Suas contas estão te tirando o sono? É hora de resolvê-las. Com conversa e novos acordos, é possível deixar a sua vida financeira saudável e estável. Entenda como negociar dívidas!

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Quando você tem uma dívida, tentar quitá-la é uma prioridade. Deixar um débito em aberto pode acarretar diversos problemas legais. Bloqueio de CPF, aumento dos juros e até apreensão de bens do devedor são alguns exemplos.

Mas, se sua dívida já atingiu valores altos e você sabe que não terá como pagá-la, existe uma alternativa! Qualquer um está sujeito a esta situação, afinal, imprevistos acontecem. Mas, não precisa se preocupar, porque te ajudaremos a ver opções para sair dessa.

As instituições financeiras oferecem uma alternativa: negociar dívidas. Tentar chegar num acordo com o seu credor é uma forma de pagar o que deve e ter uma vida financeira mais estável. Separamos algumas dicas para você poder negociar dívidas com sucesso e começar a arrumar as suas finanças!

Primeiro: paciência

Suas contas não foram feitas da noite para o dia, e para negociar dívidas e quitá-las também não acontecerá assim. Antes de tomar qualquer decisão, é importante montar uma planilha financeira. É essencial saber exatamente qual é a sua renda, seus gastos e, principalmente, quais são as suas dívidas.

Ao colocar os valores no papel, você terá uma dimensão mais precisa de quanto você deve e quais as opções para sair desta situação. Depois disso, é importante definir as suas prioridades. Alguns parâmetros possíveis para determinar a urgência de cada uma são:

  • Quais dívidas são mais antigas;
  • Quais dívidas são mais altas;
  • E quais dívidas têm as taxas mais caras.

Uma dica importante é optar por quitar esta última primeiro. Isso, pois os juros podem aumentar cada vez mais a quantia que você deve.

Enquanto você arruma a sua planilha, considerar a redução de gastos é essencial. De forma realista, veja o que pode ser cortado do seu orçamento pessoal e/ou familiar.

Não é uma coisa fácil de ser fazer, mas é importante entender que, neste período, enxugar as contas é uma necessidade. Converse com sua família, restabeleça as prioridades e cortes que podem ser feitos. É hora de trabalhar em conjunto.

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Como negociar dívidas?

Negociar dívidas consiste em pedir ao credor uma nova forma de pagamento do débito. É mostrar que, nas condições que foi acordado anteriormente, você não vai conseguir pagar o que deve, mas nem por isso vai deixar de pagar. É só um reajuste no contrato.

Por isso, você precisa mostrar que terá condições de arcar com o novo formato. Analisando o seu orçamento, tenha certeza de que a nova proposta não comprometerá mais do que 30% da sua renda mensal. Caso contrário, você pode acabar entrando em outra dívida.

Antes de negociar dívidas, crie um plano de ação

Saiba exatamente quanto você poderá pagar nesse novo contrato, quais são as suas condições, como funcionará o reajuste de juros e qual é o novo prazo para esse pagamento ser efetuado. Essa proposta pode ou não ser acatada pela instituição financeira, e é aí que vai começar a parte da negociação.

Uma dica boa é que esse processo seja todo feito pessoalmente. Também é possível fazer a negociação online, porém, é difícil conseguir mudar as condições estabelecidas no texto. Quando você conversa diretamente com uma pessoa, abre espaços para pedir descontos, barganhar e chegarem num acordo que seja bom para ambas as partes.

Seja sempre simpático mas assertivo, e mostre que tem consciência e autonomia no que está fazendo. Você sabe das suas finanças e sabe o que é benéfico para você.

Se você percebeu que sua dívida é muito maior que o que você ganha, você é um superendividado. Essa é a realidade de 15% da população brasileira, e pede as mesmas medidas que descrevemos porém de forma mais agressiva. Neste caso, você também pode procurar ajuda especializada no PROCON.

Empréstimo: vale a pena?

Em último caso, esta pode ser uma alternativa. Focando em trocar suas dívidas, pode valer a pena solicitar um empréstimo que tenha taxas de juros mais baixas que as do seu débito anterior e quitá-lo de uma vez. Assim, você terá mais controle do pagamento ao credor e não será surpreendido com um aumento absurdo no valor graças às taxas, por exemplo.

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