“Débito ou crédito?”. Quem nunca passou por essa situação e não soube qual opção era melhor? Aí, diversos questionamentos surgem: será que usar o cartão de crédito e pagar no próximo mês é melhor? Ou então já tirar o dinheiro da conta seja a solução ideal? Será que pagar em dinheiro vivo compensa mais? Ou não? Ou sim? Aaaaaaah!!!!

Calma, a gente vai facilitar pra você. Antes de decidir qual é a melhor opção de pagamento, entre crédito e débito, vamos te explicar quais são as vantagens e desvantagens de cada um. Afinal, consumidor consciente consegue tem uma vida financeira saudável, não é mesmo?

Cartão de crédito é o ideal?

Independente de qual método combinar melhor com as suas necessidades, saiba que, hoje em dia,  é muito mais seguro andar com cartão do que dinheiro. A segurança de não ter dinheiro vivo na mão minimiza danos em casos de perda ou roubo, e é um ponto relevante e que pesa a favor do uso de ambos os tipos de cartão.

Fora isso, eles têm diferenças entre si. O cartão de crédito, por exemplo, ao mesmo tempo em que aumenta o poder de consumo do seu dono, tem uma das maiores taxas cobradas no mercado financeiro. 

Além disso, por oferecer a opção de pagamento de fatura lá na frente, cerca de um mês depois, o comprador tem tempo para se organizar financeiramente e ter o dinheiro necessário para o pagamento dessa dívida. Não somente isso, ele também é a modalidade mais cômoda e, por vezes, única para compras online, já que muitos sites aceitam apenas o crédito. 

De pouquinho em pouquinho…

Outro fator bem importante é que ele permite o parcelamento das compras. Assim, você consegue comprar produtos mais caros sem pesar diretamente no bolso, já que demora para pagar e pode fazer (ser em) suaves prestações. Ademais, alguns cartões  acumulam pontos a cada compra realizada – e esses pontos podem virar brindes, produtos, viagens e mais. Procure saber se o seu cartão tem essa opção e utilize o seu benefício.

Com controle financeiro e organização, a opção crédito é bem vantajosa. No entanto, se você ainda tem problemas em cuidar da sua vida financeira, talvez seja melhor deixar em segundo plano. 

Mas também tem desvantagens

A maior desvantagem dessa modalidade é, sem sombra de dúvidas, os juros altíssimos. O cartão de crédito é uma das modalidades de crédito que têm a maior taxa e são responsáveis pelo grande endividamento dos brasileiros.

Isso acontece porque é muito fácil se deslumbrar com a “falta de limite” desse pedacinho de plástico e comprar sem se planejar. Aí chega o fim do mês e você não consegue pagar a fatura inteira, optando por pagar apenas o mínimo. É dessa forma que muita gente entra no rotativo do cartão, uma bola de neve de dívidas e dor de cabeça.  

Os juros do cartão de crédito giram em torno de 253,2% por ano, algo em torno de 20% mensal. Isso é muito alto! E só aumenta conforme você vai atrasando o pagamento e se endividando ainda mais. É por isso que o número de empréstimos aumentou nos últimos anos: é preferível pagar a taxa do empréstimo, muito menor, do que a do cartão.

Veredicto: se você se organiza bem, tem uma planilha de gastos, sabe que seu cartão de crédito não é um segundo salário, e tem condições de pagar a fatura inteira no fim do mês, se joga! Caso contrário, é melhor optar pelo débito.

Debita da minha conta?

O cartão de débito dá a impressão de ter a compra quitada na hora. Tá feito, tá pago! Isso acontece porque ele debita diretamente da sua conta, no ato da compra. Logo, você já resolve essa preocupação de primeira, sem se preocupar no próximo mês. 

Atualmente, ele é o substituto direto do dinheiro, porém, é muito mais seguro do que andar com grana na carteira. Além disso, ainda é muito mais aceito nos estabelecimentos comerciais do que o cartão de crédito ou o talão de cheque, por exemplo. 

Alguns estabelecimento ainda fornecem descontos em seus produtos caso você realize  o pagamento à vista – mais um ponto para a opção do débito. Porém, para ser de fato uma forma vantajosa de pagar as suas contas, é preciso ter dinheiro na conta. Caso contrário, você pode entrar em uma nova – e assustadora – modalidade de juros: o cheque especial

Inimigo dentro do débito: o cheque especial

E essa é a maior desvantagem do débito: ele não para de funcionar quando sua conta zera. Muitas contas corrente oferecem a opção do cheque especial, que é uma espécie de limite “negativo”: sua conta chega no zero, mas o cartão continua passando e acumulando um valor que você precisará pagar posteriormente com juros. 

Parece ótimo poder gastar sem se preocupar em pagar, não é? Mas tome cuidado, pois, caso o seu cheque especial tenha um limite muito alto, você nem vai perceber enquanto extrapola. O difícil vai ser quando essa conta for cobrada. Além de precisar pagar o valor ultrapassado para voltar a ficar positivo, a taxa de juros do cheque especial gira em torno de 13% ao mês. Ou seja, mensalmente, o valor da dívida vai crescer 13%. E como faz para pagar, heim?

Assim, autocontrole é essencial, e solicitar o cancelamento do cheque especial não faz mal também. Se você não tem confiança em ter esse benefício, pense na sua saúde financeira e tome a decisão mais adequada para você.  

Qual é melhor: cartão de crédito ou débito?

Com essas informações, você escolhe! A melhor opção é aquela que vai facilitar a sua vida, e não complicá-la ainda mais. Planeje-se, parcele, tenha cuidado com o seu dinheiro e invista na sua vida!