Veja tudo o que você precisa saber sobre plano de saúde em nosso país

No momento em que o mundo enfrenta, com uma pandemia, muitos que nunca pensaram em ter plano de saúde começam a considerar. Com a taxa de ocupação de UTIs em 60% em São Paulo e 92% no Rio a preocupação com ter um leito aumenta.

Embora ter um plano de saúde não garanta que terá um leito em caso de ter Covid-19. Os leitos de hospitais particulares no Rio, por exemplo, chegou a 81% no início de dezembro.

Vale a pena ter um plano de saúde?

Assim como um seguro, essa é uma conta que você paga torcendo para não precisar usar. E, na maioria das vezes, você acaba usando só os recursos mais básicos e acaba esquecendo que cobre cirurgias e internação.

A despesa de um plano de saúde pode ficar mais cara ainda se você for idoso ou tiver alguma doença degenerativa. Mas é nesses casos que ele é mais necessário.

Se você tem ou pensa em contratar um plano de saúde, e não tem essa opção pelo trabalho, a primeira coisa que você deve fazer é comparar. Assim como todos os gastos grandes, um plano de saúde deve ter uma pesquisa.

Ao usar serviços hospitalares. todos os meses, a conta fica alta, mas não tanto quanto se precisar de uma cirurgia de emergência. O custo de uma cirurgia mais a internação em CTI pode passar facilmente dos R$ 100 mil. Enquanto o custo médio diário em CTI para adulto com Covid-19 pode chegar a R$ 2.102, por exemplo.

Uma boa opção para economizar é conferir com a empresa em que trabalha, muitas oferecem de forma gratuita para o funcionário e com desconto para dependentes. É importante que você confira o que se encaixa melhor em seu bolso, o plano ambulatorial por exemplo, é mais barato.

Leia: Vai aumentar o bolsa família em 2021?

SUS: vale como plano de saúde?

Há também a opção de usar o SUS, que atende muito bem de diversas formas e inclusive disponibiliza remédios de tratamento contínuo de graça. Um dos tratamentos é o para diabetes, pacientes com diabetes tipo 1 são os que já nasceram com essa condição e precisam usar insulina pelo resto da vida.

Além da insulina, o tratamento também consiste em uso de fitas para medir a glicemia, que deve ser monitorada todos os dias. Se acaso o paciente não monitorar, não pode tomar as doses para regular e isso pode levar a uma cetoacidose, problemas cardíacos e a morte.

Um paciente com diabetes teria um gasto mensal de R$ 320 com fitas, cada caneta pode chegar a um preço próximo de R$ 200, a insulina regular fica entre R$ 40 e R$ 50. Além disso ainda existe a insulina NPH pode chegar a R$ 60, as insulinas mais baratas precisam ficar na geladeira o tempo todo. Ou seja, uma pessoa que não pode ficar em casa o dia inteiro deve desembolsar mais para comprar uma que seja resistente a temperatura. É importante lembrar que esses valores de insulina são por caixa, cada paciente pode consumir bem mais que uma por mês. Os preços também foram consultados, mas podem variar para mais ou menos.

Esse foi apenas um exemplo, o SUS também oferece medicamentos para tratamentos de doenças como:

  • pressão alta;
  • colesterol;
  • câncer;
  • entre outros.

O medicamento para câncer de mama, por exemplo, pode ter um custo de R$ 10 mil por dose. Além disso também oferece atendimento médico, mas não dá conta da demanda sempre. Por isso, se você puder, vale a pena pensar em uma alternativa, como o plano de saúde.

Confira: Caí no golpe do empréstimo: o que fazer?

Tipos de plano de saúde

Os planos de saúde podem ser divididos quanto ao tipo de cobertura ou número de pessoas. Quanto ao tipo de cobertura:

  • Em primeiro lugar temos o ambulatorial, que cobre exames e consultas, mas não internação;
  • O plano hospitalar, que pode ter ou não ter cobertura obstetrícia;
  • Além disso, também existe o plano odontológico;
  • E, por fim, o plano de referência que garante atendimento ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia e acomodação em enfermaria. Além disso, também tem atendimento em emergência 24 horas

É importante ressaltar que plano hospitalar com obstetrícia garante cobertura durante os 30 primeiros dias após o parto não só para p filho biológico, como também para o adotivo.

Se você tem o plano ambulatorial, é importante saber que ele cobre atendimento urgente nas primeiras doze horas.

O plano de saúde também pode ser classificado quanto a contratação, o primeiro é o plano individual ou familiar, em que o cliente contrata diretamente.

Em seguida o plano de saúde coletivo, que pode ter a contratação empresarial ou por adesão. No empresarial o responsável pela contratação é a empresa e o por adesão é feito por pessoa jurídica. A pessoa deve buscar essa contratação através de sindicatos, conselhos, etc. O plano de saúde coletivo é normalmente mais barato, tanto o empresarial, que muitas vezes é pago integralmente pela empresa, ou tem um desconto. Enquanto o por adesão, apesar de a pessoa ter que pagar, os preços são muito mais baixos.

Se você é MEI, também existe um tipo de plano para você, mas ele só está disponível para o MEI que tem um funcionário contratado formalmente, ele funciona exatamente como o empresarial.

Veja também: PROCON dá dicas para as compras de natal

Como contratar?

Para contratar um plano de saúde vai depender do tipo, se você trabalha em uma empresa, por exemplo, ao ser contratado receberá as opções de plano e possíveis taxas a serem pagas. Além disso também terá opções de incluir familiares, que normalmente tem uma taxa mensal.

Se você precisa contratar algum tipo de plano, pode entrar em contato com a empresa seguradora, e é recomendado que você analise bem as opções. Além disso você deve analisar quais os consultórios e hospitais disponíveis, se atendem suas necessidades.

Um nova opção para os que acham o plano de saúde caro, são as start ups que oferecem um serviço que funciona como um plano de assinatura. Elas, no geral, oferecem serviços como clínicas populares, descontos e reembolso em alguns casos de internação. Apesar disso, muitas delas não oferecem nenhum tipo de suporte em internação.

Ao escolher um plano você deve levar em conta os tipos de cobertura, os locais aos quais terá acesso, mas também o que melhor cabe no seu bolso. Sendo assim, talvez valha a pena a opção de start ups ou o plano ambulatorial.

Fase Vermelha em SP: o que funciona com as novas restrições de fim de ano?

Então, ficou com alguma dúvida? Pergunte nos comentários.

E, por fim, não esqueça de seguir a FinanZero nas redes sociais: @finanzero no Instagram; FinanZero no Facebook e @finanzero no Twitter.