Open Banking promete revolucionar o mercado financeiro. Isto é, com a liberdade de escolha, o consumidor é quem decide quais são as melhores condições para si

Desde o último domingo (23), o Open Banking tem agitado as redes sociais consideravelmente. Isso porque, o ex-BBB e economista, Gil do Vigor, fez uma campanha sobre essa nova funcionalidade para o banco Santander. Até o momento, o comercial rendeu mais de 20 mil cadastros no banco em apenas 12 horas.

Desse modo, o vídeo de 45 segundos explora rapidamente com gírias e memes – “vigorar Brasiiiiiil” – sobre as mudanças no sistema bancário atual com a chegada do Open Banking. Por isso, reunimos nesse post as principais informações que os usuários precisam saber sobre a proposta que pode revolucionar o mercado financeiro.

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O que é o Open Banking e como ele funciona?

Do termo em inglês “banco aberto”, o Open Banking como o próprio nome sugere, é um sistema bancário aberto que permite o compartilhamento de dados dos clientes entre diferentes instituições financeiras. No entanto, essas operações só poderão ser feitas mediante a solicitação ou autorização do próprio cliente.

Nesse sentido, o Open Banking não terá um aplicativo específico para que as informações sejam compartilhadas. Pelo contrário, a ideia é que os consumidores possam utilizar o próprio aplicativo de seus respectivos bancos (Bradesco, Caixa Econômica, Itaú, Santander etc) para autorizar essa nova funcionalidade.

Na prática, funcionará da seguinte maneira: se o cliente tem conta no banco Y e Z e gostaria que todas as informações do banco Y fossem compartilhadas com o banco Z, ele deve acessar o aplicativo do Banco Y e solicitar o compartilhamento de suas informações com o banco Z.

Sob nenhuma circunstância, os bancos Y e Z poderão compartilhar entre si as informações do usuário sem a solicitação do mesmo. Afinal, o princípio do Open Banking é que todo o processo aconteça com o consentimento do cliente. Dessa maneira, o cliente poderá comparar as tarifas bancárias dos bancos Y e Z e analisar qual a mais vantajosa para si, por exemplo. Em resumo, o cliente terá maior liberdade de escolha.

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Quando o Open Banking começará a funcionar?

A funcionalidade do Open Bank foi autorizada pelo Banco Central (BC) e já está em vigor desde fevereiro de 2021. Todavia, o BC estabeleceu quatro fases para que as mudanças fossem feitas gradualmente e por isso, a primeira fase não contou com a participação dos clientes.

A segunda fase com previsão de início em julho, por outro lado, é baseada 100% na troca de dados pessoais dos consumidores. Portanto, é nessa etapa que as informações a seguir poderão ser compartilhadas:

  • Nome completo;
  • CPF ou CNPJ;
  • Telefone de contato;
  • Endereço;
  • Dados e tarifas bancárias.

Em seguida, o BC divulgou que a implementação da terceira e quarta fase do Open Banking está prevista para os meses de agosto e dezembro, respectivamente. Nessas duas etapas, o objetivo é que os bancos possam trocar informações mais específicas, tais como: histórico financeiro, operações de câmbio e entre outros.

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Quais são os benefícios e vantagens do Open Banking?

Além da liberdade de escolha já citada anteriormente, o Open Banking também oferece outros benefícios. Embora somente os clientes pareçam ter vantagens, os bancos também saem no lucro. Como é o caso de menos investimento no processo de implementação, por exemplo. Os gastos dessa intermediação não são de responsabilidade dos bancos e sua única função é integrar os sistemas por meio de APIs, sem precisar abrir mão de suas tecnologias internas.

Além disso, o Open Banking cria um ambiente mais competitivo e com mais opções para os usuários, que poderão estabelecer critérios para decidir qual condição lhe parece mais vantajosa. Também é válido ressaltar a segurança de todas as informações que serão compartilhadas.

Atualmente diversas operações no Brasil já contam com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e com o Open Banking a realidade não será muito diferente. A nova funcionalidade terá o dever de proteger e assegurar a privacidade de dados que o cliente autorizar o compartilhamento.

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Por fim, ficou com dúvidas sobre o Open Banking? Se sim, deixe aqui nos comentários que a FinanZero te ajuda.

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