Confira as dicas para identificar e não cair em golpes do empréstimo

Com a evolução tecnológica que impulsionou a desburocratização dos serviços financeiros, também surgiram maiores oportunidades para estelionatários e golpistas fazerem mais vítimas.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela SPC Brasil em conjunto com a CNDL em agosto de 2018, cerca de 12 milhões de brasileiros haviam sofrido alguma fraude financeira nos 12 meses anteriores à pesquisa. A população brasileira está estimada em cerca de 209 milhões, conforme dados do Banco Mundial.

Confira abaixo as dicas para identificar uma fraude financeira, o famoso “golpe”, e também o que fazer caso você seja vítima deste tipo de crime.

Veja também – Simule seu empréstimo pessoal e receba ofertas pré-aprovadas em até 5 minutos!

O que é o golpe do empréstimo falso?

Em geral, o golpe do empréstimo falso é uma fraude financeira aplicada por uma pessoa ou quadrilha. Há três formas centrais de atuação dos golpes do empréstimo falso:

  • o(s) criminoso(s) se passa por uma empresa já conhecida e geralmente de grande porte, como bancos e fintechs;
  • o(s) criminoso(s) cria uma instituição financeira de mentira, sem CNPJ;

Após escolher a forma de atuação, o criminoso entra em ação de diferentes formas:

  1. Criando um site falso de empréstimo;
  2. Oferecendo empréstimo em grupos de redes sociais;
  3. Entrando em contato com clientes que interagem com financeiras nas redes sociais;

As principais redes sociais utilizadas pelos fraudadores para encontrar e atrair vítimas são Facebook, E-mail, Instagram, Twitter e até mesmo pelo Youtube.

Por fim, o(s) criminoso(s) entra em contato com a vítima pelo WhatsApp e “fecha o acordo” por lá mesmo. É neste momento que será feita a solicitação das cobranças antecipadas, dando diferentes nomes para a mesma:

  1. Taxa de avalista;
  2. Tarifa pelo score baixo;
  3. Taxa antecipada de contratação do seguro do crédito;
  4. Depósito de liberação;
  5. Juros antecipados;

Nenhum dos termos mencionados acima são cobrados por instituições financeiras sérias e regulamentadas pelo Banco Central.

Veja também – A Finanzero é confiável?

Como não cair no golpe do empréstimo? Veja 4 passos

Veja 4 passos para não cair em golpes do empréstimo:

Nunca faça depósitos antecipados para evitar golpes

O golpe do empréstimo é aplicado quando o cliente acredita que precisa depositar determinado valor para que seu empréstimo seja aprovado. Acima já estão listados os principais termos para identificar esse depósito antecipado.

Por isso, quando uma pessoa ou empresa solicitar a cobrança antecipada, o consumidor já deve ficar atento, pois isso já constitui crime. Pelas normas do Banco Central, esta prática é ILEGAL em território nacional.

Empresas regulamentadas e que seguem as normas impostas jamais fazem cobranças antecipadas.

E-mail: confira o domínio e a ortografia do texto

Caso o consumidor receba um e-mail suspeito (e até a verificação, TODO e-mail é suspeito), recomenda-se que o mesmo se faça algumas perguntas:

  • Conheço essa empresa?
  • Fiz um pedido de empréstimo?
  • Eu me cadastrei para receber ofertas de empréstimo?

Após o consumidor se fazer essas perguntas, já terá indícios para saber se o e-mail é verdadeiro, ou se se trata de uma fraude.

Mas agora os pontos mais importantes da análise do e-mail:

  • Erros gramaticais: por não ser uma empresa séria, o(s) estelionatário(s) deixa rastros de que apenas deseja fazer vítimas. Um deles é cometer erros gramaticais. Erros ortográficos no texto são comuns em golpes de empréstimo por e-mail.
  • Domínio do e-mail: verificar o e-mail de quem envia o conteúdo é importante para identificar um golpe. Geralmente as empresas de grande porte e concededoras de empréstimo possuem o próprio domínio.

Não sabe o que é domínio de e-mail? Veja o exemplo abaixo:

Domínio próprio: contato@nomedaempresa.com
Domínio da empresa dona do e-mail: nomedaempresa@gmail.com, nomedaempresa@hotmail.com, nomedaempresa@yahoo.com.br

Assim, se o e-mail não possui o domínio próprio, vale a pena repensar antes de clicar ou aceitar qualquer proposta. Telefone para a empresa, verifique se o e-mail e/ou proposta é real antes de se comprometer.

Facebook, Instagram, Twitter e Youtube: não divulgue dados pessoais ou detalhes do empréstimo

A principal forma que os estelionatários encontram para convencer os clientes e consumidores de que são confiáveis é sabendo dados pessoais ou detalhes do pedido do empréstimo da vítima.

Assim, é recomendado que o consumidor não divulgue os seus dados ou detalhes do seu pedido em comentários de redes sociais. Os principais dados e detalhes são:

  • Número do celular;
  • Valor desejado;
  • Número de parcelas desejado;
  • Nome completo;
  • Registro Geral (RG);
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  • Local de residência;
  • Bens (imóvel e/ou carro);

Ao divulgar estes dados, principalmente o número do celular, o consumidor se torna uma vítima em potencial. Afinal, o golpista terá dimensões do que é que o cidadão está procurando, e ofertará exatamente aquilo que o mesmo procura.

Referências da empresa: faça a consulta para conhecer a reputação

Ao receber uma proposta de empréstimo, seja qual for a rede social ou o e-mail, procure por referências da empresa. Confira se:

  • veículos jornalísticos já citaram a empresa;
  • se a empresa possui uma conta no Reclame Aqui;
  • ou se a empresa possui uma conta no Google My Business;

Caso a empresa possua uma conta no Reclame Aqui ou no Google My Business, ponto positivo para a mesma. Afinal, significa que ela está disposta e disponível para solucionar os seus problemas com os clientes.

Para realizar uma rápida busca sobre a empresa, basta acessar o www.google.com.br e inserir o nome da empresa para verificar o que deseja saber.

Bônus: CNPJ: toda empresa tem, verifique para não cair em golpes

Caso a proposta de empréstimo suspeita te envie para um site, consulte o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Ele deve ser informado no rodapé dos sites das empresas. Caso não esteja visível, é importante entrar em contato com a suposta companhia perguntando qual o CNPJ da mesma.

Também é comum as empresas informarem o CNPJ no rodapé (letras miúdas no fim do conteúdo) do e-mail.

Para realizar a consulta, basta acessar o site da Receita Federal e inserir os números informados. Em seguida, será necessário ver se as informações batem: se o nome da empresa no site é similar ao nome da empresa no site da Receita Federal.

Não há necessidade de ficar receoso em confrontar a suposta empresa caso os dados não batam. Tente entrar em contato via telefone ou presencialmente, caso o endereço esteja disponível no Google. Se o CNPJ do site e/ou e-mail não existir, há grandes chances do consumidor ter identificado um golpe.

Ficou com mais alguma dúvida sobre golpes do empréstimo? Deixe nos comentários, e não se esqueça de seguir a FinanZero nas redes sociais: @finanzero no Instagram, /FinanZero no Facebook e @finanzero no Twitter.