Dívida governamental é o termo que descreve o endividamento de um país

Assim como uma pessoa física, você sabia que uma nação pode ter uma dívida?

Pois é! Essa dívida, chamada de dívida pública ou dívida governamental, é contabilizada desde o surgimento do país. Por isso, tem valores altíssimos.

Quer um exemplo? A dívida do Brasil, contabilizada em janeiro de 2020, era de R$ 4,25 trilhões.

É isso mesmo que você leu: T R I L H Õ E S. Gela só de ler, né?

Leia mais: Como economizar na Black Friday? Veja 5 passos

Como um país cria uma dívida governamental?

Uma pessoa física se endivida gastando mais do que ganha. Seguindo com a analogia, é dessa maneira também que um país acumula dívida pública: investindo mais do que arrecada.

Gastar mais do que arrecada é chamado déficit público. O déficit é o principal motivo de endividamento de uma nação

De 2018 para 2019, por exemplo, o Brasil aumentou sua dívida em quase 10%, de R$ 3,8 trilhões para os atuais R$ 4,25.

Quando um país se endivida, no entanto, ele pode encontrar outras maneiras, além de empréstimos com bancos como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e com a Caixa Econômica Federal (CEF).

Uma delas é por meio da venda de títulos públicos pela internet, conhecido como Tesouro Direto, ou pela emissão de títulos públicos diretos. Nesses casos, a redução do endividamento do país acontece pelo resgate desses títulos.

O que é Tesouro Direto?
O Tesouro Direto é um programa de investimentos criado pelo Governo Federal em que o investidor pode adquirir títulos da dívida federal. Isso significa que o risco desse tipo de investimento é mínimo e conta com um rendimento superior à conta poupança. Esses títulos podem ter um rendimento prefixado ou pós-fixado.

Por poderem “comprar” parcelas da dívida pública, certos setores detêm uma parte desse endividamento. Hoje, a maior parte pertence a fundos de investimento, com cerca de 27% dos títulos totais.

Fndos de Previdência, com 24,89%; instituições financeiras, com 24,69%; investidores estrangeiros (10,43%); governo (3,97%); seguradoras (3,94%) e outros (5,41%) completam a lista dos detentores da dívida pública.

Simule o empréstimo ideal para você!

O que acontece quando um país se endivida?

Ele não fica negativado, por exemplo.

Mas a dívida governamental pode impactar no interesse de investidores estrangeiros, no valor de sua moeda, no valor disponível para investimentos e, se houver necessidade de quitá-la ou diminuí-la com urgência, no valor dos impostos.

Por isso, é relevante sempre manter a dívida pública dentro de um patamar de retração ou o mais próximo possível de zero.

Leia mais: Exportações do agronegócio paulista aumentam 10,7%

Qual o histórico de dívida governamental do Brasil?

Desde 2001, a dívida pública brasileira segue entre altos e baixos. De 2005 (dívida na casa dos R$ 3,7 trilhões) a 2014 (na casa dos R$ 3,5 trilhões), tinha ficava sempre com valores abaixo dos R$ 4 trilhões, o que também fazia com que representasse percentualmente menos em relação ao PIB – sempre abaixo de 60%.

A partir de 2015, no entanto, ela assumiu uma tendência de crescimento, tanto em valor quanto em percentual do PIB. Passou da casa dos R$ 4 trilhões, batendo nos 80% de representação do produto interno.

Veja na tabela abaixo:

File:2019, Brazil's general gross debt.png - Wikimedia Commons
Tabela desenvolvida por Erik Custoci e disponibilizada via Wikimedia Commons

E você, quer saber mais sobre dívidas públicas? Comente suas dúvidas!

Siga a FinanZero nas redes sociais: @finanzero no Instagram, /FinanZero no Facebook e @finanzero no Twitter.