Desemprego continua em crescimento no Brasil e atinge taxa de 13,7%

Apesar da suspensão do isolamento social e da reabertura dos comércios nos Estados do Brasil, a taxa de desemprego no país continua a subir. De acordo com Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o mercado de trabalho está na fase de dispensas.

Isso porque na quarta semana do mês de julho a taxa de desemprego no Brasil atingiu os níveis de 13,7%. Além disso, o grupo de pessoas que gostaria de trabalhar, mas desistiu de procurar emprego por enquanto por conta da pandemia somou 18,5 milhões. Os dados são da Pnad Covid-19, (versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgada nesta sexta-feira (14) pelo IBGE.

Já de acordo com a Pnad Contínua, que é usada como indicador de desemprego no Brasil, a população ocupada chegou ao menor nível desde 2012. Além disso, 8,9 milhões de brasileiros perderam o emprego entre abril e junho deste ano.

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Fui demitido durante a pandemia. E agora?

A pandemia da covid-19 resultou em um alto índice de desemprego. Entretanto, apesar dos impactos na economia, as regras e direitos trabalhistas se mantêm.

Seguro-desemprego

O seguro-desemprego é um benefício pago temporariamente ao trabalhador que tinha carteira assinada e foi demitido sem justa causa. Para receber é preciso estar dentro de alguns critérios:

  • Dispensa sem justa causa;
  • Estar desempregado no momento do requerimento do benefício;
  • Não ter renda própria para o sustento de sua família;
  • Não receber nenhum outro benefício de prestação continuada do INSS – exceto pensão por morte ou auxílio-doença

No entanto, é necessário trabalhar por determinado período para ter direito ao benefício:

  • Pelo menos 12 dos 18 meses antes da demissão – no caso do primeiro pedido;
  • Por no mínimo 9 dos 12 meses antes da dispensa – no caso de segundo pedido, e
  • Para as demais solicitações é preciso ter trabalhado nos 6 meses antes da demissão.

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Quais são os documentos para pedir o seguro-desemprego?

Alguns exemplos de documentação solicitada tanto no pedido presencial como no online, são:

  1. Documento de identificação com foto: Cédula de Identidade (RG), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o passaporte;
  2. Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  3. Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
  4. Documento de Identificação de Inscrição no PIS/PASEP;
  5. Termo de rescisão do contrato de trabalho,
  6. Documentos de levantamento dos depósitos no FGTS ou extrato comprobatório dos depósitos.

Aumento nos pedidos de seguro-desemprego

Em meio à pandemia do novo coronavírus foram feitos 960.258 pedidos de seguro-desemprego no mês de maio. As cidades que mais tiveram solicitações foram:

  • São Paulo com 281.360 pedidos;
  • Minas Gerais com 103.329 solicitações e,
  • Rio de Janeiro com 82.584 pedidos.

Os dados são do Ministério da Economia e foram divulgados em 9 de junho.

Mapa das Empresas

Por conta da pandemia e do desemprego, muitos brasileiros tiveram que encontrar alternativas para lidar com esse momento. Seja por meio de freelas ou tentando abrir um negócio próprio.

Segundo ferramente online, Mapa das Empresas, disponibilizada pelo Ministério da Economia, o país teve um saldo positivo de 168 mil empresas abertas em julho. Entretanto, o número de negócios que foram fechados também é alto somando 81.816. Até o momento, na somatória do ano, os MEI’s representaram o maior número de novos negócios

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