O carnê é uma forma de pagamento parcelada, que permite ao consumidor adquirir desde automóveis até eletrodomésticos e calçados.

O carnê de pagamento funciona como uma concessão de crédito, que permite ao consumidor adquirir algum bem ou serviço e pagá-lo de forma parcelada. Normalmente, é uma forma de pagamento recorrente em lojas de departamentos, como em comércios de móveis, eletrodomésticos e roupas.

Além disso, o pagamento mediante carnê é uma opção para os consumidores que não têm condições de pagar à vista e também não têm acesso a cartão de crédito. No entanto, após a democratização do acesso ao crédito no Brasil, isso é, com o aumento da possibilidade dos consumidores conseguirem obter um cartão de crédito, a utilização do carnê de pagamento diminuiu.

Ainda assim, segundo pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), três em cada dez brasileiros utilizam o crediário como forma de pagamento, bem como os cartões de loja.

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Como funciona o carnê?

Como dito inicialmente, o carnê funciona como uma concessão de crédito, oferecida diretamente pelo comércio, para que o consumidor adquira um bem ou serviço e realize o pagamento de forma parcelada através do carnê. A data de vencimento, que normalmente é mensal, e o valor de cada parcela são combinados previamente entre o estabelecimento comercial e o consumidor.

Na prática, quando um cliente deseja adquirir algo e opta pelo carnê, deve se dirigir até o crediário da loja e negociar a quantidade de parcelas que deseja. O processo é parecido ao cartão de crédito, contudo, ao invés de pagar a fatura do cartão à instituição financeira, o consumidor pagará o boleto do carnê, além disso, diversos comércios permitem que a compra no carnê seja parcelada em até 48 vezes.

Sendo assim, o carnê é composto por vários boletos, que normalmente são pagos mensalmente, e cada um deles corresponde a uma parcela da dívida. Dessa forma, se uma compra é parcelada em 30 vezes, o carnê contará com 30 boletos. Esses boletos, por sua vez, são entregues ao consumidor de forma física ou digital, a depender da regra de cada comércio.

Por fim, é importante destacar que para realizar uma compra através do carnê, é comum que os estabelecimentos realizem uma análise de crédito, a fim de verificar se o consumidor em questão é considerado um bom pagador e se terá condições de quitar a dívida.

Além do modelo citado, existem ainda os carnês de pagamentos de serviços e impostos, como a Guia da Previdência Social (GPS), aluguel e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Quando é possível comprar no carnê?

Para comprar no carnê é necessário, antes de tudo, verificar se o local oferece esse tipo de pagamento. Em geral, o carnê é utilizado em diversas situações, com destaque para financiamentos com valores mais elevados, como veículos, imóveis e faculdade.

No entanto, é possível utilizar o carnê em compras menos complexas, como ao adquirir eletrodomésticos, móveis, roupas e calçados. Inclusive, ainda segundo a pesquisa do SPC Brasil e CNDL, 50% dos entrevistados afirmam que utilizam essa forma de pagamento para comprar roupas, calçados e acessórios.

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O que é preciso para comprar no carnê?

A análise de crédito é um dos principais critérios para realizar uma compra no carnê, pois como dito, é através dela que o estabelecimento verifica se o risco de inadimplência é baixo ou alto. Apesar disso, consumidores que têm o nome sujo podem conseguir comprar no carnê, já que algumas lojas levam em consideração o histórico de pagamento anterior à negativação.

Para além disso, é necessário também apresentar alguns documentos, sendo os mais comuns:

  • documento de identificação com foto, como RG ou CNH;
  • número do CPF;
  • comprovante de residência recente, como conta de luz, água ou internet;
  • comprovante de renda, como holerite, extratos bancários ou a última declaração do Imposto de Renda.

Como pagar o carnê?

Atualmente é possível realizar o pagamento do carnê de diversas maneiras, por exemplo, no caixa eletrônico, internet banking ou aplicativo do banco. Para isso, basta digitar o número do código de barras ou utilizar o scanner do celular.

Há ainda a possibilidade de efetuar o pagamento diretamente no estabelecimento onde fez a compra, junto a um funcionário. Nessa opção, é comum que sejam aceitos pagamentos em dinheiro e em cartão.

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O que acontece se não pagar o carnê?

Apesar do carnê de pagamento contar com taxas de juros mais baixas que o rotativo do cartão de crédito, por exemplo, o consumidor que deixar de quitar a dívida pode, ao longo do tempo, ter um acumulado de juros de mais de 40% ao ano. Isso porque, alguns setores do comércio podem cobrar até 1% de multa por mês e, em média, 2% de juros mensais.

Além disso, o consumidor pode ter o nome inscrito nos cadastros de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, isso é, ficar com o nome sujo.

Qual é a diferença entre carnê e boleto?

A principal diferença entre o boleto e o carnê, é que o primeiro é utilizado para pagamentos em uma única parcela, isso é, à vista. Por outro lado, o carnê oferece ao consumidor a possibilidade de realizar o pagamento de forma parcelada.

Além disso, é comum que os pagamentos via boleto bancário contem com um desconto, pois como citado, é considerado um pagamento à vista. Da mesma forma, o boleto pode ainda ser gerado por um profissional autônomo, e-commerce e outros tipos de empresas.

Por fim, o carnê de pagamento conta com diversos boletos, que são referentes às parcelas que devem ser pagas ao longo do financiamento.

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