Entenda a importância de ter os seus rendimentos registrados e saiba quais documentos servem como comprovante de renda.

Você resolveu fazer um empréstimo. Oba! É hora de separar os documentos necessários para começar o processo com a instituição financeira que você escolheu. Mas tem um item ali que está meio confuso… Afinal, o que é o comprovante de renda? Para que ele serve e por que raios ele está em uma lista de documentos para pegar um empréstimo?

Como o próprio nome já sugere, o comprovante de renda serve para que você comprove quanto você tem de renda mensal ou anual. É um registro dos seus rendimentos. Por isso, é também bem importante para que você saiba como anda a sua saúde financeira e possa ter o mínimo de controle obre seus ganhos e gastos.

Para o pedido de empréstimo, esse documento é necessário por um motivo: ninguém empresta dinheiro para outra pessoa sem saber se ela vai conseguir pagar de volta.

Se nem você faz isso, imagina um banco! É preciso ter algumas garantias de que o cliente irá conseguir devolver o valor que emprestou. Isso, claro que somando as taxas e dentro das parcelas solicitadas.

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O que serve como comprovante de renda?

Antigamente, o processo de comprovação de renda era bem mais chato. Poucos documentos eram aceitos, e o principal era o DECORE (Declaração Comprobatório de Percepção de Rendimentos), um documento em que ficam registrados os rendimentos do solicitante.

Porém, tirar essa declaração não é para qualquer um. Muito pelo contrário, a única pessoa que pode emitir esse papel é o contador. 

Hoje em dia, o DECORE ainda é super válido, mas não é o único documento que cumpre essa função. Existem outras alternativas de comprovação, que se destacam pela sua facilidade e praticidade, inclusive para os empreendedores autônomos.

Com um computador ou celular, você consegue ter acesso às alternativas de comprovante sem precisar se deslocar até o banco e ficar horas na fila.

Para trabalhadores com carteira assinada

Quem tem carteira assinada tem uma baita vantagem. Neste caso, o holerite mensal já funciona como comprovante. Holerite é aquele papel em que estão escritos todos os detalhes do seu salário.

Assim, ele contém informações como valor bruto, descontos, contribuições e tudo o que for relacionado ao seu recebimento mensal. Basta escolher os últimos 3 ou 4 holerites e levar para o banco de sua escolha junto com os outros documentos.

Para autônomos

Não ter um vínculo empregatício formal não chega a ser um problema Mas, você vai precisar de alguns comprovantes a mais. Se você não tem um holerite, pode recorrer aos seus extratos bancários.

Primeiro, garanta que você tem uma conta corrente – se não tiver ainda, é hora de abrir. Deposite nela tudo o que você ganha mensalmente, e, se tiver mais de uma conta, tente concentrar tudo em uma só.

O extrato bancário funciona como comprovante de renda a partir de seis meses, pois registra que você tem uma movimentação ativa de dinheiro.

Outro documento importante e eficiente é a declaração do imposto de renda (IR). Enquanto o extrato bancário comprova sua renda mensal, a declaração do IR apresenta um ano todo de rendimentos.

Funciona não só para comprovar a sua condição de pagar as parcelas do empréstimo, como dá um panorama do seu perfil – se você é uma pessoa ativa financeiramente, quais são os tipos de renda que você tem, etc.

Os bancos costumam levar isso em consideração na hora de analisar o pedido de empréstimo, pois uma pessoa que não tem muita movimentação pode não ter como arcar com as parcelas mais pra frente e vir a se tornar inadimplente.

Claro que o DECORE também funciona. O melhor dos mundos é você ter esses três documentos como comprovante de renda, mas só o extrato bancário já pode funcionar tranquilamente.

Se possível, tenha também recibos e contratos dos trabalhos que você faz, com o valor de cada um. A sua área de atuação e os valores recebidos podem influenciar positivamente a decisão do banco ou financeira.

Outros documentos para além do comprovante de renda

Lembrando que, além do comprovante de renda, outros cuidados são importantes na hora de solicitar o empréstimo. Tenha o CPF regularizado – e, caso ele esteja irregular, tente resolver essa questão o mais rápido possível. Mesmo se você não trabalhar em regime CLT, também vale a pena abrir um MEI e emitir notas que comprovem sua atividade.

Com o comprovante de renda em mãos, quanto eu consigo?

A renda que você apresentar e o modo como você a administra serão usadas como base para a concessão do empréstimo. Se a sua renda for muito menor que o valor que você pediu emprestado, é bem difícil que o banco concorde com essa solicitação por inteiro.

Afinal, você vai precisar pagar com juros, não é? Por isso, dentro desse número, as parcelas do empréstimo não podem comprometer mais do que 30% da sua renda mensal.

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