Contribuintes têm até o dia 30 de abril para prestar contas à Receita Federal, confira na reportagem de hoje como declarar redução de jornada no Imposto de Renda

Por conta das mudanças de 2020, com as ações do governo para tentar lidar com o impacto do novo coronavírus na economia, a Receita Federal precisou criar novas regras para o Imposto de Renda.

Por isso, neste ano, o contribuinte precisa declarar a redução de jornada ou a suspensão do contrato de trabalho no Imposto de Renda.

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Como declarar o Benefício Emergencial no Imposto de Renda?

Os valores do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego (BEm), isto é, o dinheiro que o trabalhador recebeu do governo, são considerados rendimentos tributáveis. Por isso, o benefício emergencial deve constar na declaração no campo de “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”, com a fonte pagadora do CNPJ nº 00.394.460/0572-59.

Como declarar a ajuda compensatória no Imposto de Renda?

O contribuinte também precisa prestar contas sobre a ajuda compensatória mensal paga pelo empregador. Isto é, a complementação de renda que os empregadores foram autorizados a pagar aos trabalhadores que recebiam o BEm.

Mas, ao contrário do benefício emergencial, os valores da ajuda compensatória são rendimentos não tributáveis. Por isso, precisam estar na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, no item 26 – “outros”, com o CNPJ da empresa.

Como saber quais valores recebi?

Para saber quais os valores do benefício emergencial e/ou da ajuda compensatória, basta acessar a sua Carteira de Trabalho Digital ou consultar o RH da sua empresa.

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Quem precisa declarar o Imposto de Renda 2021?

Em geral, a principal regra da Receita Federal é que a declaração é obrigatória para todos que receberam R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis no ano base. No entanto, outras condições podem te tornar elegível para entregar a declaração.

Dentre elas:

  • teve receita bruta superior a R$ 142.798,50 com atividade rural;
  • recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados direto na fonte, superiores a R$ 40 mil;
  • obteve ganho de capital de alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto;
  • realizou operações em bolsas de valores;
  • por fim, quem teve a posse ou propriedade de bens de valor superior a R$ 300 mil.

Até quando posso entregar a declaração?

O calendário do Imposto de Renda 2021 determina que o contribuinte tem até às 23h59 do dia 30 de abril para entregar a declaração.

No entanto, recomenda-se que você não deixe para preencher as informações da declaração no final do prazo.

Além disso, é importante lembrar que o contribuinte que perder o prazo da declaração terá que pagar multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o valor maior.

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Quando receberei a restituição?

De acordo com a Receita Federal, cerca de 60% dos 32 milhões de contribuintes têm direito a receber a restituição do IR 2021.

Neste ano, a restituição do Imposto de Renda vai acontecer em cinco datas diferentes:

  • 1º lote em 31 de maio;
  • 2º lote em 30 de junho;
  • 3º lote em 30 de julho;
  • 4º lote em 31 de agosto;
  • Por fim, 5º lote em 30 de setembro.

Além disso, é importante lembrar que, por lei, há contribuintes que são prioritários na hora de receber a restituição do Imposto de Renda. Dentre eles:

  • idosos a partir de 60 anos;
  • portadores de deficiências físicas ou mentais;
  • profissionais cuja fonte de renda seja o magistério;
  • por fim, portadores de doenças graves.

Por fim, ficou com mais alguma dúvida sobre como as novas regras do Imposto de Renda 2021? Deixe nos comentários e não se esqueça de seguir a FinanZero nas redes sociais: @finanzero no Instagram, /FinanZero no Facebook e @finanzero no Twitter.