Auxílio Emergencial

Caixa Tem informa o que fazer em caso de auxílio emergencial suspenso

Centenas de contas poupanças digitais foram bloqueadas nos últimos dias, mais de 1,3 milhão de CPFs (Cadastro de Pessoa Física) estão em análise do Governo por suspeitas de fraudes do benefício auxílio emergencial, e dentre esse número diversos beneficiários foram suspensos do programa.

Embora nem todos os casos possam configurar irregularidade, a pasta firmou uma parceria com a Polícia Federal (PF) para investigar e punir os responsáveis pelas fraudes que vierem a ser comprovadas. A pena pode chegar a oito anos de reclusão, mais multa milionária, de acordo com a legislação do País.

Ao todo o Ministério da Cidadania enviou à Caixa 1.303.127 números de CPFs para bloqueio e realização de uma verificação detalhada. De acordo com a pasta que é responsável pela gestão dos pagamentos do benefício mensal de R$ 600 ou R$ 1.200 para mães solteiras.

Entretanto, muitos beneficiários conseguiram recuperar sua conta, mas ainda estão com o auxílio emergencial suspenso. Ou, ainda não tiveram a oportunidade de desbloquear a conta, e por isso perderam o direito de movimentar o dinheiro.

No caso de ter o benefício suspenso o beneficiário pode tentar recorrer das seguintes formas:

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Suspensão do auxílio emergencial por inconsistências cadastrais:

Se o benefício foi suspenso por inconsistências cadastrais, o aplicativo vai pedir que o beneficiário finalize a validação do seu cadastro enviando novos documentos para a Caixa por meio do WhatsApp. Dessa forma, não é necessário ir até a agência do banco.

A mensagem já virá com o link para essa conversa com a Caixa e a validação dos documentos deve ser feita em até 24 horas.

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Suspensão do auxílio emergencial por mudança de renda:

O cidadão perde o direito ao auxílio emergencial se tiver mudado uma das situações abaixo em sua vida:

  • Se tornou empregado formal;
  • Aumento na renda da família para acima de três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou cuja renda mensal por pessoa comece a ser maior que meio salário mínimo (R$ 522,50);
  • Quem começou a receber seguro-desemprego.

Suspensão do do auxílio emergencial por suspeita de fraude:

Já nas suspeitas de fraude, o Caixa Tem vai pedir que os responsáveis pelos CPFs procurem uma agência bancária. É obrigatório ir até a agência com o documento de identidade, no dia estipulado no próprio app.

Por que as contas foram bloqueadas?

Centenas de milhares de contas” foram bloqueadas depois que o governo percebeu que hackers tinham invadido cadastros do aplicativo Caixa Tem com o intuído de embolsar o benefício, destinado a brasileiros de baixa renda, ou que encontram-se em vulnerabilidade social.

O Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, calculou que 51% das contas bloqueadas devem estar associadas a fraudes, mas, disse que as outras 49% podem ter sido bloqueadas apenas por inconsistências cadastrais.

Desde o bloqueio, muitos brasileiros que têm direito ao auxílio procuraram a Caixa, chegando a formar aglomerações em algumas agências, para tentar desbloquear suas contas e recuperar o valor do benefício, ou até mesmo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

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Quando deve ir na Caixa para desbloquear o auxílio emergencial?

Buscando evitar a formação de novas filas nas agências, a Caixa decidiu atualizar o aplicativo Caixa Tem para permitir a correção das inconsistências cadastrais de forma digital. Como pode ser feito no caso de inconsistências no sistema.

Mas, caso seja necessário ir até o banco o benefício deve consultar o calendário que estipula a data correta de acordo com o aniversário do beneficiário. Veja abaixo:

Nascidos em Data inicialData Final
Janeiro, fevereiro e março20 de julho24 de julho
Abril e maio27 de julho31 de julho
Junho e julho3 de agosto7 de agosto
Agosto, setembro e outubro10 de agosto14 de agosto
Novembro e dezembro17 de agosto21 de agosto

Quem não for até a Caixa pode ser punido?

Sim, quem precisar ir até a Caixa e não ir durante o período necessário sofrerá punições legais por possível fraude. Isso porque a o Governo desenhou uma “estratégia integrada” de investigação com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF).

Dessa forma, a ideia principal é que a Caixa e o Ministério da Cidadania remetam os dados de pessoa suspeitas, e que não se identificaram, à PF, que vai criar a Base Nacional de Fraudes ao Auxílio Emergencial (BNFAE).

Além disso, os casos individuais de fraudes, que não estejam relacionados a grupos criminosos, como parece ocorrer no caso dos hackers, também podem ser punidos, inclusive de militares e servidores públicos.

Veja também – Erro:”o emissor do cartão não autorizou o pagamento” do Caixa Tem. O que fazer?

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