Mesmo sem idade mínima ou necessidade de comprovação de renda, beneficiários da previdência privada ainda não sabem se o investimento é o melhor negócio

Divulgada na última quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa selic aumentou em 0,75 o ponto percentual. Desde o dia 26 de abril a taxa se mantinha em 2,75% e atualmente encontra-se em 3,50% ao ano. Com isso, os investimentos tendem a ser prejudicados, uma vez que, a renda variável é impactada.

Por isso, muitos beneficiários da previdência privada não sabem se é vantajoso ou não investir no fundo de garantia que não está relacionado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesse post, a FinanZero reúne as principais informações acerca desse tipo de investimento. Confira abaixo:

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Por que investir na previdência privada?

Primeiramente, é fundamental compreender que o principal objetivo da previdência privada é aumentar e garantir a renda do investidor durante sua aposentadoria, baseando-se sempre no valor investido pelo próprio cliente. Logo, as seguradoras estabelecem os valores a serem investidos mensalmente e o consumidor faz as aplicações.

Além disso, a possibilidade de investir na previdência privada é um meio que assegura de forma assertiva alguns benefícios governamentais aos investidores. Por exemplo, durante a declaração do Imposto de Renda, o individuo consegue deduzir os valores aplicados no plano de previdência em até 12% da sua renda anual tributável.

Essas vantagens são popularmente conhecidas como “benefícios fiscais” e vale ressaltar que também é possível diversificar as aplicações que são feitas. Nesse sentido, os investidores conseguem investir diferentes porcentagens em: renda fixa e variável, modalidade de imóveis e investimentos que são sujeitos à variação cambial.

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Como investir na previdência privada?

O primeiro passo para investir na previdência privada é escolher o tipo plano desejado, sendo estes: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A redação da FinanZero já tem um post específico explicando a diferença entre os dois planos, para conferir basta clicar aqui.

Em seguida, será necessário identificar o tipo de tributação desejada e em qual fundo o valor será aplicado. Desse modo, a ideia é verificar o tipo de renda que será investida e definir a idade de aposentadoria. Também é válido reforçar a importância de contar com um suporte correto nesse processo, assim, o investidor garante uma boa aposentadoria e alcança seus objetivos de forma vantajosa.

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Qual o rendimento dos investimentos?

Para compreender qual será o retorno do investimento na previdência privada, o cliente precisa se atentar ao tipo de tributação escolhida no início do investimento. Isto é, antes de começar a investir é preciso escolher se a tributação estará atrelada a tabela progressiva ou regressiva.

Enquanto a tabela progressiva tende a aumentar conforme o valor que o cliente investe e resgata mensalmente, a tabela regressiva, por sua vez, visa reduzir o valor da alíquota conforme o tempo investido. Na prática, funciona da seguinte maneira:

Tabela Progressiva:

Renda Mensal:Alíquota:
De R$ 1.903,99 a R$ 2.826,657,5%
Entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,0515%
De R$ 3.751,06 e R$ 4.664,6822,5%
Acima de R$ 4.664,6827,5%

Tabela Regressiva:

Tempo Investido:Alíquota:
Até 2 anos35%
De 2 a 4 anos30%
De 4 a 6 anos25%
De 6 a 8 anos20%
De 8 a 10 anos15%
Acima de 10 anos10%

Escolher a tabela progressiva ou regressiva?

A resposta para essa pergunta depende principalmente, dos objetivos traçados pelo cliente no que se refere ao investimento na previdência privada. Sendo assim, é importante que algumas questões sejam ponderadas. Entre elas:

  • Eu planejo usar esse investimento em longo prazo?
  • Pretendo resgatar algum valor durante o investimento?
  • A retirada rápida de alguma quantia é vantajosa para mim?
  • Por quanto tempo pretendo deixar o valor investido?

Assim sendo, cabe ao investidor ponderar o tipo de tributação mais adequada de acordo com a sua necessidade. A partir dessas perguntas, é possível considerar qual das duas tabelas faz mais sentido para o investimento pessoal de cada cliente.

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Quais são as vantagens de investir na previdência privada?

Além dos “benefícios fiscais” que já foram citados anteriormente, os investidores têm direito à sucessão patrimonial. Ao contrário do INSS onde não é possível realizar a transferência de patrimônio, o investimento na previdência privada permite que os valores sejam passados adiante para futuros herdeiros.

Vale ressaltar que os investidores também conseguem fazer a portabilidade do plano caso achem necessário. Desse modo, é possível migrar os planos da previdência numa mesma instituição ou fazer a transferência para outra seguradora. Não são cobrados tributos sobre essa operação, portanto, não haverão custos adicionais para efetuar a portabilidade.

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Por fim, ficou com dúvidas sobre os investimentos na previdência privada? Se sim, deixe aqui nos comentários que a FinanZero te ajuda.

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