Grande parte dos consumidores se perguntam os motivos para reprovação no pedido de empréstimo pessoal. Por isso, destacamos nesse post alguns critérios que os bancos utilizam na concessão do crédito

Em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) fez um levantamento em 2020 que apontou alguns números em relação aos pedidos de empréstimo pessoal por parte dos microempreendedores individuais (MEI) durante a pandemia do covid-19. Os dados apontam que ao total, 62% dos entrevistados buscaram crédito durante esse período.

Todavia, entre os que fizeram as solicitações de empréstimo pessoal, apenas 14% obtiveram sucesso e receberam o valor solicitado. Na prática, isso significa que 86% dos empreendedores que fizeram essa busca, tiveram o empréstimo reprovado. Nesse sentido, a dúvida permeia grande parte dos consumidores é entender os motivos de reprovação ou negação desse crédito.

Sobretudo porque nem sempre os bancos divulgam motivos específicos, dado que, cada análise é personalizada de acordo com o perfil individual de cada cliente. Desse modo, listamos nesse post alguns motivos que podem influenciar na reprovação do empréstimo pessoal. Vale ressaltar que esses são apenas alguns apontamentos e não devem ser tratados como absolutos, visto que, cada consumidor possui um perfil diferente e os critérios utilizados variam segundo as políticas internas de cada banco. Confira abaixo alguns fatores:

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Informações incompatíveis

Apesar de parecer um motivo supérfluo, a incompatibilidade das informações contribui de forma muito relevante para a reprovação do empréstimo pessoal. Isto é, quando o cliente faz o preenchimento das informações no formulário de cadastro, os dados serão processados e analisados de forma inicial pelas financeiras. Essa etapa geralmente é designada como “oferta pré-aprovada”.

Posteriormente, os dados que foram inseridos no cadastro serão comparados com a documentação real do consumidor. Então, por exemplo, o cliente preencheu o formulário de cadastro com as suas informações e após a pré-aprovação da oferta terá que encaminhar foto da identidade para comprovar o nome, CPF e RG que foram inseridos no cadastro. Contudo, se houver qualquer divergência entre os dados que foram preenchidos e a foto do documento enviado, a oferta poderá ser reprovada.

Por isso, é fundamental que o cliente faça uma revisão de todos os seus dados antes de enviar o pedido de empréstimo pessoal para a análise. Visto que, qualquer divergência nas informações inseridas poderá culminar na reprovação da proposta. As instituições financeiras tomam essas medidas para impedir que possíveis fraudadores façam solicitações em nome de algum terceiro.

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Histórico de pagamento

O histórico de pagamento do cliente também é um fator determinante para a aprovação ou reprovação do pedido de empréstimo pessoal. Isso porque, quando o cliente faz uma solicitação, seu pedido passará por uma análise de crédito. A redação da FinanZero já fez um post sobre a análise de crédito, então, caso você queira entender com mais detalhes como funciona esse processo, clique aqui.

Em resumo, é na análise de crédito que as financeiras verificam o histórico de pagamento do cliente e definem se ele é um bom ou mau pagador. É nesse processo por exemplo, que há uma consulta nos bureaus de crédito – os “birôs – do score do cliente para entender a pontuação e a possibilidade concessão do empréstimo pessoal. Ou seja, quanto mais próximo de 1000, maior possibilidade do cliente ser adimplente.

Em contrapartida, quanto mais próximo a pontuação estiver do 0, maior probabilidade do cliente ser inadimplente e não cumprir com seus pagamentos. Dessa maneira, o histórico de pagamento é utilizado como métrica para analisar toda a situação financeira do consumidor. Entre as operações que fazem parte do histórico de pagamento, podemos destacar:

  • Atraso no pagamento de dívidas;
  • Limite do cartão de crédito;
  • Parcelamento de compras;
  • Quantidade de contas fixas em próprio nome;
  • Quitação antecipada de alguma compra.

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Comprometimento da renda

De acordo com a Lei nº 8.692, há um limite para o comprometimento da renda dos consumidores: 30%. Nesse sentido, quaisquer operações bancárias como financiamento, refinanciamento, empréstimo, cartões de crédito, cheque especial e entre outros não podem ultrapassar essa margem previamente estabelecida. Em outras palavras, essas transações de crédito não podem ultrapassar mais de 30% no comprometimento da renda do consumidor.

Só para ilustrar, podemos destacar o caso de um cliente que fez o financiamento de um imóvel e por isso, possui 30% da sua renda comprometida. O comprometimento dessa renda está atrelado as parcelas do financiamento e por mais que o cliente faça o pagamento em dia, os bancos entendem que o salário daquele consumidor já está comprometido com uma dívida fixa.

Portanto, pode haver a possibilidade do empréstimo pessoal ser recusado pelas instituições financeiras. Por mais que o cliente faça o pagamento em dia das suas dívidas ativas, pressupõem-se que o cliente já tem 30% da sua renda comprometida com o financiamento em vigor. Dessa maneira, os bancos tendem a não autorizar a concessão de empréstimo pessoal para uma renda que já está comprometida.

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Nome negativado

Conforme mencionado no tópico anterior, o cliente passa por uma análise de crédito que determina se o cliente é um bom pagador ou não. É a partir dessa análise que os bancos entendem se há confiança para a concessão do valor, visto que, o empréstimo é uma dívida que deverá ser paga posteriormente. Durante essa análise e mais especificamente na pontuação do score, os bancos entendem se há alguma restrição no nome do cliente.

Se houver alguma restrição e o consumidor estiver com o nome negativado – popularmente também conhecido como “nome sujo” – existem grandes chances do empréstimo pessoal ser reprovado. Isso porque, as instituições financeiras entendem que o cliente já possui muitas despesas em seu nome e não conseguirá arcar com outra dívida. Por isso, a reprovação costuma ser maior nesses casos.

Porém, é válido destacar que atualmente diversas financeiras tem investido em empréstimos pessoal para negativados. A concessão do crédito por meio do celular como garantia ou via conta de energia, por exemplo, foram duas maneiras que os bancos encontraram de poder fazer a concessão do valor ainda que o nome do cliente esteja negativado. De qualquer forma, a dica dos órgãos de proteção ao crédito é que o cliente sempre mantenha suas contas em dia, e consequentemente, seu nome regulamentado perante aos bancos e financeiras.

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Por fim, ficou com dúvidas sobre os motivos de reprovação no empréstimo pessoal? Se sim, deixe aqui nos comentários que a FinanZero está à disposição.

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