Assim, é responsável por regulamentar as instituições financeiras, e todas as suas ramificações. O correspondente bancário é uma ramificação, não sendo considerado de fato uma instituição financeira.

O correspondente bancário é uma pessoa jurídica que trabalha como agente acessório entre os bancos e os clientes. Pode ser:

  • Uma empresa;
  • Uma firma;
  • Uma associação;

De acordo com o BC, a nomenclatura “correspondente bancário” ou “banco correspondente” deve ser utilizada apenas para as instituições financeiras que estabeleceram convênios com outros bancos para a prestação de serviços financeiros, conforme previsto na Resolução 1.865, do Conselho Monetário Nacional, de 05 de setembro de 1991.

Os serviços que são oferecidos pelo correspondente bancário foram regulamentados pelas Resoluções do Banco Central (BC) de Nº3110 e 3156, que foram escritas no ano de 2003. Nessas, foi declarado que todo Correspondente Bancário pode prestar diversos serviços para instituições bancárias e entidades financeiras autorizadas a funcionar pelo BC do Brasil.

O que faz um correspondente bancário?

Em geral, a principal função de um correspondente bancário é intermediar a relação entre instituições financeiras e consumidores com serviços acessórios. Os serviços do correspondente bancário são:

  • Serviços de cobranças;
  • Análises de cadastro e de crédito;
  • Ordens de pagamentos;
  • Solicitações de financiamentos;
  • Solicitações de empréstimos pessoais e para empresas;
  • Propostas de aberturas de contas de depósitos à vista;
  • Atividades de processamento de dados;
  • Solicitações de aberturas de contas de poupança;
  • Recebimento e pagamento de contas;
  • Aplicação e resgates em fundos de investimentos;
  • Propostas de aberturas de contas a prazo;
  • Solicitações de cartões de débito e crédito para homens e mulheres trabalhadores;
  • Pedidos de cartões de débito e crédito para aposentados e em alguns casos para universitários.

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O Correspondente Bancário no Brasil pode fazer:

  • Conceder empréstimos e financiamentos (ser credores);
  • Pagamentos de contas;
  • Ordens de pagamento;
  • Abertura de contas de depósito;
  • E serviços de cobranças.

Como ser correspondente bancário?

Uma dúvida frequente entre as pessoas é como ser um correspondente bancário. Isto só é possível para pessoas jurídicas, pessoas físicas não podem tornar-se correspondentes bancários.

Por exemplo, a FinanZero é um correspondente bancário que atua nas solicitações de empréstimos pessoais e para empresas. A FinanZero conta com mais de 40 instituições financeiras que de fato são credores, e concedem os empréstimos às pessoas.

Contudo, a FinanZero em si não possui autorização para emprestar dinheiro para ninguém. Como correspondente, a empresa possui aval somente para o serviço acessório de auxiliar o consumidor a encontrar o melhor empréstimo para o seu perfil.

E é neste intermédio que está o lucro da FinanZero: há uma comissão recebida pela empresa dos parceiros em cada contrato de empréstimo fechado. Por si só, a FinanZero não é autorizada a cobrar qualquer tipo de taxa fora do contrato final de crédito.

Para contratar os serviços de correspondente bancário, as instituições financeiras elaboram um contrato com a firma interessada onde constam cláusulas que devem ser cumpridas necessariamente:

  • Garantir o total acesso do BC;
  • Informar e documentação com respeito à firma contratada e relativo às suas transações e operações;
  • Garantir a responsabilidade da entidade autorizada pelo BC do país pelos serviços prestados pelo correspondente bancário.

O correspondente bancário é confiável?

As empresas que atuam como correspondentes bancários não podem cobrar nenhuma taxa diretamente com o consumidor. Assim, correspondentes devem seguir estritamente a regulamentação do Banco Central (BC) para serem confiáveis.

Com a evolução tecnológica, cada dia mais golpistas estelionatários se passam por empresas na internet para aplicar fraudes bancárias. A principal exigência deste tipo de criminoso é exigir depósitos antecipados.

De acordo com as normas do BC, a cobrança antecipada é ilegal, e qualquer pessoa, física ou jurídica, que solicitar depósitos antecipadamente já está cometendo um crime.

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Como não cair no golpe do empréstimo?

Separamos algumas dicas para você não cair no golpe do empréstimo.

  1. Pesquise a reputação da empresa: verifique com pessoas próximas se elas conhecem a empresa. Em seguida, faça uma pesquisa no Google para ver a reputação da mesma. Veja se a empresa possui um Reclame Aqui, e se costuma responder com rapidez os problemas informados. Possuir um Reclame Aqui é um ponto positivo para a empresa, pois o próprio Reclame Aqui faz uma verificação para confirmar que a empresa existe de fato.
  2. Consulte o CNPJ: o site da Receita Federal permite consultas de pessoas jurídicas. Veja se o CNPJ da empresa é real e se ela está devidamente registrada no sistema. Clique aqui para consultar.
  3. Não confie em tabelas de empréstimo: quando uma empresa apresenta uma tabela de empréstimos, mostrando qual o número de parcelas para determinada quantia de dinheiro, é cilada. Os pedidos de empréstimo pessoal com empresas sérias e confiáveis passam por uma análise de crédito que avalia o risco de inadimplência dos clientes. Portanto, todo pedido de empréstimo é um pouco mais burocrático do que a simplicidade de uma tabela pronta com valores e condições de juros disponíveis.
  4. Jamais faça depósitos antecipados: por fim, mas mais importante, nunca faça depósitos antecipados. Conforme regulamentação do Banco Central, esta prática é ilegal em todo o território brasileiro. Qualquer pessoa ou empresa que pedir qualquer quantia antecipada já está cometendo um crime. E tome cuidado, pois esse depósito antecipado pode receber diferentes nomes como:
  • Taxa de avalista;
  • Valor de liberação de crédito;
  • Taxa de antecipação;
  • dentre outros.

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