O score pode impactar diretamente na decisão da instituição financeira no momento da concessão do empréstimo, no entanto, há outros fatores que devem ser observados pelo consumidor.

De acordo com o Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), em dezembro de 2021 o interesse por empréstimo aumentou 10,76%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Ainda conforme o IFE, o principal motivo do pedido de crédito é para quitar dívidas, que abrange 29% dos entrevistados.

Apesar da crescente busca, ainda é comum que diversos consumidores tenham a solicitação de crédito negada, seja por irregularidade ou divergência nos documentos ou, ainda, por inadimplência, que impacta diretamente no score.

Empréstimo para autônomo com score baixo: onde conseguir?

Qual é o score necessário para fazer um empréstimo?

De modo geral, não há uma regra que estipule um score mínimo ou máximo para obter um empréstimo. Contudo, é sabido que essa pontuação pode influenciar na decisão das instituições no momento de conceder o crédito ou, ainda, na definição de juros e prazo de pagamento.

Sendo assim, comumente o score do consumidor é interpretado da seguinte maneira:

até 300 pontos – alto risco de inadimplência;
de 300 a 700 pontos – médio risco de inadimplência;
a partir de 700 pontos – baixo risco de inadimplência.

Portanto, quem possui score alto tem, também, maior probabilidade de ser aprovado na solicitação de crédito, já que as instituições o consideram um bom pagador. Por outro lado, consumidores com score médio ou baixo podem lidar com dificuldades na aprovação de algumas modalidades, como o empréstimo pessoal.

Apesar disso, o empréstimo com garantia de imóvel ou veículo, também conhecido como refinanciamento, pode ser uma opção positiva para esse grupo, pois ao oferecer um bem como garantia de pagamento da dívida, as taxas de juros tendem a diminuir.

Outra opção que pode ser considerada por consumidores com score médio ou baixo é o empréstimo consignado, já que o valor das parcelas é descontado diretamente na folha de pagamento, diminuindo o receio das instituições quanto ao risco de inadimplência.

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Como aumentar as chances do empréstimo ser aprovado?

Ao solicitar um empréstimo, a instituição realiza diversas análises e, para isso, são observadas as informações prestadas pelo solicitante, bem como outros detalhes que podem ser acessados de forma autônoma pela própria instituição. Isso acontece porque as empresas que concedem o crédito atuam para evitar perdas, isso é, possuir clientes inadimplentes.

Portanto, um dos fatores de maior impacto são os dados prestados pelo consumidor, isso porque, em caso de divergência ou ausência, a solicitação pode, até mesmo, ser recusada. Logo, é necessário atenção no momento de enviar documentos que comprovem identidade e renda, por exemplo.

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Apresentar documentos corretamente

A documentação é de suma importância na hora de solicitar um empréstimo, independentemente da modalidade. Portanto, um dos primeiros documentos solicitados é o de identificação, como RG, que por vezes pode ser substituído pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e CPF. Para aumentar as chances de não ter problemas nessa etapa, o solicitante deve ter atenção em dois pontos:

  • ao enviar a documentação pessoal, é preciso tirar foto ou escanear frente e verso, ou seja, a parte em que possui a foto do titular, bem como a parte de trás, que consta nome, filiação, data de nascimento e afins;
  • o documento, assim como a imagem dele enviada, precisam estar legíveis, isso é, devem permitir que seja feita a leitura e verificação de todas as informações do solicitante.

Cabe ressaltar que fotos de RG, CNH ou CPF que não estão dentro dos parâmetros de legibilidade podem ser recusadas, gerando pendência na solicitação do crédito. Isso acontece porque a verificação dos dados é uma das etapas de segurança no processo, logo, não pode ser comprometida.

Comprovar renda

O comprovante de renda é utilizado pelas instituições para analisar qual é a renda fixa mensal do solicitante e, dessa forma, estipular qual será o valor de crédito concedido, bem como as condições de pagamento. Sendo assim, é possível utilizar os seguintes documentos como comprovante de renda:

Vale dizer que algumas instituições podem solicitar mais de um comprovante de renda. Além disso, em caso de holerites e extratos bancários, por exemplo, é comum que sejam solicitados dos últimos três meses.

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Possuir comprovante de residência

O comprovante de residência também faz parte das documentações obrigatórias e, normalmente, deve ser de até três meses anteriores à solicitação do empréstimo. Para apresentar, o solicitante pode utilizar as contas de consumo tradicionais, como água, energia, internet e telefone.

É preciso ter em mente, entretanto, que para uma conta ser considerada um comprovante de residência, é preciso que o solicitante do crédito seja o titular, ou seja, a conta deve estar no nome do interessado em obter o empréstimo.

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Não possuir mais do que 30% da renda mensal comprometida com empréstimos

Ao consultar o holerite ou extratos bancários, a instituição financeira analisa, também, o percentual de renda livre que o solicitante possui, chamada de margem consignável. Dessa forma, quem já comprometeu 30% ou mais da renda mensal pode ter a solicitação de crédito negada, já que é comum a instituição considerar que o consumidor não terá condições de arcar com as parcelas da dívida.

Renegociar as dívidas e manter o nome limpo

Pagar as contas em dia impacta positivamente no histórico de pagamento, um dos principais pontos analisados e que são levados em consideração pelas instituições. Entretanto, em caso de inadimplência, isso é, se o consumidor estiver negativado, a recomendação é que renegocie a dívida e tente manter o nome limpo, pois assim facilita a aprovação do crédito, além de aumentar as chances de receber propostas com taxas de juros mais baixas.

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