Para investir em renda variável é importante saber que estes investimentos passam por constantes variações e por isso, o risco é alto. Apesar disto, eles tem maior rentabilidade.

Ao investir em renda variável, ao contrário da renda fixa, não há como prever se o investimento terá rentabilidade e qual será a porcentagem desta, afinal sua volatilidade que ocorre de acordo com as condições de mercado não permite qualquer garantia. Na renda variável também não há limitação de taxas de juros, portanto, a rentabilidade tende a ser melhor do que a da renda fixa.

Mas porque a rentabilidade varia? Como dito acima, as condições de mercado influenciam diretamente os investimentos de renda variável, então fatores como o desempenho das empresas e moedas, por exemplo, afetam o retorno do investimento.

Vale a pena aplicar em renda variável? Esta modalidade de aplicação, tem a possibilidade de gerar maiores lucros e possui opções diversas de investimentos e técnicas. A renda variável também permite conseguir um retorno a curto ou longo prazo. Como desvantagens, tem-se a chance de obter uma rentabilidade menor do que o esperado e o fato de que é possível perder dinheiro, lembrando que não há como prever o retorno do investimento.

Realizar aplicações em renda variável pode ser muito bom, porém podem ocorrer prejuízos, por isso, este tipo de investimento é recomendado para quem aceita correr riscos na tentativa de obter um grande rendimento. Aliás, destaca-se que para investir em renda variável é importante ter condições de arcar com quaisquer prejuízos que possam vir a acontecer. Para os investidores experientes, este tipo de investimento é indicado para diversificar a carteira, aplicando não todo o dinheiro, mas apenas uma parte. Para iniciantes, a melhor opção é a renda fixa.

Se após análise própria foi constatado que investir em renda variável vale a pena, veja nos tópicos abaixo algumas possibilidades relevantes.

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Como investir em ações?

Para entender como aplicar em ações, é preciso primeiro entender o que elas são. As ações são pequenas partes do capital das empresas e investir nelas nada mais é do que comprar uma ou mais destas partes. Deste modo, o investidor torna-se também um acionista e passa a receber os lucros e arcar com os prejuízos da empresa, caso esta não tenha um bom desempenho.

Antes de começar a investir é adequado realizar uma análise de mercado do nicho de uma ou mais empresas escolhidas e definir o valor que será investido, lembrando sempre que o indicado é aplicar uma parte do valor total que tem-se para investir. Existem algumas boas estratégias para aplicar em ações.

Curto prazo

Investimentos de curto prazo são aqueles que tem o objetivo de serem resgatados em um intervalo de tempo menor, podem ser dias, meses ou até 1 ano. Utilizando esta estratégia, cabe ao investidor descobrir a oportunidade mais rentável. Nesta opção, é melhor optar por ações de alta liquidez, pois assim torna-se mais fácil a venda do papel e o ganho de lucro.

Longo Prazo

Esta estratégia é mais segura e a chance de obter um retorno é maior. Ao investir em ações utilizando a estratégia de longo prazo, se a empresa crescer, o investidor cresce junto e assim acaba lucrando com ela. No longo prazo, é indicado manter a constância nas aplicações.

Dividendos

Investir em dividendos pode ser uma boa pedida, eles são porções do rendimento das empresas. Neste caso, as que vem apresentando um crescimento constante são as mais indicadas para esta estratégia, já que a previsão é que elas continuem crescendo e pagando um bom valor de dividendos.

Day Trade

Estas são as operações realizadas na bolsa de valores, no mesmo dia. Esta é uma estratégia de alto risco e é indicada para investidores experientes. Estas operações podem oferecer um ganho rápido, já que as oscilações na bolsa são constantes.

É bom lembrar que não há um valor mínimo para começar a investir em ações da bolsa de valores, o valor aplicado dependerá do tipo de ação escolhido e da quantidade.

Como investir em moedas estrangeiras?

Os investimentos em moedas estrangeiras oferecem um certo potencial de rentabilidade e são uma boa forma de preservar o capital das variações contínuas da economia brasileira. Para apostar nesta opção, o ideal é optar por moedas estrangeiras que sejam estáveis no mercado mundial e tenham boa previsão de crescimento, assim, o valor investido fica protegido de uma possível desvalorização. As moedas mais indicadas para este tipo de investimento são o dólar e o euro, que costumam sempre estar em alta, em relação ao real.

É possível investir através da moeda física, indo em uma instituição autorizada e realizando a compra. Serão cobrados IOF, spread e taxas adicionais. Atualmente este método não é tão indicado, pois pode haver desgaste do papel e roubo, além disso o dinheiro ficará parado e se estivesse aplicado estaria rendendo.

Contratos Futuros, conhecidos como Forex Futures, representam outra maneira de investir em moedas estrangeiras. Eles funcionam como acordos de compra e venda de certa moeda no futuro, por um valor que é definido antecipadamente. Para comprar um contrato futuro, é preciso ter um conta em alguma corretora de valores.

Os fundos cambiais são outra opção de investimento, estes, são fundos de investimento que aplicam em ativos vinculados direta ou indiretamente a moedas estrangeiras. Sobre eles incidem IOF, Imposto de Renda e algumas outras taxas. A rentabilidade destes fundos se altera conforme a variação no valor das moedas estrangeiras e os resgates são feitos na moeda brasileira, o real.

Existem ainda outros meios para realizar investimentos em moedas estrangeiras. Este tipo de aplicação é indicada para investidores experientes, que saibam lidar com taxas e tributos.

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Como investir em fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários, também chamados de FIIs, são fundos formados por investimentos do setor imobiliário isentos de Imposto de Renda, sendo assim, aplicando em fundos imobiliários, o investidor estará comprando pequenas partes de imóveis. Comprar cotas de FIIs é mais fácil do que adquirir um imóvel, além disso a alta liquidez dos fundos propicia uma maior liberdade para vender as cotas.

Os principais tipos de FIIs podem ser classificados em:

  • Fundos de tijolo: aqueles que investem em imóveis físicos;
  • Fundos de papel: aqueles que investem em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e similares;
  • Fundos de fundos: aqueles que compram cotas de outros fundos imobiliários.

Para escolher o melhor fundo imobiliário deve-se analisar alguns fatores, como liquidez diária, localização e qualidade dos imóveis, índice de vacância e taxas cobradas pelo fundo. Este tipo de investimento é indicado para os que tem objetivos de longo prazo, assim, os ativos tendem a valorizar.

Para iniciar os investimentos em FIIs é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores e manter ela ativa, depois tem-se que realizar a transferência do valor desejado para a conta na corretora e então escolher qual o melhor fundo para proceder com a aplicação.

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