Antes de fazer um crédito pessoal é relevante entender o propósito do produto financeiro

O crédito pessoal é um produto voltado para emergências. Na prática, isto significa que ele não é a melhor opção para uma quantia superior a R$ 50 mil a ser pago em um longo prazo. O ideal é que o crédito pessoal seja solicitado em quantias menores, e que o seu parcelamento não dure anos.

O motivo do crédito pessoal ser um produto emergencial é a sua vasta variação da taxa de juros. Sem um bem em garantia para minimizar o risco do banco, é possível encontrar juros a 0,99% ao mês a até mais de 20% ao mês.

Por esta razão, o crédito pessoal é um dos produtos financeiros que mais demanda paciência para pesquisa por parte do consumidor. Na pressa, o cliente poderá assinar um contrato com juros maiores do que poderia ter encontrado se tivesse pesquisado mais.

Qual a diferença entre crédito pessoal e empréstimo pessoal?

Nenhuma. Ambos os termos referem-se ao mesmo produto que possui os seguintes requisitos:

  • É necessário ser maior de 18 anos para fazer a solicitação e assinar o contrato;
  • Não é necessário deixar um bem (imóvel, veículo ou joias) como garantia do crédito;
  • Na maioria dos casos é necessário comprovar renda para conseguir a abertura da linha de crédito;
  • É necessário ter uma conta bancária, onde a instituição financeira fará o depósito (exceto conta salário);

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Como funciona o crédito pessoal?

Veja abaixo as principais etapas do funcionamento da contratação do crédito pessoal:

Simulação ou solicitação

Em um primeiro momento, a pessoa que estiver interessada em contratar um empréstimo pessoal deverá fazer uma simulação do pedido ou fazer uma solicitação. Ambas as situações são muito similares, pois envolvem:

  • A necessidade de informar os dados pessoais;
  • Uma análise de crédito do perfil do solicitante com base nos dados enviados;
  • A apresentação das propostas pré-aprovadas ao fim;

Apesar das palavras não serem sinônimos, na prática, a solicitação de crédito pessoal e a simulação são a mesma coisa. Em alguns simuladores mais “simples”, a pessoa pode calcular o parcelamento e a taxa de juros a longo prazo sem informar qualquer dado pessoal.

Entretanto, a pré-aprovação de crédito não é real, já que a análise de crédito não foi feita. Inclusive, esta é uma metodologia muito utilizada por estelionatários já que estes não possuem a intenção de conceder o crédito. Para isso, os criminosos apresentam um tabelamento de preços.

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Empresas financeiras sérias e confiáveis não tabelam os preços. Pois a análise de crédito é uma etapa fundamental na aprovação de um pedido de crédito pessoal:

  1. A empresa desenvolve sua própria fórmula para calcular a taxa de juros. Esta fórmula pode contabilizar a idade, a profissão, o estado civil, o gênero, o número de dependentes, o histórico de pagamentos, etc. Cada empresa define quais os dados são relevantes para definir o risco de inadimplência do consumidor (risco do mesmo não pagar as parcelas);
  2. O risco de inadimplência é definido;
  3. Por meio deste risco, a taxa de juros é calculada;

Apesar de muitos clientes não acharem confortável compartilhar os dados pessoais, esta ação é essencial nos pedidos de crédito. E a falta dela pode indicar que há algo errado com a empresa.

Aprovação do crédito pessoal

Após a pré-aprovação do empréstimo pessoal resultante da simulação ou solicitação, a documentação informada no cadastro deve ser apresentada. Nos pedidos online, os documentos podem ser escaneados ou fotografados. Os principais documentos são:

  • Documento de identificação com foto: são válidos o Registro Geral (RG), o passaporte, a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  • Comprovante de renda: são válidos o extrato bancário, o holerite, o pró-labore e a declaração do Imposto de Renda;
  • Comprovante de endereço;

Ao solicitar o comprovante de renda é comum que os bancos, financeiras e fintechs peçam a senha do internet banking. Este fato é normal e não apresenta risco para o consumidor, visto que esta senha não permite movimentações bancárias, somente o acesso ao extrato.

A senha do internet banking não é a mesma dos cartões de crédito ou de débito. E, caso seja, esta foi uma decisão do cliente, e o mesmo pode alterar as senhas quando quiser.

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Assinatura do contrato

Após a documentação ser comprovada, o cliente deve assinar a contratação do crédito pessoal. Somente então a instituição financeira fará o depósito do valor solicitado. Na FinanZero este prazo é de até 48 horas úteis.

É recomendado que a pessoa leia todo o contrato antes de assiná-lo, pois nele estão explícitas as consequências sobre imprevistos.

Pagamento das parcelas

As parcelas do crédito pessoal devem ser pagas nos meses estabelecidos no contrato. Acrescidas ao valor do parcelamento do empréstimo estarão:

  1. A taxa de juros;
  2. As tarifas cobradas pela instituição;
  3. As tarifas de documentação;
  4. Os impostos;

A somatória de todos estes custos é intitulado Custo Efetivo Total (CET). Este valor é demonstrado em forma de percentual ao mês ou ao ano.

Conforme as normas do Banco Central (BC), as empresas financeiras são proibidas de fazer qualquer cobrança antecipada. Todas as tarifas bancárias são cobradas diluidamente nas parcelas do empréstimo.

Apesar da regulamentação do BC, muitos estelionatários fazem a cobrança antecipada sem qualquer intenção de liberar empréstimos. Por isso, o consumidor deve ficar atento aos golpistas, e ter em mente que qualquer pessoa ou empresa que faça este tipo de cobrança já está cometendo um crime.

Veja abaixo os principais nomes dados pelos criminosos para a cobrança antecipada:

  1. Taxa de avalista;
  2. Tarifa pelo score baixo;
  3. Taxa antecipada de contratação do seguro do crédito;
  4. Depósito de liberação;
  5. Juros antecipados;

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