A máquina pública está inchada de acordo com o que é mostrado. Contudo, dados comparativos com países da OCDE comprovam que a afirmação não é bem assim tão verdadeira, e que poucas pessoas realmente entendem o que é isso

Nesta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgou uma pesquisa intitulada: “O peso do funcionalismo público no Brasil em comparação com outros países”. Com isso há a defesa da ideia de que o serviço público brasileiro sofre com excesso de pessoal.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), composto por 34 entidades associativas e sindicais e que representam mais de 200 mil servidores públicos, publicou uma nota de repúdio contra a publicação.

Segundo o Fórum o estudo elaborado pela CNI apresenta informações distorcidas. Uma delas é sobre a questão salarial. Segundo o Fonacate, os números da CNI se reportam a outra instituição multilateral, o Banco Mundial, a um estudo também repleto de inconsistências metodológicas.

“A realidade é que 93% do funcionalismo brasileiro está no Poder Executivo, com média salarial de R$ 4.200,00”, destacou o Fórum.

E complementou: “o serviço público brasileiro não tem excesso de pessoal. Temos 12,5% de empregados no setor público, contra 21,1% na média da OCDE. Ou seja, possuímos déficit de pessoal na comparação com países que prestam mais serviços à sua população”.

Máquina Pública mostra que a realidade é que 93% do funcionalismo brasileiro está no Poder Executivo, com média salarial de R$ 4.200,00

Com isso, o serviço público brasileiro não tem excesso de pessoal. Temos 12,5% de empregados no setor público, contra 21,1% na média da OCDE. Ou seja, possuímos déficit de pessoal na comparação com países que prestam mais serviços à sua população.

Na realidade, esse excesso de servidores e o inchaço na máquina pública não são bem verdade.

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Média de crescimento anual do emprego no setor público não chega a 1%

Um estudo mais recente, realizado também pela OCDE, mas com foco nos países da América Latina e no Caribe , demonstra que a taxa de crescimento médio anual do emprego no setor público brasileiro, entre os anos de 2011 e 2018, não chega a 1%. Isso comparado aos outros países analisados.

Já a taxa de participação do serviço público em comparação ao emprego total, no mesmo período, é de 12,5%.

Mesmo na América Latina, o Brasil não ocupa as primeiras posições, ficando atrás de países como Trinidad e Tobago (25,9%), Barbados (23,6%) e Guiana (22,1%).

Mas, você deve estar se perguntando a importância dessa comparação com os países da OCDE. Contudo, a explicação é simples: esses países se destacam tanto no quesito arrecadação, quanto na qualidade dos serviços prestados à sua população, sendo referências nessas avaliações.

Além disso, essas análises têm como um dos objetivos avaliar como os serviços públicos são prestados nesses países. Se por servidores públicos ou em parceria com o setor privado.

A vantagem de oferecer serviços, ainda assim é realizados por servidores públicos, especialmente os essenciais, como Saúde, Segurança e Educação, é que esses profissionais atuam atendendo, exclusivamente, os interesses do Estado.

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