Investir é fazer seu dinheiro trabalhar, é ter saúde financeira

Quando alguém fala sobre investimentos você para e pensa “ih, isso é coisa de gente rica” ou até tem interesse, mas não sabe o que fazer? É sobre isso que falaremos hoje.

Quem vai responder todas as dúvidas é a nossa Analista de Marketing Júnior, a Mirela Santos, que já brincou muito de investir por aí e tem algumas dicas para a gente.

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Por que eu devo começar a investir?

“De forma geral as pessoas recebem menos do que elas gastam, isso faz com que a economia toda se desestabilize, mas principalmente as nossas finanças ficam desestabilizadas.

Toda vez que a gente começa a ter o hábito de separar o dinheiro para que ele comece a trabalhar para ele mesmo (ou seja, render) a gente alimenta uma saúde financeira melhor.

Muitas vezes, a gente trabalha sem ver nada desse dinheiro, é como se fosse um ciclo vicioso. Investir é uma forma de sair desse ciclo. É uma forma de pensar no futuro, poder falar “ tenho como me sustentar quando eu me aposentar futuramente”, “tenho um dinheirinho que eu possa pegar e comprar aquilo que preciso, talvez à vista, sem precisar me envolver com os juros rotativo do cartão de crédito” e assim por diante.”

Mas só guardar meu dinheiro não é o suficiente?

“A gente precisa começar a ver o dinheiro como um ser vivo, ele precisa render, ele precisa estar sempre ativo. Ele é um ativo. Tem sempre uma forma de render.

Quando a gente deixa esse dinheiro sem uma forma de rendimento, ele perde um pouco a vida dele, perde o valor dele.

O que acontece hoje é que a gente tem o nosso dinheiro, mas não entende o poder que ele tem. R$ 10 não são só R$ 10, pode se tornar, daqui 10 anos, R$ 200, como daqui um mês, R$ 12.

Investir é a alternativa perfeita para que consigamos ter uma estrutura financeira melhor ao passar do tempo.”

Precisa ser rica para investir?

“Qualquer pessoa com qualquer real no bolso consegue fazer um investimento.

Falando de ativos de renda variável, hoje a gente tem investimentos a partir de 30 centavos, existem ações que podem ser compradas com apenas R$ 1. Já de renda fixa também existem aplicações pela SELIC ou pelo Tesouro Direto que são de valores baixos, que eles pedem às vezes R$ 500, R$ 300, varia bastante.

Algumas fintechs ajudam muito nisso quando elas oferecem dentro dos seus aplicativos formas de você ver os rendimentos mais adequados para o que tem capital.

Outra coisa é que investir é tudo aquilo que faz nosso dinheiro render, se você não consegue investir agora, seja em um Tesouro Direto ou em uma renda variável, você pode investir, quem sabe, em um negócio de um amigo, colocando o seu dinheiro em uma outra forma de aplicação.

Não necessariamente precisa ter aquele valor certinho para poder começar.

O start é no momento que você tem qualquer dinheiro na sua conta.

“Ah, mas eu só tenho 15 reais”, beleza o que eu posso fazer com R$ 15? Eu mesma já comprei várias ações de R$ 2.”

Mas e se eu estiver endividada? Mesmo assim vale a pena?

“Verifique se você consegue pagar suas dívidas e ainda tem dinheiro para investir.

Sempre cheque as taxas de juros do que você está devendo. Às vezes vale mais a pena pagar tudo que está negativado e depois, que estiver mais estável, começar a investir.

Mas, se você tem um dinheiro que é seu de sobrevivência e consegue tirar nem que seja 10% para investir, é uma boa. Já vai ser o suficiente para te desafogar no futuro”.

Investimentos: tipos de renda

Renda variável

“Renda variável é a que mais encanta os olhos de quem quer começar a investir. Você investe, mas sabe que pode perder dinheiro a qualquer momento. Qualquer momento pode ter uma crise ou a economia desestabilizar e afetar de modo direto a sua aplicação.

Além disso, a taxa de rentabilidade não é definida no momento da compra, e por isso você não sabe em quanto tempo ela pode aumentar ou diminuir.

Eu acredito que quem está disposto a investir em renda variável tem que saber que pode ganhar dinheiro assim como pode perder facilmente.

Primeira etapa é pesquisar muito bem o que está acontecendo: quem é a empresa que você está investindo? Por que ela pode render dinheiro para você? Por que pode ter queda?

Colocar mesmo tudo em uma planilha: quais são os prós, quais são os contras? Qual foi a maior rentabilidade dela? Vai te dar segurança no futuro se chegar aquilo novamente? São perguntas que precisam ser feitas.

E é importante lembrar que: a renda variável é fácil de você conseguir vender. Isso é algo bom, mas ao mesmo tempo pode deixar as pessoas meio ansiosas. Muitas vezes cai um centavo e a pessoa entra em desespero e acaba vendendo, mas depois de alguns minutos aumenta o preço. Então é preciso treinar seu desespero quando você vai investir nesse tipo de renda.”

Renda fixa

“Já a renda fixa eu considero um dos queridinhos da população. Foi como o brasileiro começou a entender de investimento, principalmente quando entendeu que a poupança não rende (ou rende muito pouco).

Ela pode ser calculada conforme sua rentabilidade, se é 8% ao ano ela vai se manter até o final do prazo com 8% ao ano. Preciso verificar se esses 8% são positivos ao longo do tempo, ou são negativos. Eu vou mais perder dinheiro ou ganhar? Se for ganhar, vou deixar meu dinheiro lá quietinho e ele vai trabalhar e ser feliz.”

Pré-fixadas

“Os investimentos que são pré-fixados, eles costumam ser recomendados quando há previsão de queda da taxa de juros. Por exemplo, o Brasil hoje ta com uma previsão de queda da taxa de juros, principalmente por a SELIC estar instável. Então, é recomendável você ir atrás de uma pré-fixada, desde que ela comporte aquilo que você precisa.

Quando você investe com o objetivo de resgatar um valor exato no futuro, no momento da compra já dá para você saber o quanto seu dinheiro vai render até o vencimento, isso é uma coisa muito boa da pré-fixada.”

Pós-fixadas

“E tem as pós-fixadas que estão atreladas a um indexador da economia. A pós-fixada que é envolvida com a taxa SELIC, por exemplo, vai depender da taxa SELIC. Nem sempre é uma boa se você não entender o que está acontecendo com o indexador dela.

Precisa pesquisar muito. Sempre falo, quem não quer perder dinheiro tem que ir pela onda dos investimentos de pré-fixada sim, tem que pesquisar sobre. Sempre bom começar pelas rendas fixas, por elas vocês conseguem conhecer o mercado e ver como funciona. A renda fixa é um caminho para chegar na variável, são degraus, é importante respirar e ir aos poucos.”

Perfil de investidor?

“Existem diversos perfis de investidores, desde o extremo conservador ao extremo agressivo.

Tem um pergunta que é recomendado sempre você fazer: eu quero meu rendimento a curto prazo, médio prazo ou longo prazo? Você respondendo isso vai conseguir dar os primeiros passos para entender se você é conservador, moderado ou agressivo.

Mas sempre que você entra em um aplicativo, ou banco, para tentar investir vai ter uma tela para captar informações sobre você, e eu sei, elas podem ser extremamente chatas de serem respondidas, mas vão definir exatamente quais são as formas mais corretas de acordo com seu perfil de investidor.

Ali você vai entendendo aos poucos quem é você dentro do mundo dos negócios. Quando a gente não da atenção para essas perguntas, a gente não está dando atenção para o nosso perfil de investidor. Elas são boas também para você ir anotando, percebendo as coisas sobre você e pesquisar.”

Posso fazer isso tudo sozinha ou preciso de uma corretora?

“Não existe isso de investir sozinho, você precisa de um intermediário. Não tem como ir como pessoa física e comprar ações ou investir em algo.

A corretora, ou alguns bancos, pode ser esse intermediário. Ela serve para te auxiliar. Tem pessoas ali que vão te ajudar e fazer um plano de negócios para você. E, claro, se preferir, você pode entrar em uma correta e fazer sozinho seu plano.”

Passo a passo de um investidor novato

  1. “Não invista antes de se planejar, faça uma planilha com todas as suas finanças – verifique como colocar no meio das finanças obrigatórios um valor para investir todo mês – se a gente n colocar como obrigatório, com o tempo para;
  2. Conheça um pouco mais sobre você: Qual seu perfil de investidor? Como que você pode ganhar dinheiro? Qual tempo?;
  3. Pesquise sobre o mercado – entenda um pouquinho sobre cada coisa financeira, mesmo que seja somente o básico;
  4. Vá atrás de uma corretora ou de um banco de sua extrema confiança
  5. Tente achar a mínima taxa possível de corretagem,
  6. Não tenha vergonha de perguntar e pedir ajuda – bate no banco e pede para falar com alguém, chama um amigo próximo ou vai no LinkedIn e faz umas perguntas cheias de hashtags, as pessoas sempre respondem.”

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