PIS e NIS têm o mesmo número, mas origens diferentes; entenda como funciona, para que as siglas servem e qual a importância desses serviços do governo

PIS (Programa de Integração Social) e NIS (Número de Identificação Social) são duas dentre as siglas que o governo utiliza para nomear benefícios ou cadastro em programas sociais.

Por isso, seja para consultar FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) ou para ter acesso aos benefícios sociais, é importante entender o que cada nomenclatura significa.

Basicamente, o PIS e o NIS são o mesmo número, mas tem diferenças na forma como são gerados e utilizados. Confira abaixo o que cada sigla significa.

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Qual a diferença entre PIS e NIS?

Na prática, não há diferença entre PIS e NIS. Isso porque são siglas diferentes para o mesmo número.

No entanto, como dito anteriormente, existe uma diferença no modo como são gerados. Já que:

  • O Número de Identificação Social (NIS) é gerado pelo Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), da Caixa Econômica Federal;
  • Já no caso do PIS, a inscrição é apenas para pessoas que trabalham com carteira assinada em empresas privadas. Por isso, o número é gerado no primeiro emprego.

Além disso, o número do NIS é uma inscrição para todas as pessoas que têm direito a receber algum benefício social do governo, dentre eles o Bolsa Família. Por isso, ele identifica quem tem direito aos benefícios sociais, independente de ter vínculo com alguma empresa.

Mas caso o brasileiro trabalhe com carteira assinada e tenha direito a algum benefício do governo, ambas as inscrições se tornam equivalentes. Por isso, o número passa a ser uma inscrição NIS/PIS com informações mais detalhadas sobre a pessoa e com dados do empregador.

Por que o número do PIS/NIS é importante?

O número do PIS/NIS é importante para conseguir receber, consultar e sacar alguns benefícios do governo, como o FGTS e o seguro-desemprego.

Além disso, o PIS e Nis são importantes no cadastro de programas sociais, como, por exemplo, o Bolsa Família.

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O que é PIS?

O PIS é uma sigla para Programa de Integração Social. Basicamente, é um número de cadastro para trabalhadores com carteira assinada em empresas privadas.

O número do PIS é gerado no primeiro emprego através do Documento de Cadastramento do NIS (DCN). É através desse número que é possível consultar e sacar alguns benefícios como: seguro-desemprego, FGTS e receber o abono salarial do PIS.

O que é o abono salarial do PIS?

Em resumo, o abono salarial do PIS funciona como um 14º salário pago ao trabalhador de baixa renda. Mas para ter direito ao benefício é necessário cumprir alguns requisistos:

  • estar cadastrado há pelo menos 5 anos no programa;
  • ter recebido uma média de até dois salários mínimos no ano anterior;
  • ter trabalhado pelo menos 30 dias com carteira assinada – corridos ou não – no ano-base;
  • por fim, ter os dados informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)

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Quanto posso receber no PIS?

O valor do PIS varia entre os trabalhadores. Isso porque a quantia paga depende de quanto tempo a pessoa trabalhou no ano base. Mas o limite máximo é de até um salário mínimo (isto é, R$ 1.100 em 2021).

Por isso, caso a pessoa trabalhou apenas um mês, por exemplo, ganha proporcionalmente: 1/12 do salário mínimo. Mas é importante lembrar que os valores são sempre arredondados para cima e seguem a seguinte tabela:

Quantidade de meses trabalhadosValor
1R$ 92
2R$ 184
3R$ 275
4R$ 367
5R$ 459
6R$ 550
7R$ 642
8R$ 734
9R$ 825
10R$ 917
11R$ 1.009
12R$ 1.100

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O que é NIS?

NIS é uma sigla para Número de Identificação Social. Basicamente, é um número de registro da Caixa Econômica Federal das pessoas que recebem algum benefício social do governo. Por isso, ele garante o acesso aos programas sociais do governo, mesmo que a pessoa não tenha um vínculo trabalhista.

Além disso, entre os programas que utilizam o NIS no cadastro, temos:

  • Bolsa Família;
  • Minha Casa Minha Vida;
  • Garantia Safra,
  • entre outros.

Por fim, o PIS e NIS podem ser úteis para consultar benefícios como seguro-desemprego, FGTS, licença maternidade, entre outros.

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