O ano de 2020 ficou marcado com uma alta da inflação devido, também, à pandemia

A estimativa de inflação do ano aumentou mais uma vez nesta segunda (16).

A previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,20% para 3,25%, essa foi a 14° elevação seguida.

As projeções para o próximo ano não são mais promissoras: na quarta elevação seguida, a inflação para 2021 passou de 3,17% para 3,22%.

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Inflação nos alimentos

O setor em que o brasileiro mais sentiu os efeitos da inflação foi o alimentício. E é provável que ela continue até, pelo menos, o final de 2020. Em outubro, o IPCA subiu 0,94%, a maior alta do mês desde 1995. O preço de alimentos e bebidas subiu 2,24%, correspondendo a 50% da alta.

Uma das maiores altas, causadas pela inflação, foi a do arroz, óleo e carnes; respectivamente, 18,48%, 22,34% e 4,83%. No entanto, a previsão para mudança de preços de grãos, é para início de 2021, quando acontece o aumento da safra.

Mas essa é uma expectativa otimista, pois para acontecer uma queda real do valor o dólar precisaria diminuir também. Não apenas o aumento do mês de outubro foi de cerca de 2%, como o do ano beira os 10%.

O aumento de preços nesse setor é delicado, pois afeta as camadas mais baixa em um momento em que o desemprego está em 11,6% e o Auxílio Emergencial foi reduzido pela metade.

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Selic

A meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional. A desse ano, por exemplo, era de 4%, então 3,25% ainda está abaixo. A Selic é um dos meios de controlar a inflação.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a taxa Selic, a intenção é controlar a demanda, o que influencia nos preços. A previsão para a Selic de 2020 é que feche em 2%; em 2021, 2,75%; e 2022, 4,5% ao ano.

Quando a taxa Selic é mantida é porque o Copom considera que os ajustes anteriores foram suficientes para controlar a inflação.

O Copom é o responsável por definir a Selic. Quanto mais baixa, mais barato fica o crédito, incentivando a atividade econômica e controlando a inflação. Entretanto, bancos consideram alguns fatores, além desse, para conceder crédito. Um deles é o risco de inadimplência, por exemplo.

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