Auxílio emergencial não é garantido para beneficiários que receberam a 2ª parcela

Após a polêmica da divulgação do calendário da 3ª parcela do auxílio emergencial, na qual o governo cancelou uma coletiva de Imprensa referente às datas, e membros do governo fizeram divulgaram o lançamento das datas no Twitter e então rapidamente apagaram os mesmos tweets, muitas pessoas ainda estão na dúvida sobre o pagamento do benefício.

O Ministério da Cidadania informou em junho que uma reanálise seria feita dos pedidos, e o termo confundiu os beneficiários. Confira neste post o que é a reanálise, como saber se o benefício foi cancelado, e como proceder nestes casos.

Veja também – Quem está em análise no auxílio emergencial?

Calendário da 3ª parcela do auxílio emergencial

Com o não recebimento do benefício, alguns beneficiários têm perguntado no Twitter se o calendário é fato ou fake. O calendário da 3ª parcela do auxílio emergencial já está disponível para todos os beneficiários, com datas divergentes de recebimento para os que também recebem o Bolsa Família.

Além disso, as datas de saques e crédito em conta também são diferentes para os cidadãos que têm os R$ 600 recebidos na Poupança Social Digital do Caixa TEM. Para ver o calendário, clique aqui.

Não recebi a 3ª parcela do auxílio emergencial. E agora?

Após conferir o calendário do coronavoucher e verificar que os R$ 600 não foram recebidos de acordo com a data, o cidadão deve se direcionar:

E então verificar o status do pedido, que pode ser:

Somente se constar como “cancelado” significa que o benefício foi de fato bloqueado a partir de alguma parcela. Ou seja, após ser aprovado, o beneficiário pode ser 1 ou 2 parcelas e ainda assim deixar de receber os R$ 600.

Por que a 3ª parcela do auxílio emergencial foi cancelada?

Os principais motivos para alguém deixar de receber o auxílio emergencial são:

  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada após a aprovação do benefício;
  • Aumento da renda familiar constatada pelo governo e ultrapassando o limite de R$ 3.135 (R$ 552,50 por pessoa);
  • Recebimento de outro benefício em paralelo, como o seguro-desemprego, o Benefício Emergencial de Preservação do Bem e da Renda (BEm), dentre outros. O Bolsa Família é o único recebimento do governo que pode ser adquirido em paralelo ao auxílio emergencial;
  • Limite de 2 pessoas por família recebendo as parcelas de R$ 600 (ou R$ 1.200 em caso de mães chefes de família) ultrapassado;

Em suma, qualquer critério de seleção que era cumprido no momento do pedido e aprovação do coronavoucher, mas que deixou de ter cumprimento durante a liberação das parcelas, pode ser um motivo de cancelamento.

Assim, vale ressaltar que o auxílio emergencial é voltado para profissionais autônomos e informais que se enquadrem em uma lista de requisitos. Para conferir a lista, clique aqui.

Ao fim de cada rodada de pagamentos à população, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) faz uma reanálise dos beneficiários aprovados para evitar fraudes e descumprimento dos critérios. Uma espécie de “pente fino” do auxílio emergencial.

Veja também – Faça a cotação e receba ofertas pré-aprovadas com o simulador de empréstimo pessoal!

Meu auxílio emergencial foi cancelado mas tenho direito. O que fazer?

Se após o cidadão ver que o benefício foi mesmo cancelado e que isso foi feito erroneamente, sem o descumprimento de nenhum requisito, a contestação pode ser feita. Para saber o que é a contestação e como ela pode ser feita, clique aqui.

Mas, se o cidadão teve o coronavoucher cancelado com alguma regra de recebimento infringida, não há o que fazer. Infelizmente, o recebimento das parcelas de R$ 600 é destinado somente às pessoas que estão dentro dos critérios.

Ficou com mais alguma dúvida sobre o cancelamento do coronavoucher? Deixe nos comentários e não se esqueça de seguir a FinanZero nas redes sociais: @finanzero no Instagram, /FinanZero no Facebook e @finanzero no Twitter.