Plano de saúde se tornou um utensílio de alto valor em 2021 com os recentes aumentos

No início do ano muita gente teve a surpresa de receber uma carta de aumento do plano de saúde em que é cadastrado. Isso porque, com a atual pandemia alastrada, os gastos com utensílios médicos só aumentam. Porém, o consumidor não pode arcar com isso sozinho, já que a mesma pandemia ocasionou em uma alta nos desempregos.

Desse modo, o que pode ser feito?

Pois, em resposta a alta de preços repentina dos planos de saúde a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que os planos de saúde deverão reajustar os valores de 2020 de forma diluída em 12 meses, a partir de janeiro de 2021. O órgão havia determinado, em agosto, a suspensão das correções de valores pagos pelos beneficiários por 120 dias, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Mas, infelizmente não dá mais para fugir do aumento estipulado.

A Diretoria Colegiada da ANS estipula agora que as mensalidades podem ser reajustadas, mas operadoras devem discriminar a cobrança de forma detalhadas nos boletos.

Por exemplo: se o aumento for de 10% por mensalidade devia a cobertura nova de exames de Covid-19 isso deve estar nitidamente exposto.

Deve constar o valor da mensalidade, mais o valor da recomposição e quantas parcelas ainda serão cobradas com esse adicional.

A suspensão do reajuste só durou até dezembro de 2020.

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Quanto vai aumentar o plano de saúde?

Os percentuais definidos para o aumento dos principais planos de saúde, ainda no ano passado, foram:

  • Amil: 8,56%
  • Bradesco: 9,26%
  • Sulamérica: 9,26%
  • Itauseg: 9,26%

Outros planos também irão sofrer alteração nos preços de suas mensalidades. Contudo não houve divulgação dos percentuais exatos. Sabe-se que não pode-se passar de 10% de aumento devido as atuais regras da ANS.

Cálculo do plano: como é feito?

O plano de saúde é calculado de acordo com a faixa etária de quem usa, e também, pode ter variações se a pessoa apresenta doenças pré-existentes, como diabetes, hipertensão, é transplantando entre outros.

O cálculo é feito pela operadora e ocorre da seguinte maneira:

  • a soma é feita assim: cada custo gerado por atendimento médico tem um valor X que é repassado junto aos possíveis gastos gerados.

A porcentagem resultante desse cálculo será informada à ANS e aplicada a todo o grupo.

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Quem vai pagar o reajuste do plano de saúde?

Para os contratos entre 2 de janeiro de 1999 e 1º de janeiro de 2004, os reajustes são para:

  • 0 a 17 anos;
  • 18 a 29 anos;
  • 30 a 39 anos;
  • 40 a 49 anos;
  • 50 a 59 anos;
  • 60 a 69 anos;
  • 70 anos ou mais – não pode ser maior que 6 vezes o valor da faixa inicial (0-17 anos).

Além disso, para os contratos após 1º de janeiro de 2004, os reajustes são para:

  • 0 a 18 anos;
  • 19 a 23 anos;
  • 24 a 28 anos;
  • 29 a 33 anos;
  • 34 a 38 anos;
  • 39 a 43 anos;
  • 44 a 48 anos;
  • 49 a 53 anos;
  • 54 a 58 anos.
  • 59 anos ou mais – não pode ser maior que 6 vezes o valor da primeira faixa (0 a 18).

Observação: por lei, a diferença de preço que fica a mais entre a faixa etária de 44 a 48 anos e a faixa de 59 anos ou mais não pode ser maior que a diferença na faixa de 0 a 18 anos e a de 44 a 48 anos.

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