Trabalhadores demitidos nesse período podem, afinal, ter direito a mais parcelas do seguro-desemprego

O segundo trimestre de 2020 marcou um recorde de desemprego. Foi o maior desde que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) começou essa série, em 2012.

Ao todo, 8,8 milhões de brasileiros ficaram desempregados neste trimestre.

Comparado ao mesmo período de 2019, houve queda de 10,7%. Além disso, chegamos à maior taxa de desemprego em três anos: 13,3%. Em números gerais, são 12,8 milhões de pessoas.

Confira: Taxa de desemprego na pandemia continua subindo. E agora?

O que é seguro-desemprego?

O seguro-desemprego é um benefício garantido aos trabalhadores demitidos sem justa causa, com a finalidade de oferecer um auxílio financeiro.

Esse auxílio é calculado com base na média dos três salários anteriores à dispensa.

Como solicitar

De acordo com o Ministério da Economia (ME), o trabalhador deve fazer o requerimento em postos credenciados, pelo portal Gov.br ou no app da Carteira de Trabalho Digital para iOS e Android.

Em seguida, com o pedido aprovado, o funcionário pode receber de três a cinco parcelas. Isso varia de acordo com o tempo de trabalho e vezes em que usou o benefício.

Trabalhadores formais:

  • Três parcelas – mínimo de seis meses de trabalho
  • Quatro parcelas – mínimo de 12 meses
  • Cinco parcelas – a partir de 24 meses de trabalho

Quem mais tem direito ao seguro-desemprego?

Bem como o trabalhador formal, também tem direito ao auxílio:

  • Trabalhador resgatado de condições de escravidão;
  • Funcionário doméstico dispensado sem justa causa;
  • Pescador profissional, em virtude do período de reprodução dos animais.

Quer saber mais: Quando acaba o segurodesemprego? Veja as principais dúvidas

Parcelas extras

Os sindicatos fazem proposta, desde julho, ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), que debate o assunto.

A proposta foi feita com o propósito de que o governo libere mais duas parcelas aos trabalhadores desempregados em função da pandemia.

Sendo assim, se o ME liberar essas parcelas, elas valeriam para pessoas que perdessem o emprego entre 20 de março e 31 de dezembro de 2020.

Representantes do ME, por outro lado, mostram resistência. O medo é de que esses pagamentos cheguem a 2021 e ultrapassem o teto do ano.

Entretanto, é possível que cheguem a um meio termo, concentrando pagamentos até o final de 2020. Desse modo, não pesaria sobre os gastos do próximo ano.

Leia também: Como receber o seguro-desemprego em qualquer conta?

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