Ter o próprio cantinho é uma delícia… Desde que você consiga pagar as contas! Saiba quanto custa morar sozinho. 

Para muita gente, sair da casa dos pais e, finalmente, ir morar sozinho é a prova máxima da entrada na vida adulta. Organizar as coisas do seu jeito, não ter que dar satisfação ao chegar tarde e fazer festas quando bem entender são algumas das vantagens de encarar a empreitada. Por outro lado, ela também significa ter que pagar as próprias contas. E, diga-se de passagem, elas não são poucas! Mas, afinal, quanto custa morar sozinho?

A resposta para essa pergunta depende de uma série de fatores. Como exemplo, do preço da pizza aos gastos na feira, o custo de vida na periferia não é o mesmo de um bairro nobre. Seja como for, o fato é que os gastos com a mudança vão muita além do preço do aluguel. Para te ajudar a se planejar, aqui vai a lista das principais despesas com que se preocupar.

1. Aluguel (e otras cositas más)

Para aqueles que não tiveram a sorte de ganhar ou de conseguir dinheiro para comprar o próprio imóvel, o aluguel é, sem dúvidas, um dos principais gastos de quem vai morar sozinho. Mas, engana-se quem pensa que ele é o único custo que você terá com moradia. Além do aluguel, outros gastos devem entrar na conta, com destaque para: condomínio, taxa de incêndio, seguro fiança e IPTU. Embora tais cobranças não se apliquem a todos os imóveis, é importante questionar sobre elas na imobiliária para evitar surpresas.

Quanto ao valor do aluguel, especialistas recomendam que, para manter as finanças em dia, o ideal é comprometer não mais do que 30% do seu orçamento com moradia. Para driblar os preços altos, uma dica é procurar imóveis menores ou fugir de bairros mais disputados. No entanto, dependendo do seu estilo de vida, morar em um local muito afastado pode aumentar seus gastos com transporte. Faça as contas!

2. Contas residenciais

Principalmente se você nunca foi convocado a pagar contas, na casa dos pais, certos serviços parecem cair do céu. É o caso, por exemplo, de gás, água e luz, além de serviços menos essenciais  — mas igualmente desejáveis —, como internet e TV a cabo.

O valor de cada um varia de acordo com cidade, estado, prestador, pacote contratado, etc. Além disso, algumas delas também entram na categoria de despesas variáveis. Ou seja, em caso de aperto, é possível tentar reduzir o valor da conta tomando banhos mais curtos, por exemplo. Mas seja realista! Na dúvida, é melhor errar para mais do que para menos.

3. Alimentação

Casa, comida e roupa lavada? Quando você opta por morar sozinho, na maior parte das vezes, é o fim dessa mamata. No entanto, você ainda precisará se alimentar diariamente, de preferência, mais de uma vez ao dia. Logo, um bom planejamento financeiro passa também por colocar na conta os gastos com feira, mercado, delivery e restaurantes.

4. Limpeza e manutenção da casa

Fora da casa dos pais, acabaram-se os dias em que “duendes”, magicamente, colocam tudo em ordem. É preciso arregaçar as mangas para fazer faxina, lavar roupa, lavar louça, etc. Mais do que apenas o trabalho, isso significa que você também terá de arcar com a compra de produtos, como: detergente, sabão em pó, amaciante, desinfetante, lustra-móveis e por aí vai.

Para quem não tem tempo ou disposição para fazer uma faxina pesada, vale considerar o custo de pagar alguém para realizar o serviço. Nesse caso, pesquise o preço médio cobrado na região, de acordo com a metragem do imóvel que deseja alugar.

5. Mobília, eletrodomésticos, acessórios, etc.

Salvo se você der a sorte de alugar um imóvel mobiliado por um preço camarada, morar sozinho pela primeira vez tem um custo bastante elevado. Isso porque, nesse primeiro momento, você também terá que providenciar um mínimo de conforto para o novo lar. Cama, mesa, geladeira, máquina de lavar roupa e fogão são alguns dos itens caros que você precisará comprar. Sem contar outros de valor mais baixo, mas que, juntos, pesam bastante no orçamento, como roupa de cama e de banho, talheres, jogo de panelas, etc.

É claro que você não precisa comprar tudo de uma vez. No entanto, tenha em mente que a ausência de certos eletrodomésticos pode encarecer o dia a dia. Por exemplo: sem um fogão para cozinhar, você terá que comer fora todos os dias. Já sem uma geladeira, onde guardar a pizza para comer no dia seguinte? Pense nisso e programa-se para garantir, ao menos, o essencial.

6. Surpresas!

Em qualquer situação, ter uma reserva de emergências já é meio caminho andado para manter as contas sempre em dia. Mas, para quem mora sozinho, ela é ainda mais imprescindível. Afinal, como pagar pelo conserto em caso de problemas no encanamento, com eletrodomésticos, entre outros? Lembre-se de que a Lei de Murphy não perdoa ninguém, e os problemas costumam surgir justo nos momentos em que você tem mais dificuldade para lidar com eles. 

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