Calendário, cadastros duplicados e inconsistências de dados são fatores mais comuns para impossibilidade de sacar o FGTS emergencial

O saque emergencial do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) teve o calendário divulgado no último sábado (13) e contrariou as expectativas de muitas pessoas que aguardavam atualizações desde abril, quando a liberação foi confirmada em Medida Provisória (MP).

De abril a junho, os veículos de comunicação publicaram as datas que eram de conhecimento até então. O saque emergencial ficaria disponível entre 15 de junho a 31 de dezembro, seguindo as normas da MP.

No entanto, no último dia 13 a Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou um novo calendário para evitar a liberação do saque emergencial do FGTS em paralelo ao auxílio emergencial. Afinal, o País ainda enfrenta a pandemia do coronavírus e as recomendações de saúde ainda se firmam na cautela com aglomerações.

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Confira abaixo algumas recomendações caso você não consiga sacar o FGTS emergencial:

Atente-se aos calendários

A Caixa divulgou dois calendários do saque emergencial do FGTS, assim como fez com o auxílio emergencial. Ambos seguem uma ordem dos meses de aniversários dos contribuintes:

Assim, antes de contestar a impossibilidade de saque do FGTS, vale confirmar se a retirada do dinheiro já está disponível na data para o mês de aniversário do trabalhador.

Atenção! Este calendário do FGTS emergencial de R$ 1.045 que segue a ordem dos meses de nascimento nada tem a ver com o saque-aniversário. Esta modalidade de saque é independente do saque emergencial de R$ 1.045.

Inclusive, se o empregado tiver saldo suficiente, poderá usufruir de ambas as liberações do FGTS. Mas quem opta pelo saque-aniversário, automaticamente abre mão do saque rescisão. Ou seja, ou o trabalhador tem direito ao saque anual que é o saque-aniversário, ou ao saque integral que é o que saque rescisão.

E em ambas as opções, ele tem direito ao saque emergencial também, contanto que o saldo da conta seja suficiente.

Veja também – Quem tem direito ao saque emergencial do FGTS de R$ 1.045?

Número do PIS duplicado

Um fator que pode impedir o saque do FGTS é o número do Programa de Integração Social (PIS)/Número de Identificação Social (NIS) duplicado. Isso ocorre quando um empregador não sabia da existência do PIS do funcionário (acreditando que trata-se do primeiro emprego), e acaba por solicitar um novo.

Em caso de duplicação do PIS/NIS, será necessário unificar os cadastros, e isso somente pode ser feito em atendimento presencial na Caixa. Será necessário apresentar:

  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
  • Números duplicados do PIS/NIS;
  • Registro Geral (RG);

Caso a pessoa tenha duas carteiras de trabalho é necessário apresentar ambas à instituição bancária.

Pendências em cadastro

A falta de informações cadastrais ou a inconsistência com os dados informados pode gerar o bloqueio do saque emergencial do FGTS. Para resolver esta situação, a única alternativa é comparecer à uma agência da Caixa para resolver a situação. Os documentos listados acima devem ser apresentados neste caso também, somados à certidão de nascimento.

Os principais erros cometidos no cadastro do FGTS são:

  • no nome completo;
  • na data de nascimento;
  • no nome da mãe;

Ficou com mais alguma dúvida sobre como resolver a impossibilidade de saque do FGTS? Deixe nos comentários e não se esqueça de seguir a FinanZero nas redes sociais: @finanzero no Instagram, /FinanZero no Facebook e @finanzero no Twitter.