Em alguns estabelecimentos de São Paulo, o pacote de 5kg de arroz chegou a R$ 32,16

O preço médio de um pacote de arroz com cinco quilos subiu cerca de 70,8% entre fevereiro e outubro. Isso porque em fevereiro o preço médio do arroz era de R$ 12,78 e em outubro está cerca de R$ 21,83.

No entanto, a maior variação mensal aconteceu entre agosto e setembro, chegando a 20%. Isso porque o pacote de cinco quilos de arroz custava cerca de R$ 16,87 em agosto e passou para R$ 20,25 em setembro.

Os dados são de pesquisa do Procon (Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo e do Núcleo de Inteligência e Pesquisas do órgão.

Além disso, é importante ressaltar que a pesquisa levou em consideração 40 supermercados distribuídos nas cinco regiões da cidade de São Paulo. Apesar de o arroz ter tido a maior diferença, o levantamento considera 39 itens de alimentos, higiene pessoal e limpeza doméstica.

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Média do preço do arroz sobe

Em nota, o Procon-SP afirmou que a pesquisa leva em consideração a média dos preços mínimos encontrados nos supermercados, mas que o valor pode não ser a realidade encontrada sempre.

Isso porque “em operação realizada em todo o estado para coibir preços abusivos de produtos da cesta básica, dentre eles o arroz, na capital paulista o pacote de 5kg de arroz tipo 1 chegou a ser encontrado por R$ 32,16 e, no interior, R$ 36,79”, afirma a nota.

Além disso, Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP, afirmou que não existe um preço oficial que os fornecedores devem seguir. No entanto, “é inadmissível que fornecedores queiram abusar e aumentar desproporcionalmente seus lucros em plena pandemia”.

Por isso, em todo o estado de São Paulo, o Procon-SP notificou 625 estabelecimentos a apresentar notas fiscais de compra e venda de itens de cesta básica, como o arroz.

Isso porque, caso os supermercados aumentem o preço de forma extrapolada, eles podem responder a um processo administrativo e pagarem uma multa.

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Supermercados restringem compras de arroz

Alguns supermercados de regiões de São Paulo e Rio de Janeiro, decidiram em setembro, limitar a quantidade de pacotes de arroz por cliente.

Por isso, muitos clientes se depararam com cartazes que informaram a limitação. No entanto, isso variava entre as regiões, normalmente chegando até a 4 pacotes por família.

Isso aconteceu porque, no mês passado, teve alta procura dos consumidores pelo produto, já que as previsões eram de novos aumentos.

Mas, até o momento, não sabemos se os mercados voltarão a utilizar essa medida preventiva.

Zerada a alíquota do imposto sobre o produto

Ainda em setembro, por conta da alta dos preços dos alimentos da cesta básica, principalmente do arroz, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu zerar alíquota do imposto de importação para o arroz em casa e beneficiado.

No entanto, a medida tem um prazo de validade: enquanto durar o estado de calamidade pública por conta da pandemia do coronavírus, isto é, até 31 de dezembro deste ano.

Além disso, outra restrição do governo é que a isenção está restrita à cota de 400 mil toneladas de arroz.

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