Pagar financiamento estudantil nem sempre é tão fácil, principalmente o a alta taxa de desemprego, veja como funciona o refinanciamento do Fies

O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do Ministério da Educação (FIES), ele tem como objetivo facilitar o acesso a educação superior privada.

O programa existe desde 1999 e já beneficiou milhões de brasileiros e ele tem alguns requisitos, são eles:

  • A pessoa precisa tem feito qualquer edição do ENEM desde 2010;
  • Em seguida precisa ter o mínimo de 450 nas provas e nota maior que zero na redação;
  • Seguir os requisitos de renda para cada modalidade;

Não pode participar do Fies quem:

  • Já tiver usado o Fies antes;
  • Se acaso a pessoa estiver inadimplente com algum programa de crédito educativo;
  • Tiver renda superior ao limite do MEC;
  • Além disso o programa só vale para primeira graduação

Antes de aderir ao programa, que tem inscrições exclusivamente pela internet, você pode fazer uma simulação. Lá você deve preencher informações como número de semestres, se tem alguma bolsa do PROUNI e valor por semestre por exemplo.

A informação disponível sobre juros nessa parte é de 6,5% ao ano e o prazo de carência é de 18 meses, mas é importante lembrar que essas informações não são fixas, são apenas uma simulação.

Se você chegou ao momento de pagar o financiamento ou está com parcelas atrasadas,

Refinanciamento do Fies

Ao terminar a faculdade a realidade da maioria das pessoas não é um emprego, muitas vezes passam meses procurando. Sendo assim, fica difícil honrar com o compromisso de pagar o financiamento.

Com isso, a alternativa passa a ser renegociar a dívida do Fies, essa opção está disponível para os que estão com atraso de mais de 90 dias. O MEC abre um período por ano para renegociar o Fies, então você deve ficar atento a isso.

Para o refinanciamento do Fies você deve ir até a instituição em que assinou o contrato, lá você vai dar uma entrada entre 10% do saldo devedor e R$ 1.000. Enquanto o restante pode ser parcelado, com a condição de a prestação não ser inferior a R$ 200. Após renegociar o Fies você tem sua situação como regular novamente.

Além disso, alguns profissionais como médicos e professores, podem abater a dívida com prestação de serviço público. Funciona da seguinte forma, a cada mês que a pessoa trabalha abate 1% do valor total da dívida.

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Critérios para refinanciar o Fies

Como citamos acima, o governo abre uma vez ao ano um período em que você pode refinanciar o Fies. De acordo com a última edição os critérios para renegociar são:

  • Em primeiro lugar você precisa ter assinado o contrato até o último dia de 2017;
  • Precisa estar em fase de amortização;
  • Bem como precisa estar com uma ou mais prestações com no mínimo 90 dias de atraso;

Depois que a pessoa solicitar o refinanciamento do Fies, ela tem duas opções:

  • O reescalonamento, que funciona como um outro empréstimo para saldar a dívida;
  • E o reparcelamento, aqui você pode parcelar seu saldo devedor e ganhar até mais 48 meses para pagar a dívida

Além disso existe uma opção diferente para quem assinou o contrato até 14 de janeiro de 2010, aqui o prazo de amortização pode aumentar em até três vezes com acréscimo de 12 meses. Mas para tal você deve seguir os seguintes requisitos:

  • Em primeiro lugar você deve se enquadrar no contrato assinado até 14 de janeiro de 2010;
  • Ao solicitar, deve estar nas fases de amortização 1 e 2;
  • Em seguida, o valor da sua prestação precisa ser de R$ 100 ou mais;
  • E, por fim, a soma dos prazos das etapas 1e 2 não pode ser superior a três vezes o seu tempo de permanência no financiamento

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Como funciona o FIES?

Embora seja um programa do governo ele funciona como um empréstimo, e ele está disponível em três modalidades

  • Em primeiro lugar a modalidade sem juros, ela está disponível para moradores de qualquer região do país que tenham renda familiar de até três salários mínimos;
  • Logo depois está a modalidade 2, que vale para moradores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Mas diferente da modalidade 1, essa é para pessoas que tem renda familiar de até cinco salários;
  • E, por fim, a modalidade 3 com juros, para moradores de qualquer região com até cinco salários na renda familiar.

A taxa de juros efetiva do Fies é de 3,4% ao ano para todos os cursos. As modalidades 2 e 3 são o P-Fies, que diferente da modalidade 1, que o governo concede, são concedidas através de bancos. Além disso, o percentual mínimo de financiamento é de 50%, o máximo vai mudar de acordo com a renda da sua família.

Então as modalidades P-Fies são mais caras que a modalidade 1, mas ainda assim são muito mais baratas que as praticadas no mercado. Todas as modalidades do Fies tem em comum que você só precisa começar a pagar após terminar a faculdade, o que muitas vezes fica difícil e daí a necessidade de saber o que fazer para conseguir um refinanciamento.

As inscrições para o programa são gratuitas e acontecem todos os anos, duas vezes ao ano. Os alunos que têm bolsa do ProUni, os alunos de cursos de Licenciatura e os que tenham renda familiar de até um salário e meio por pessoa e optem pelo FGEDUC, não precisam de fiador.

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Financiamento estudantil

A maioria dos estudantes que ingressa no ensino superior faz isso por meio das faculdades particulares, sendo assim muitos deles acabam precisando de bolsas de estudos ou financiamentos.

O financiamento de qualquer coisa, uma casa por exemplo, acontece quando uma instituição paga ou compra um bem por você a vista. Então depois você devolve esse dinheiro em parcelas. A diferença para o financiamento estudantil é que você pode começar a pagar após terminar.

Essa opção existe nesse caso porque as instituições entendem que é necessário que a pessoa termine seus estudos, para então poder entrar no mercado de trabalho e, assim, poder pagar essa dívida.

Além disso você também deve prestar atenção a detalhes como a necessidade de ter um fiador, taxa de juros, que são mais baixos pelo Fies, e os prazos para renovar o financiamento.

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