Milhões de beneficiários não estão conseguindo fazer pagamentos no app Caixa TEM

Entre os dias 27 de junho a 4 de julho, a Caixa Econômica Federal (CEF) fez o pagamento do auxílio emergencial para beneficiários de diferentes lotes. Nestas datas, cidadãos receberam, por meio do aplicativo Caixa TEM , a 1ª, 2ª ou 3ª parcela.

O sistema do app novamente sofreu uma sobrecarga, e os técnicos da Caixa já disponibilizaram a atualização do software por meio das lojas virtuais Apple Store e Google Play Store.

Entretanto, mesmo os usuários que atualizaram o app não estão conseguindo acessar a conta para fazer pagamentos. No Twitter, a hashtag #CaixaTEMNAOFUNCIONA é crescente na rede social, e a insatisfação dos cidadãos brasileiros é alta dentre os comentários.

O pagamento do auxílio emergencial não foi planejado. Com isso, muitos desafios tiveram de ser superados pela equipe de execução do projeto, dentre técnicos e desenvolvedores, membros do Ministério da Cidadania, da Caixa e da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev):

  • As filas de saques nas agências da Caixa que iam contra as recomendações de saúde de distância social na pandemia do coronavírus;
  • O suporte do sistema operacional em meio a milhões de acessos simultâneos no app;
  • A definição dos calendários de pagamentos, devido aos diferentes lotes de beneficiários;

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Por que não consigo acessar o Caixa TEM?

A solução para as filas das agências físicas da Caixa foi definir calendários de datas diferentes para saques e transferências. Pois mesmo com as datas de saques de cada lote de beneficiários definida, as pessoas começaram a transferir os R$ 600 para outras contas bancárias, e então iam fazer o saque em espécie na Caixa. Ou seja, definir as datas não resolveu o problema das aglomerações.

Contudo, definir calendários diferentes para saques e transferências acabou gerando uma nova dificuldade: o aumento de acessos simultâneos no app. Lembrando que além do auxílio emergencial, o Caixa TEM também é responsável pela distribuição do saque emergencial do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e das parcelas do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm).

Com as datas de transferências, a solução dos beneficiários para antecipar os saques foi gerar boletos de contas abertas em fintechs e empresas de meios de pagamentos. Pagando o boleto gerado no Caixa TEM, a transferência não precisa seguir o calendário definido pela instituição bancária.

Mas com milhões de pessoas fazendo a antecipação, o sistema operacional do app voltou a ficar sobrecarregado. As instabilidades apareceram, e a nova solução da Caixa foi fazer uma fila de pagamentos no app, que tem chegado a média de 1 hora de espera, e em casos extremos, a até 5 horas de espera.

Qual o horário para fazer pagamentos no Caixa TEM?

Se anteriormente a julho uma solução era tentar acessar o app durante a madrugada e em horários com menos usuários ativos, a nova atualização da Caixa não permite esta opção. O horário para fazer pagamentos no app Caixa TEM é das 7h às 21h.

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O que fazer se o Caixa TEM não funciona?

Após verificar que o app está atualizado, o funcionamento do Caixa TEM depende diretamente da força operacional da Caixa. Se aparecer a mensagem de que o sistema está temporariamente indisponível, resta aguardar, pois o problema é com a performance do aplicativo.

Contudo, se o “não funcionar” refere-se à fila de espera de 1 hora ou mais para realizar pagamentos, o usuário conseguirá fazê-lo (dentro do horário de funcionamento das 7h às 21h) se:

  • Abrir o app e entrar na fila;
  • Não fechar o aplicativo;

O Caixa TEM não precisa ficar aberto na tela para que a pessoa esteja na fila. Mas se ele for encerrado, a pessoa perde a vez da fila. Em muitos smartphones existe a opção “excluir tudo” na lista dos apps em execução no momento. Se isto for feito e a pessoa estiver na fila do Caixa TEM, ela deixará a fila virtual.

A sessão da fila também pode expirar com conexões ruins de internet. O ideal é entrar na fila do app em um ambiente estável:

  • Com bom sinal de dados móveis (3G ou 4G);
  • Perto de roteadores em redes wi-fi;

Após chegar a vez no aguardo na fila, no Twitter as pessoas têm relatado maior sucesso com pagamentos com QR Code ao invés do código de barras nesta segunda-feira (6). Mas a Caixa pode disponibilizar novas atualizações que corrijam problemas com o pagamento via código de barras.

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