Golpe do FGTS

Golpe do novo saque do FGTS já atingiu quase 100 mil pessoas e continua circulando pelas redes sociais, principalmente no WhatsApp

A Caixa Econômica Federal iniciou os pagamentos dos R$ 1.045,00 do saque emergencial do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quem nasceu no mês de janeiro. Mas, como todas as operações são realizadas online os trabalhadores precisam ficar atentos aos golpes que circulam nas redes sociais.

O WhatsApp, rede de comunicação instantânea, é o local preferido dos golpistas. Pois, é possível disseminar fake news com facilidade por meio do compartilhamento de conteúdo em massa.

De acordo com o dfndr lab (laboratório de segurança digital da PSafe, que reúne um time de especialistas que identificam links de ameaças virtuais), foram detectados 99.670 tentativas envolvendo essa nova rodada de saques de 1° de maio até a última segunda-feira (29).

Apesar de só na última segunda-feira os depósitos terem começado, os golpes estão prontos há mais tempo. Isso ocorre porque os hackers se antecipam como forma de estratégia. As pessoas já estavam esperando o benefício, logo muitos estavam ansiosos e aí os golpistas entram em ação apresentando como acessar o dinheiro de forma fácil e sem precisar aguardar a liberação da Caixa.

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Como funciona o golpe do FGTS por WhatsApp?

Ao receber um link por WhatsApp ou por meio de outras redes sociais, o usuário é tentado a responder algumas perguntas criadas a partir do conteúdo que a Caixa costuma perguntar antes da criação de um cadastro. Essas perguntas tentam passar um ar de veracidade a fraude, algumas delas são:

  • “você tem conta ativa ou inativa do FGTS?” ;
  • “está empregado atualmente?” ;
  • “quanto você recebia em seu último emprego?”.

Vale lembrar que o site da Caixa só aplica perguntas ao usuário após o mesmo já ter feito o login com seu nome e Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Assim que as perguntas são respondidas o usuário acaba em uma página fake, em os golpistas solicitam dados pessoais, por exemplo:

  • nome;
  • CPF;
  • telefone;
  • endereço;
  • entre outros.

Em seguida, é solicitado que o usuário compartilhe o link com todos os seus contatos. Essa é mais uma característica comum entre os golpes digitais, pois o compartilhamento de informações sem necessidade não deve ser feito. Os sites de fraude dizem que se o usuário não compartilhar o link ele não terá acesso ao seu dinheiro.

Fique atento! Nenhuma instituição pode proibir o acesso de uma pessoa ao próprio benefício no caso no caso de não mandar um link para seus contatos.

Veja também – Como antecipar saque do auxílio emergencial e do FGTS?

Dados roubados

Quando alguém entra em um site desse e acaba depositando os próprios dados, o mesmo se torna vulnerável ao vazamento de dados pessoais. Que são comprados, ou roubados por cibercriminosos para realizar a assinatura de serviços online e até para abrir contas em bancos.

Além disso, quando a vítima compartilha o link com seus contatos, ela torna-se um vetor de disseminação do golpe, essa ação garante aos cibercriminosos um crescimento acelerado dos ataques, transformando mais pessoas em vítimas de roubo de dados.

Como identificar o golpe do FGTS por WhatsApp?

A mensagem do golpe do FGTS por WhatsApp pode ser entregue de muitas formas. Mas, é possível identificar um golpe ficando atento a certos detalhes, por exemplo:

  • A mensagem sobre o FGTS foi enviada por uma conta verificada (que são contas autênticas que contam com uma espécie de simbolo azul após o número ou o nome de usuário).
  • Só quem pode oferecer dados sobre o FGTS é a Caixa, por isso verifique se o WhatsApp pertence ao banco.
  • Se o link passado na mensagem não é conta com o nome da Caixa ou do Governo, é fake.
  • É solicitado o compartilhamento do link para outras pessoas significa que o site não é confiável.
  • O site redireciona o usuário para uma página que solicita permissão para o envio de notificações (pushs)? Isso significa que há cibercriminosos tentando lucrar enviando propagando para o celular da pessoa.

Veja também – Como evitar o golpe do auxílio emergencial?

Como evitar o golpe do FGTS por WhatsApp?

Para se proteger contra o golpe do FGTS por WhatsApp é essencial estar atento as seguintes dicas:

  • Como os aplicativos de conversa são os principais meios de disseminação dos golpes, o usuário pode baixar um app de segurança antiphishing no celular, a grande maioria deles são grátis.
  • Sempre evitar de fornecer dados pessoais sem antes saber se o site ou aplicativo é oficial e confiável;
  • Cuidado ao clicar em links compartilhados no WhatsApp ou em outras redes sociais e, antes de compartilhar as informações, procure veículos de mídia confiáveis ou fontes oficiais para confirmar se aquilo é realmente verdadeiro; para ter certeza de que o site é oficial, procure o endereço desejado em um site buscador como Google.

Como remover as permissões concedidas para os links falsos?

Se a pessoa já aceitou as notificações, o ideal é realizar a desinstalação do dessas permissões. Para isso é preciso:

  • Ir em ‘configurações do navegador’ na área de ‘permissões’ e remover a autorização no computador.
  • No celular, basta ir em ‘configurações’, na aba de ‘notificações’ e também remover a autorização.

Veja também – Auxílio emergencial no WhatsApp: é golpe?

Cai no golpe do FGTS. O que faze?

Apesar das dicas de segurança que a Caixa disponibiliza em seu site, muitas pessoas ainda acabam sendo lesadas por fraudes.

Se o usuário caiu no golpe do FGTS, seja por WhatsApp ou por meio de outras redes sociais a Caixa aconselha que os consumidores lesados entrem em contato com o banco por meio da página do Fale Conosco no site da Caixa ou pelo SAC (0800 726 0101).

Além disso, um Boletim de Ocorrência online deve ser feito para que a polícia tenha dados sobres as fraudes e possa realizar as investigações necessárias.

Ficou com mais alguma dúvida sobre como não cair no golpe do FGTS por WhatsApp? Deixe nos comentários, e não se esqueça de seguir a FinanZero nas redes sociais: @finanzero no Instagram, /FinanZero no Facebook e @finanzero no Twitter.