Pico de inadimplência deve ser menor e acontecer em 2021, segundo Otávio Damaso

De acordo com diretor de regulação do Banco Central, o pico de inadimplência da crise, causada pela pandemia do corona vírus, será menor que o previsto. Ele também acredita que o pico deve ocorrer no primeiro semestre de 2021.

O diretor disse que a previsão é que o pico de inadimplência aconteça, mas nada próximo ao que eles previam em março ou abril. Ainda de acordo com ele “a gestão das instituições financeiras foi muito positiva”.

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Inadimplência em cartões de crédito

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o pico de inadimplência em cartões de crédito ficou para trás e voltou a níveis anteriores a pandemia.

A inadimplência em fevereiro era de 6,3%, em julho chegou a 7,4%, e em setembro voltou para 6,3%. O pico de inadimplência foi no mês de maio, quando os níveis chegaram a 7,8%.

O presidente da Abecs, Pedro Coutinho, acredita que isso acontece devido a queda de gastos com supérfluos como viagens e restaurantes, por exemplo. Com a pandemia o dinheiro para contas acabou sendo preservado.

O acumulado do ano de compras remotas em cartão de crédito também registrou aumento:

  • De janeiro a setembro de 2020 – R$ 306 bilhões
  • De janeiro a setembro de 2019 – R$ 84,5 bilhões

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Executivos de bancos sobre o pico

Executivos do Bradesco e Itaú Unibanco já haviam comentado que o pico da inadimplência deveria ocorrer em 2021. O presidente do Itaú disse que a inadimplência deve ser maior do que em crises anteriores, devido a parada total da economia.

Ainda de acordo com Candido Bracher, a queda de 5% do PIB, o que nunca aconteceu antes, afeta esse cenário de inadimplência. Mesmo assim, ele diz que não deve ser algo “fora de controle”.

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Por que o pico deve ser em 2021?

De acordo com especialistas, o momento do pico de inadimplência deve estar relacionado ao fim do auxílio emergencial. Com as parcelas terminando em dezembro, mas a crise continuando, muitas pessoas devem continuar sem renda fixa

O ministro já declarou que as parcelas de R$ 300 terminam em dezembro de 2020. De acordo com ele, continuar com o pagamento comprometeria o teto de gastos e o aumento da Renda Cidadã, antigo Bolsa Família.

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