Brasileiros que querem ter uma renda extra durante o tempo de aposentadoria podem optar por investir em previdência privada, um exemplo disso é o Plano Gerador de Benefício Livre; saiba como funciona

Basicamente, o Plano Gerador de Benefício Livre, mais conhecido como PGBL, é uma das modalidades de previdência privada que existe no Brasil. Por isso, o principal objetivo é acumular recursos ao longo do tempo para complementar a renda da pessoa lá na frente.

Além disso, quem adquire um título do Plano Gerador de Benefício Livre pode ter como objetivo complementar a aposentadoria do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ou até mesmo ter o PGBL como uma única fonte de renda.

Isso porque muitas vezes depender apenas da Previdência Social pode fazer com que o padrão de vida da pessoa tenha uma grande redução, mudando drasticamente. Por isso, muitos optam por um plano complementar.

Como funciona a previdência privada?

Em resumo, a previdência privada, assim como a social, tem duas fases:

  • Acumulação de capital: nesse momento, é necessário aplicar uma parcela da sua renda mensal – esse valor pode variar de acordo com o perfil da pessoa, isso porque não existe uma porcentagem fixa, no entanto, muitas pessoas acabam optando por colocar 10% do salário na aposentadoria privada;
  • Benefício: por fim, depois de a pessoa ter colocado dinheiro na previdência privada durante um bom tempo, chega o momento de coletar o patrimônio acumulado.

Contudo, nessa última fase a pessoa pode escolher entre duas opções:

  • sacar o valor total de uma só vez, ou
  • optar por ter uma renda vitalícia mensal – isto é, receber mensalidades por um período determinado de tempo.

Quais são as vantagens do PGBL?

A principal vantagem do Plano Gerador de Benefício Livre é a dedução da contribuição do Imposto de Renda. Por isso, ele é indicado para quem entrega a declaração do imposto de forma completa.

Isso porque quem contrata o PGBL consegue deduzir até 12% da renda bruta tributável ao ano base do cálculo Imposto de Renda. Além disso, o brasileiro só paga o imposto no momento do resgate do investimento – total ou parcial. Mas é importante lembrar que o imposto vai incidir sobre o valor total acumulado.

Quais são os custos?

Normalmente, os principais custos têm ligação com: taxas de administração, carregamento e de performance. Isso porque:

  • taxa de administração: é um percentual cobrado pelo serviço prestado pela instituição financeira e, por isso, não existe um valor fixo, cada empresa pode estabelecer uma porcentagem diferente;
  • taxa de carregamento: normalmente uma cobrança opcional – no entanto, isso depende muito do plano que a pessoa escolher;
  • Por fim, taxa de performance: é um bônus caso a rentabilidade do fundo seja positiva e supere o que foi acordado entre o cliente e a empresa.

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PGBL é o único plano de previdência privada?

Não! Brasileiros que querem investir em um plano de previdência privada também podem optar por outras opções como a VGBL, sigla para Vida Gerador de Benefícios Livres.

No entanto, é importante lembrar que existe algumas diferenças nesse modelo quando comparado ao Plano Gerador de Benefício Livre. Isso porque essa opção é mais indicada para:

  • Quem declara o Imposto de Renda pelo modelo simplificado;
  • Brasileiros que desejam investir mais do que somente 12% da renda bruta anual tributável.

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