Saiba mais sobre como funciona o Financiamento Estudantil e como solicitar um
Nem todo mundo consegue realizar o sonho de cursar uma universidade, de fazer uma pós-graduação ou um custo técnico. Isso acontece porque as instituições públicas são muito concorridas e as particulares podem ser bem caras.
Existe no mercado o financiamento estudantil, destinado a esse público que deseja estudar, mas não tem condições financeiras para tal.
Pensando nisso, vamos explicar um pouco mais sobre como esse financiamento funciona e como os interessados podem ter acesso a ele. Acompanhe:
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O que é financiamento estudantil?
É preciso entender o que é o financiamento estudantil antes de solicitar um. Ele é um empréstimo destinado para quem quer estudar, mas não consegue arcar com os custos de uma instituição de ensino.
O estudante deve fazer um contrato com um banco, que se responsabiliza por pagar o curso de forma integral ou parcial. Assim, o tomador fica em débito com a instituição financeira, que pode ser paga após o fim das aulas.
As condições de pagamento são variáveis de acordo com cada instituição e do programa de financiamento.
O ideal é que o tomador preste atenção em todos os detalhes do contrato antes de assinar. Afinal de contas, um financiamento estudantil costuma ter um alto valor.
É possível encontrar opções de empréstimo em instituições privadas, mas o mais conhecido é o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), do governo federal.
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Como funciona o financiamento estudantil?
O estudante deve estar matriculado e solicitar o crédito ao banco, que vai fazer o pagamento das parcelas diretamente com a instituição de ensino.
O estudante tem como obrigação manter essas parcelas em dia após a formatura. Lembrando que as parcelas têm incidência de juros e correção monetária.
Outro ponto importante é que o crédito estudantil pode ser feito de maneira integral ou parcial. A maior parte dos bancos oferta o financiamento de todo o valor do curso, mas é preciso estar atento.
O estudante passa por uma análise de crédito, que vai definir seu perfil e quais serão as condições. Além disso, há a definição se o contrato será semestral ou anual.
Como saber qual é o meu perfil de crédito?
Quais as diferenças entre financiamento estudantil público ou privado?
Existem algumas diferenças entre esses financiamentos e as principais delas são:
- O financiamento público tem um prazo mais extenso para pagamento, podendo chegar aos 14 anos;
- Juros maiores no financiamento privado;
- O financiamento privado não exige participação no Enem.
- Financiamento pelo FIES é mais burocrático.
Opções de financiamento estudantil
FIES
O FIES é o mais conhecido e é um crédito público. Ele só pode ser feito diretamente na Caixa Econômica Federal (CEF).
É importante ressaltar que as instituições de ensino precisam ter avaliação positiva no Ministério da Educação para que o crédito seja liberado.
As condições de pagamento serão definidas de acordo com a renda do solicitante. Famílias com renda de até um salário-mínimo e meio poderão ter isenção de juros.
Para ter direito ao pedido no FIES, o estudante precisa fazer a prova do Enem a partir de 2010. Além disso, a nota deve ser acima de 450.
Santander
O crédito Santander para universitários tem um valor mais baixo, sendo até R$ 2 mil. Essa linha de crédito é muito parecida com um empréstimo pessoal.
Para ter acesso a esse dinheiro é preciso que o estudante seja correntista do banco.
O prazo para pagamento é de até 36 meses, com as parcelas sendo debitadas diretamente da conta do estudante.
PraValer
O grupo Cruzeiro do Sul Educacional criou o Crédito Universitário PraValer, muito conhecido entre estudantes de todo o país. Nessa opção também não há incidência de juros.
Nessa modalidade de financiamento estudantil, o tomador pega o crédito para o pagamento de um semestre inteiro e tem 12 meses para pagá-lo. Sendo assim, a cada seis meses é necessário fazer a renovação de contrato.
No PraValer não existe a obrigatoriedade de que o aluno faça a prova do Enem, mas é preciso que seja apresentado um fiador.
P-Fies
P-Fies é um tipo de financiamento promovido pelo Ministério da Educação (MEC) e o governo federal, contudo, diferente do já conhecido Fies, essa modalidade é contratada junto aos bancos privados credenciados e que podem ser escolhidos pelo próprio candidato. Além disso, é voltado aos estudantes com renda familiar bruta mensal entre três e cinco salários mínimos, e conta com a incidência de juros, que variam entre 1,9% a 2,5% ao mês.
Ainda assim, para ter acesso ao P-Fies é preciso que o candidato tenha prestado a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em edições aplicadas a partir de 2010, bem como deve ter atingido, pelo menos, 450 pontos nas provas objetivas e não ter zerado a redação. Outro ponto de exigência é que o curso e a instituição de ensino escolhidos pelo futuro estudante devem ser reconhecidos pelo MEC.
Crédito universitário
O crédito universitário está vinculado às instituições financeiras privadas, como Bradesco e Banco do Brasil, no entanto, não costumam ser atrelados ao ENEM. Dessa forma, interessados que não realizaram a prova ou não alcançaram determinada pontuação, podem solicitá-lo. É importante ressaltar, porém, que score baixo ou negativação no CPF podem impactar negativamente, gerando inclusive reprovação.
As condições podem sofrer mudanças em cada semestre e por isso é preciso estar atento aos detalhes.
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Como pedir o financiamento?
Para o caso do FIES, o estudante precisa estar enquadrado nas regras do programa, como ter feito a prova do Enem e ter tirado mais de 450 pontos. Caso isso ocorra é preciso se atentar ao calendário de inscrições, que acontecem online.
Já nos bancos privados, o estudante deve entrar em contato para entender quais são os documentos necessários. Lembre-se de verificar na universidade se existe a possibilidade de financiar as mensalidades.
Você tem mais alguma dúvida sobre como funciona financiamento estudantil? Caso tenha, deixe aqui o seu comentário que nós lhe ajudamos.
Precisa estar matriculado para pedir um financiamento estudantil?
Depende, cada tipo de financiamento estudantil conta com regras específicas. No caso do FIES e P-Fies, por exemplo, o MEC mudou a regra e atualmente é possível solicitar o financiamento antes de se matricular em uma instituição de ensino, dessa forma, o interessado assume o compromisso financeiro apenas após ter a garantia de que terá acesso ao crédito.
Entretanto, nos créditos universitários vinculados à instituições privadas, ou seja, que não passam pelo regulamento do MEC, essa regra tende a variar, e há a possibilidade do banco exigir que o solicitante esteja matriculado no ato do pedido.
Não consegui aprovação no financiamento estudantil, o que fazer?
Quem não conseguir aprovação no financiamento estudantil, pode optar por uma modalidade de crédito que conceda valores maiores e possua taxa de juros menor, como é o caso do empréstimo com garantia e o crédito consignado.
Empréstimo com garantia
O empréstimo com garantia permite que o interessado utilize um imóvel ou veículo como garantia de pagamento. Sendo assim, o crédito disponibilizado é definido de acordo com o preço do bem perante o mercado, o que permite conseguir valores mais altos, se comparado ao empréstimo pessoal, por exemplo. Nessa modalidade, o contrato ocorre mediante a alienação fiduciária, logo, se houver inadimplência por parte do cliente, o bem pode ser tomado para quitar o saldo devedor.
Empréstimo consignado
O empréstimo consignado está disponível para quem possui vínculo empregatício em contrato CLT, servidores públicos, aposentados e pensionistas. Isso porque, as parcelas são descontadas diretamente do salário, contribuindo para que a taxa de juros seja menor, e o valor concedido, mais alto. Sendo assim, essa pode ser uma boa opção para quem não conseguiu financiamento estudantil, mas possui renda mensal fixa oriunda de um ou mais desses cenários.
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